Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Família Paulista - 07/01/2012



Conheço o Bar Família Paulista há bons anos, e não foram uma ou duas vezes que por lá estive. Quando comparado a outros da região, seus preços sempre se mantiveram acima da média, e emparelham mais com os valores praticados na Zona Sul. Entretanto inauguraria o segmento “bar bistrô” naquelas bandas, já que além de ter recebido um projeto de ambientação diferenciada, os seus donos sempre estiveram à frente do negócio, destacando-se a simpática figura do Nicola, que é anfitrião pra ninguém botar defeito.

O banheiro masculino aproveita muito bem o seu pequeno espaço, de modo que atende a demanda do local, além do que está sempre limpo e perfumado. E a existência de quatro ambientes distintos, cada um destinado a certo tipo e quantidade de público, foi o que nos permitiu transferir a mesa para uma ala mais silenciosa quando alguns vizinhos de mesa gritavam literalmente. Novo ponto para a ambientação da casa, que não canso de dizer, aprecio sobremaneira.

Desta última vez que lá estive foi para que meus pais conhecessem o bar, e na ocasião tomamos uma Original (R$ 6,40) gelada como de praxe. Além deste rótulo, comercializam Bohemia e Brahma Extra pelo mesmo preço, e agora também Skol e Brahma por R$ 5,90. Outro ponto que sempre deixou o Família Paulista a frente dos demais bares são os seu sucos naturais, vendidos em diversos sabores por cerca de R$ 4,00, mas que desta vez estavam menos consistentes do que o usual.

Apesar do atendimento nem sempre conseguir manter o “padrão Nicola”, também não costuma comprometer. Todavia nesta visita foi a cozinha quem cometeu dois graves pecados, tendo sido o primeiro a grande demora em nos servir duas porções de Rota do Sol (R$ 29,00 cada), espera esta que chegou a uma hora. E o segundo foi o petisco propriamente dito, que diferentemente do Comida di Buteco 2011, quando foi elaborado, chegou à mesa com o charque desfiado sem tempero, faltando-lhe as ervas de outrora, e com o creme de abóbora absolutamente insosso, que com o perdão da palavra, nos remeteu a papa de neném. Só não foi uma barrigada perdida em função dos bolinhos, que estavam quentinhos e saborosos.

Antes disso beliscamos duas porções mistas de pasteizinhos (R$ 15,00 com dez), cujos recheios de carne, queijo e frango permanecem bons. Porém a massa em pouco lembra aquela que anos atrás cheguei a propagar como a melhor da cidade, artesanalmente preparada pela esposa do Nicola, a Marisa.

Dando algumas folheadas no cardápio, observei que três das porções elaboradas para as suas sete participações no Comida di buteco não têm sido servidas. Pode ser em função de alguma dificuldade da casa em manter sua qualidade original, ou de conciliar tantos pratos ricos em detalhes, mas o certo é que são raros os bares que sustentam suas invenções por mais de um ou dois anos.

Ao final, quando passei a tomar sozinho o chopp da Brahma (R$ 4,50 cada tulipa de 300 ml), observei que os donos não se fizeram presentes em nenhum momento daquela noite de sábado, situação jamais vista por mim até então. Pensando em como as minhas últimas visitas contrastaram com tantas outras bem sucedidas, sobretudo até 2009, vejo que se o Família Paulista não retomar a sua conhecida excelência, terá de rever seus preços. E eu, por toda a estima que mantenho pelo bar, torço para que se decidam pela primeira alternativa, mesmo sendo a segunda mais conveniente ao bolso.


Notas Pedrão:
Ambiente: 4
Bebida : 4
Comida (peso 2): 2
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 2

Notas Vivian:
Ambiente: 5
Bebida: 2
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 2

Média final: 3


Família Paulista
Rua Luther King, 242 - Cidade Nova
Tel: 3484-4598
.

4 comentários:

  1. O olho do dono é que engorda o boi...
    Meu único porém com o Família sempre foi o preço, será uma pena ver desabar o quesito que alavancou todo o sucesso da casa, a qualidade.

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  2. Exatamente isso, Gê.

    Torçamos bastante para que seja apenas uma fase...

    Grande abraço,

    Pedrão

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  3. Quando vi que tinha uma crônica do Família Paulista logo me veio a cabeça o dia que fomos lá, e o melhor atendimento que até hoje vi. E lendo tive um grande espanto com tudo que vc escreveu, é de entristecer e realmente acreditar que, tenha sido apenas um mau dia ou então seja uma curta má fase.
    Sei como tem um um carinho pelo bar e certo de que foi difícil p vc escrever essa resenha, vamos todos juntos torcer e dar uma força para que o tão tradicional Paulista volta as boas de antigamente.

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  4. Diogão,

    Do alto de seu conhecimento de botecos, você conseguiu sintetizar muito bem o meu sentimento e a minha inteção na seguinte frase: "Sei como tem um um carinho pelo bar e certo de que foi difícil p vc escrever essa resenha, vamos todos juntos torcer e dar uma força para que o tão tradicional Paulista volta as boas de antigamente".

    Um grande abraço, meu amigo!

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