Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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terça-feira, 2 de abril de 2013

Boteco, uma paixão - segunda parte

Cursinho pré-vestibular é uma farra. Tempo de muitas incertezas e pressões, é claro, mas talvez até por isso tomar uma cervejinha tenha um gosto tão saboroso, quase doce! O risco dessa descontração se tornar um porre, aos dezoito anos, sem dúvida alguma é muito grande. Mas faz parte da fase, e até do amadurecimento.

Dessa época eu me lembro que, ao final de cada sexta-feira, saía da aula com a cabeça cheia de mitocôndrias, ligações peptídicas e outras coisas que nunca mais usei em minha vida. Só sabia que era necessário parar de pensar, e para isso eu costumava ir com a turma da sala ao Western House, bar que existe na Rua Guajajaras há quase quatro décadas, e que não sei avaliar se é bom, ruim ou neutro, porque desde o ano 2000 não volto ali. Íamos por questão meramente logística, já que ninguém tinha carro, e nem todos - na verdade nenhum dos meus colegas, sejamos francos -  estava em busca de uma cozinha diferenciada. Então vamos chapar logo, que é melhor. E se a Cintra estiver em promoção, esquece a Skol, pois o que importa é a quantidade!

Além do velho bar, outro lugar onde ia para poluir a mente tão rica de história medieval era o Spinelli, um bar e restaurante que funcionou no início da rua onde morei, e onde a Brahma era vendida a R$ 1,20, enquanto a Skol custava R$ 1,30 (maldita memória de boteco, não me pergunte como faço isso!). Ah, esse era bom, tinha queijo pachá, por mais que fosse uma guerra com os amigos cada tentativa de trocar as fritas por "aquilo". Se bem que, como a fome e a sede eram maiores do que a grana, era melhor chumbar algumas e, apenas ao final, pedir um magnífico talharim à parisiense! Como eu era feliz por ter convencido os amigos de que existia vida além do molho a bolonhesa! E dá-lhe Brahma de R$ 1,20!


4 comentários:

  1. Legal ler esses textos, faz lembrar tbm de mtas passagens boas de minha "aborrecência"!
    O Western House era bacana mesmo, outras boas opções na época eram um barzin que tinha na Tupis atrás da Igreja São José, que se passasse das 6 da tarde nem encontrava mais mesas disponíveis na calçada, e outro tbm na Tupis em frente ao Cidade.
    Época boa que com 10 conto dava pra fazer a festa!!!

    Velho, vc tá escrevendo cada dia melhor, meus parabéns!

    Abços

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    1. Fico feliz que as suas lembranças, mesmo anteriores a quando nos conhecemos, tenham sido despertadas por estes escritos, e mais ainda ao saber que, também neste formato de postagem, estou agradando.

      Lembro-me bem destes dois tradicionais bares a que se refere, e no último deles, o Café Bahia (também conhecido por passarinho, em virtude do seu lendário garçom de mesmo apelido), estive há uma semana atrás!

      Um abraço, e novamente obrigado, pela presença e pelos elogios!

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  2. Bravo! Belo texto... "causos di buteco" isso daria um livro interessantíssimo!

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    1. Obrigado Gê, me sinto incentivado ao ler o seu comentário.

      Um abraço!

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