Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Comida di Buteco 2012 - Bares do Centro

Dando sequência à nossa retrospectiva do Comida di Buteco 2012, falo hoje sobre os bares do Centro de BH, onde estivemos em uma baita segunda-feira de recesso de feriado. Sito em uma de nossas instituições maiores, que é o Mercado Central, o Bar da Lora estava transbordando de gente às 16:30h, horário em que escorei no seu balcão. Tomamos algumas garrafas de Brahma (R$ 5,00), servida em temperatura razoável, e logo surgiria uma mesinha alta para que pudéssemos experimentar as “Coisas da Lora”. Confesso que, pela descrição e fotografia oficial, o tira-gosto não me atraiu muito de início. Entretanto, depois de algumas palitadas me despertei para o mesmo, e entendi que a Elisa estava novamente no páreo, tanto que faturou o terceiro lugar.
Composto por costelinha e cupim na chapa, molho de mandioca com queijo, “batata baby” e queijo minas temperado com tomilho, entendo que a substanciosa porção traduz a essência da verdadeira comida de boteco. As carnes são macias e suculentas, e a escolta de queijos e batatas faz um bom contraponto. Apenas o purê de mandioca não é novidade por ali, já que o mesmo acompanhou o vitorioso “Pura Garra da Lora”, de 2010.
Para nos atender contamos com a usual simpatia da garçonete Kátia, e para ir ao banheiro só mesmo percorrendo os corredores do Mercado até que se chegue ao mesmo. Quem é cliente habitual não apenas domina a “técnica”, como carrega um estoque particular de fichas na carteira. Afinal, esse é o espírito.
 
A segunda parada foi o Café Palhares, onde a criação de bons quitutes para o evento já virou tradição, apesar de sairem do cardápio no término de cada edição. Seja como for, em 2012 não foi diferente, e o tradicional botequim entra com o CEQCE, que é uma carne desfiada sobre molho de queijo acompanhado de cebolas crocantes. Pela composição dos ingredientes e diminuto tamanho, considero que não seja a melhor dos últimos petiscos, porém não deixa de ser saboroso, muito pelo contrário, já que as deliciosas cebolas crocantes conferem sabor e criatividade à receita.
Dentre as cervejas disponíveis apenas a Bohemia long neck, restrição essa que nos forçou a optar pelo bom chopp da Nova Schin (R$ 3,50), o qual é bem saboroso, mas acabou tornando a conta mais onerosa do que o normal. Naturalmente não foi o único culpado, pois apesar de termos permanecido de pé durante duas horas, tivemos de pagar os 10% a título de gorjeta. E olha que não foi por falta de banquetas, mas sim por estas serem incompatíveis aos clientes que ultrapassam 1,80 metro de altura. Reflexo da idade do bar, concebido numa época em que o comprimento médio da clientela era bem inferior a isso.
 
Por fim, chegamos ao Café Bahia, onde eu não comparecia a pelo menos uma década. Tanto que sequer me lembrava da fisionomia do Passarinho, um dos mais lendários garçons da cidade. Seja como for não seria difícil reconhece-lo, pois me bastou escutar de onde vinha o “canto característico”, que hoje não é mais sucedido pelas tampinhas voadoras de outrora.
Com a presteza que lhe é característica, o Passarinho nos arranjou a última mesa interna. Mas não, definitivamente não conseguiríamos permanecer muito tempo por ali, já que o calor era descomunal. Mostramos nossas camisas encharcadas e, alguns minutos depois, fomos conduzidos à primeira mesa externa que foi disponibilizada. Aí sim, estaríamos no céu, mas acabamos não chegando lá. Culpa da cerveja, que não estava mais do que fria, e mesmo depois de termos apelado à renegada Bohemia continuamos frustrados.
Diante desse quadro, a única solução que vislumbramos foi acelerar o pedido do prato que concorreu ao Comida di Buteco 2012, este composto por bolinhos de carne, bolinhas de queijo e bruschettas. Os primeiros são bons, os segundos razoáveis e as terceiras não contribuem muito, todos três em modesta quantidade na travessa. O ponto positivo vai para o preço, cujos cinco reais abaixo do teto de R$ 22,90 já pagam a saideira. Esta viria logo depois da conta, que por sua vez chegou antes do último assobio do dia.

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