Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Boteco, uma paixão - Terceira parte

O ano era 2001, e em minhas frequentes passagens pela Praça Estevão Lunardi, observei um movimento diferente no Bar Chef Tulio. Chegando mais próximo a ele, vi a publicidade de um evento: Comida di Buteco. Depois voltei para tomar uma cerveja, e entendi que se tratava de um concurso onde cada bar participa com um prato. Decidi experimentar a criação daquele boteco, e então comi o Frango Mafioso pela primeira vez. Passados mais alguns dias, soube por meio de um dos garçons que o Chef Tulio havia faturado o segundo lugar na categoria prato (naquela época eram duas as premiações: melhor prato e melhor tira-gosto). Que coisa interessante! Resolvi pesquisar mais na internet, quando soube que o evento era promovido pela Rádio Geraes, e que tinha a adesão de vários bares espalhados pela cidade. Na mesma ocasião, soube que foi a salada alemã, do Antonius Bar, quem desbancara o Frango Mafioso. Achei estranho que uma salada pudesse bem acompanhar uma cerveja, mas ainda assim fiquei muito curioso desde então.
 
Alguns meses depois, resolvi “atravessar a cidade” para chegar à Savassi, e então conhecer o prato campeão. Entre uma cerveja e outra, chega à nossa mesa o petisco, que de vegetariano tinha muito pouco. A boa salada de batatas com maionese e mostarda é acompanhada por dois salsichões, sendo um de vitelo e outro recheado de queijo. Nunca havia comido nada da cozinha alemã, e achei uma delícia!
 
Depois passei a rodar, dentro das possibilidades de um estudante, outros bares de BH. Conheci os botequins da velha guarda do evento, como o Bar do Careca, a Petisqueira do Primo, o Bar do Doca da Av. Silva Lobo, o Tatiara, o Casa Cheia, e voltei a outros que eu já conhecia, como o Silvio’s, o Café Palhares, o Aconchego da Floresta, etc. Ia dentro e fora do concurso, sempre que sobrava uma graninha. Mas claro, durante o evento havia todo o charme que lhe era próprio, com performances de músicos e artistas, arte no banheiro, e moças bonitas, muitas e belas moças...
 
Havia pratos diferentes, mas também pratos comuns e deliciosos, como eu jamais tinha experimentado. Um charuto que era receita de família, ou uma carne de sol que o dono trazia de uma cidade secreta e preparava na brasa. Podia-se beber uma Antarctica barata, compatível com qualquer bolso, e não existia nos bares Doritos, Hellmann’s ou White Horse. Quase nunca se via fila de espera ou dificuldade para estacionar, e muito menos pressão para que o cliente encerrasse logo a sua conta. Por Deus, como era bom aquilo! Que oitava maravilha eu havia descoberto!!

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