Era um sábado em meio ao primeiro Fim de Semana de Olimpíadas, quando ao circularmos pelo Mercado Central, lá pelas onze da matina, observamos que no bar homônimo as pessoas estavam completamente vidradas nos seus televisores. Momentos depois, já na segunda cerveja, a confirmação: primeira medalha de ouro do judô feminino. Logo notamos que a clientela do Bar Mercado Central, onde predomina a meia idade, tem experiência e, por que não dizer, faro apurado.
Em meio ao aperto comum a todos os bares por ali, que se pontecializa em um sábado de manhã, bebericamos as duas primeiras garrafas de Original (R$ 6,50) geladíssimas, as quais seriam sucedidas por uma terceira em temperatura inadequada. Estávamos muito exigentes ou a magia da cerveja do BMC havia se esvairado junto com a proibição das “garrafas avuadoras” de outrora? Elucubrações à parte, migramos para a Brahma, que nos acompanhou até o fim da estada, mesmo que também não estivesse lá essas coisas.
Na hora de beliscar, o tradicional e certeiro fígado com jiló acebolado (R$ 17,00), é claro. Mas não sem antes relembrar de outra grande especialidade daquele boteco, qual seja o pastel de bacalhau (R$ 3,20 a unidade). O quitute, que acompanhado da boa pimenta servida na casa fica ainda melhor, mostrou porque continua fazendo a fama do bar.
Ao final, tivemos de nos dirigir ao caixa para acertarmos a conta, e aí o segundo desapontamento depois das cervejas apenas frias: por ali se cobra a taxa de serviço, que no meu entendimento é inapropriada tanto em função do diminuto espaço do boteco, quanto por ser uma prática não adotada pelos demais bares do nosso mercado maior. Nada que pedir o pastel de bacalhau para viagem não resolva, enfim.
Notas:
Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3
Média final: 3,5 estrelas
Bar Mercado Central
Av. Augusto de Lima, 744 - Centro (Mercado Central)
Tel: 3785-7444
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Um boteco tradicional no mercado, mas a cobrança dos 10% por qualquer um daqueles bares é injusta, concordo!
ResponderExcluirThiago Lourenço
Olá, Thiago.
ResponderExcluirPois é, e por essa razão o alerta, afinal a grande maioria por ali não adota essa prática. Quanto à tradição do lugar, assino embaixo!
Um abraço, e obrigado pela visita!