Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Butiquim Ouro Preto - 05/01/2012 (Estabelecimento fechado)




O ano de 2011, por ter sido quando resolvi alimentar este Blog seguindo a frequência mínima de uma postagem por semana, é o nosso divisor de águas. Foram mais de cinquenta resenhas publicadas somente no segundo semestre, muitas das quais recebendo o valioso retorno dos amigos e leitores. Pensando justamente nas idéias recebidas, assim como em melhorar dia a dia este espaço, compartilho duas pequenas mudanças para as resenhas relativas ao ano de 2012.

A primeira diz respeito às fotografias, que passam a ser tiradas da minha câmera, e sobre este aspecto peço um cadinho de paciência no início, já que tanto o fotógrafo quanto o recurso são amadores. Todavia imagino que com o tempo, até por possibilitar uma relação do lido com o visto, esta opção poderá trazer mais personalidade ao Blog.

A segunda refere-se à quantificação de alguns aspectos, com notas a categorias pré-definidas, no intuito de possibilitar uma comparação entre os lugares visitados. Estas figurarão sempre ao final de cada postagem, até para não interferir no estilo mais solto e relativamente espontâneo que bem admiro.

Tendo divulgado as novas, começo destacando o ambiente do Butiquim Ouro Preto, que ao nosso ver é agradável e arejado, mesmo com a área coberta predominando. Assim como alguns outros de BH, esta casa também recebeu um aporte da Itaipava para a sua estilização. Naturalmente não sem firmar o acordo de comercializar os produtos da marca, bem como restringir os rótulos das concorrentes. Seja como for, o resultado agrada tanto aos olhos quanto aos traseiros, já que as tradicionais mesas e cadeiras de PVC da Brahma ou da Skol inexistem por ali.

O atendimento no geral é bom, mas o excesso de serviço que se observou no começo, com os garçons levando chopps à mesa com nossos copos ainda pela metade, foi se transformando na medida em casa ia enchendo. Assim, no final da nossa estada passou a ser necessário acioná-los uma ou duas vezes para cada nova rodada.

Até aí tudo pode ser relevado, porém o serviço apresentou uma falha que, além de imperdoável, hoje infringe as leis específicas: permitir aos clientes fumarem nas partes cobertas. Entretanto, a culpa pelo episódio não recai exclusivamente sobre o serviço, já que os clientes que fumavam poderiam ter desconfiado que incomodavam, e por essa razão tiro alguns pontos do público, que para lhes ser bem sincero, é um quesito que quase sempre me passa desapercebido. Desta vez observei mais, e vi também que muitos dos jovens e arrumadinhos presentes foram ao Butiquim movidos pela ótima possibilidade de paquera que a casa oferece.


O chopp da Itaipava, cuja caneca de início nos pareceu maior do que os 300 ml que comporta de fato, é saboroso, mas poderia ter ido à mesa um pouco mais gelado. Por cada caneca ou tulipa se paga R$ 4,00, e além destes há algumas cervejas de 600 ml, inclusive com uma ou outra opção da AMBEV.


Como entrada pedimos uma porção de pastéis de carne (R$ 3,00), que para nossa surpresa representou apenas metade dos quitutes, já que a outra parte seria de frango. São razoáveis, porém o grande destaque do Butiquim Ouro Preto, o qual definitivamente lhe coloca em um patamar superior dentre os bares da região, é a porção de língua defumada ao molho madeira (R$ 18,00). Faltou apenas um pouquinho a mais de pão no acompanhamento, obrigando-nos a pagar por uma porção extra, mas seja como for eu não me lembro da última vez que comi este petisco tão bem preparado como por lá.

Algum tempo depois experimentaríamos também a picanha na chapa (R$ 36,00 por 400g), que apesar de não alcançar a excelência da língua, é também muito boa. O vinagrete e a farofa bem que poderiam vir em recipientes maiores do que “copinhos de café”. Ou então a mandioca na manteiga de garrafa, pela qual pagamos R$ 10,00 em porção a parte, poderia se transformar em cortesia da casa, como acontece no vizinho Bar & Boi.

Ao final ficamos satisfeitos, o que não deixou de ter o seu preço. Foram R$ 96,00 referentes a 24 chopps e outros R$ 79,00 das comidas. Isto acrescido de uma ou duas garrafas de água e mais o serviço, totalizaram R$ 202,00, que divididos pelos três presentes chegaram a R$ 67,00 por pessoa. Um valor que só não considero ruim em função da fartura de bebidas e petiscos, mas que por outro lado é comparável ao que se gasta em barzinhos da moda em Lourdes ou na Rua Pium-í.

Há sim uma série de pontos que merecem atenção dos donos, mas quando o estabelecimento nasce sem uma boa cozinha dificilmente reage. E deste mal o Butiquim Ouro Preto provou que não sofre, pois nos apresentou um prato que sem dúvidas estará registrado em nossa memória, e que por si só faz valer as outras visitas que estão por vir.
Notas:
Ambiente (incluindo higiene): 4
Comida (peso 2): 4
Bebida: 3
Serviço: 3
Público: 2
Custo Benefício: 3

Média final: 3,5

Serviço:Butiquim Ouro Preto
Av. Fleming, 480 – Ouro Preto
Tel: 3492-5935
.

3 comentários:

  1. Caro Pedrão,

    Gostei bastante das novas mudanças no site! Vi inclusive que incluiu a Vivian no perfil, pois como bem digo, o que seria de nós, pobres homens que se rendem à primeira cerveja gelada, sem o olhar crítico de nossas esposas? Parabéns!

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  2. Obrigado mesmo, Leo!

    Com relação ao olhar crítico - e ver por outra voz da razão - das mulheres, concordo plenamente!

    Um grande abraço.

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  3. Língua defumada ao molho madeira, essa eu gostei muito, e foi vc mesmo lá em Paracatu que me apresentou esse petisco fantástico e hj é um dos meu preferidos.
    Meu fiiilho, depois do susto de ler sobre a crônica do família paulista, é um alivio ver um bar legal desses. Mas sobre a localização de alguns, tenho que reservar uma parte da grana do dia pro táxi, se eu me arriscar a dirigir em BH depois de ir num deles posso quebrar a cara, tá difícil convencer Camila a tirar carteira. Enquanto isso vou rodeando só os perto de casa mesmo.

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