Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 26 de agosto de 2012

Comida di Buteco 2012 - Grajaú e Gutierrez

Em um novo capítulo de nossas peripécias durante o Comida di Buteco 2012, compartilho hoje a nossa experiência nos últimos três bares da Região Oeste de BH, estes sitos nos bairros vizinhos Grajaú e Gutierrez.

No primeiro deles, que foi o Pimenta com cachaça, comparecemos para experimentar o "Di cumê rezano". Isso aconteceu em um sábado, e logo ao chegar pudemos ver, nas mesas vizinhas, como o prato chama a atenção pela irretocável apresentação, nota 10! Sentamos e pedimos um bom suco de maracujá e uma garrafa de Original, que chegou à mesa geladaça, mas é vendida ao exorbitante preço de R$ 6,70. No início da tarde a casa ainda não estava na lotação máxima, e o atendimento deu conta do recado, outro 10!

O prato chegou e observamos ser, no geral, fiel à foto, com a exceção do angu, que estava sobremaneira ralo e sem cor, bem diferente do divulgado. No que tange ao sabor, considero que tenha faltado um pouco mais de tempero, e um pouco mais do gosto característico no frango ao molho pardo. Penso que talvez tenham dado uma suavizada, visando não desagradar o sem número de clientes urbanóides que aparecem por ali neste período.
Por outro lado, os demais itens estavam todos dentro do esperado, destacando-se o ótimo molho de açafrão do segundo frango, o delicioso molho de ora-pro-nobis, e o marcante molho de pimenta, forte como deve ser e sem nenhuma descaracterização. O prato, com o acompanhamento de pão com azeite e ervas, atendeu bem a duas pessoas, e teve a nossa aprovação.

O segundo que visitamos naquele dia, este representante único do bairro Grajaú, fora o Geraldim da Cida. Apesar do agradável ambiente de sempre, com várias mesas espalhadas pelos dois lados da rua e comportando toda a clientela, foi o bar onde menos permanecemos. A breve estada foi devida ao vagaroso atendimento, nem tanto culpa dos garçons que ali trabalhavam, mas pelo restrito quadro de funcionários para um sábado de evento. Apesar disso a bebida estava gelada (R$ 6,00 a Original), porém sem qualquer opção da linha clássica da AMBEV. Já os banheiros poderiam estar um pouco mais limpos.
Depois de recebido o prato, observamos que a apresentação é completamente diferente do divulgado. Aliás, gostaria de saber o que acontece com este bar, que pelo segundo ano consecutivo não apresenta o que promete. Ano passado havia na descrição um molho de salsão acompanhando o petisco, que ao que me consta nunca foi servido a ninguém. E em 2012, os coloridos legumes da foto foram substituídos por batatas cozidas e regadas por um molho branco. Além disso, a quantidade de filé da fotografia oficial seria reduzida à metade, e o corte em diminutas iscas definitivamente não seria o adequado. O resultado foi um prato trivial, sem a harmonia esperada entre o filé e seus acompanhamentos. Isso torna claro, sobretudo às pessoas de paladar mais conservador, que a qualidade da carne, por si só, não faz um bom prato.

Por fim, o Bar do Doca seria a nossa última parada daquele sábado, e quando lá chegamos, às 22:30h, a hostess já sinalizava para o encerramento das atividades. Logo surgiram mesas, mas como a prosa estava boa, ficaríamos mais um tempo de pé tomando a nossa cerveja, que ali também é comercializada por valores acima da média (R$ 6,50 a Original), porém sempre geladas.

Apesar da boa vontade que os garçons demonstravam naquele dia, concordo que não possuem a destreza típica dos profissionais mais experientes do ramo, aspecto reconhecido pelo próprio Doca. Este, por sua vez, encarregou-se do nosso atendimento, tornando raro o nosso contato direto com a sua equipe, e não deixando nos faltar as bebidas. O banheiro limpo e o ambiente animado completam a minha avaliação dos itens secundários.
Falando do prato, é notável a diferença com a fotografia oficial. O original é servido com duas variedades de trouxinha, sendo a primeira cozida e composta por lombo suíno e recheio de tomate seco, e a segunda empanada e constituída de queijo envolto por bacon. Servidas em boa quantidade, ambas são criativas e saborosas, porém a cereja do bolo fica para o final: pastéis de vento para que se aproveite por completo a deliciosa cama de queijo ao molho, completando assim o retorno em grande estilo deste tradicional bar ao concurso.

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