
Ao criticar os bares de BH, vez por outra me deparo com situações complicadas, a exemplo dos estabelecimentos cuja avaliação atinje um extremo, ou seja, quando o local é muito bom ou muito ruim. Dentro desse contexto o Zezé representa, na minha opinião, a elite dos botecos de Belo Horizonte, figurando certeiramente entre os dez melhores da cidade.
Participante do Comida di Buteco desde 2004, a pior colocação do único tri-campeão do Festival é um ótimo quarto lugar. Deixando de lado os subjetivos critérios de avaliação adotados pela organização do evento, não há como ignorar que os bons resultados, renovados ano a ano, reflitam a qualidade do bar. E depois de dezenas de visitas, posso atestar que todo o sucesso é mais do que merecido.
Logo de cara um grande diferencial perante aos demais, que é o seu preço, hoje não mais evidente quanto aos pratos, mas ainda ótimo com relação às bebidas, afinal onde é ainda possível encontrar Brahma e Skol por R$ 4,25? E claro, servidas sempre muito geladas, traço este de absoluta regularidade por ali.
Sobre o atendimento, vale ressaltar que é um empreendimento familiar, e talvez por isso os funcionários se envolvam tanto que, vez por outra, se torna quase impossível distinguir quem é ou não parente do Zezé. De forma que se recebe, desde as não raras filas de espera até o fechamento da conta, um tratamento simpático e honesto.
O bar, que em sua origem ocupava um terço do espaço atual, foi reformado anos atrás e triplicou de tamanho. Seguindo a mesma lógica, os banheiros também foram ampliados, e hoje comportam a demanda da casa. As mesas mais disputadas continuam sendo as da varanda, que é também o ambiente destinado aos fumantes.
O público do boteco é bem diversificado, variando desde pessoas em busca de happy hour e paquera durante a semana, até as famílias que procuram um substancioso almoço de sábado. Seja qual for o perfil da clientela, o Zezé sempre providenciará uma espera, sempre organizada e sem privilégios.
Compartilhados todos os bem avaliados aspectos secundários do bar, até para não parecer que o sucesso do Zezé se dê exclusivamente pelas mãos da Dona Alfa, entremos agora na mais saborosa porção da resenha: a cozinha do bar.
Não são menos do que vinte pratos oferecidos diariamente no cardápio, além das porções do dia, tais quais a galinhada da segunda, a canjiquinha da quinta, e a feijoada (executiva ou em prato feito) do sábado. Tem pelota frita para entrada, a R$ 4,50 cada, e também a costelinha com mandioca (R$ 26,00) para uma petiscada mais farta.
Tudo delicioso, é bem verdade, mas ainda assim este palpiteiro ousará elencar três pratos como os destaques da casa: A carne com angu e jiló recheado com bacon, que depois receberia a alcunha de Encontro Marcado (R$ 19,00 para três pessoas); o Bolinho Minas Lusitana (R$ 22,00 na versão com dez bolinhos), criação ímpar preparada com bacalhau e milho ralado no ralo grosso, e servido com geléia de morango; e ainda o magistral Trupico Mineiro (R$ 26,00), sobre o qual já falei outrora, servido em cumbuca que atende três pessoas, e coberto por mostarda refogada e torresmo, no mínimo divino.
Até um ano atrás o bar oferecia Pratos Feitos no almoço de segunda a sexta, que para a tristeza dos trabalhadores e moradores da Região do Barreiro, deixaram de existir. Zezé preferiu, até para manter a excelência de sua cozinha, focar nos petiscos que o público degustará de noite e aos sábados. O resultado definitivamente não decepciona, e se você ainda não conheceu este bar, trate de se programar.
Serviço:
Bar do Zezé
Rua Pinheiro Chagas, 406 - Barreiro de Baixo
Tel: 3384-2444
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Participante do Comida di Buteco desde 2004, a pior colocação do único tri-campeão do Festival é um ótimo quarto lugar. Deixando de lado os subjetivos critérios de avaliação adotados pela organização do evento, não há como ignorar que os bons resultados, renovados ano a ano, reflitam a qualidade do bar. E depois de dezenas de visitas, posso atestar que todo o sucesso é mais do que merecido.
Logo de cara um grande diferencial perante aos demais, que é o seu preço, hoje não mais evidente quanto aos pratos, mas ainda ótimo com relação às bebidas, afinal onde é ainda possível encontrar Brahma e Skol por R$ 4,25? E claro, servidas sempre muito geladas, traço este de absoluta regularidade por ali.
Sobre o atendimento, vale ressaltar que é um empreendimento familiar, e talvez por isso os funcionários se envolvam tanto que, vez por outra, se torna quase impossível distinguir quem é ou não parente do Zezé. De forma que se recebe, desde as não raras filas de espera até o fechamento da conta, um tratamento simpático e honesto.
O bar, que em sua origem ocupava um terço do espaço atual, foi reformado anos atrás e triplicou de tamanho. Seguindo a mesma lógica, os banheiros também foram ampliados, e hoje comportam a demanda da casa. As mesas mais disputadas continuam sendo as da varanda, que é também o ambiente destinado aos fumantes.
O público do boteco é bem diversificado, variando desde pessoas em busca de happy hour e paquera durante a semana, até as famílias que procuram um substancioso almoço de sábado. Seja qual for o perfil da clientela, o Zezé sempre providenciará uma espera, sempre organizada e sem privilégios.
Compartilhados todos os bem avaliados aspectos secundários do bar, até para não parecer que o sucesso do Zezé se dê exclusivamente pelas mãos da Dona Alfa, entremos agora na mais saborosa porção da resenha: a cozinha do bar.
Não são menos do que vinte pratos oferecidos diariamente no cardápio, além das porções do dia, tais quais a galinhada da segunda, a canjiquinha da quinta, e a feijoada (executiva ou em prato feito) do sábado. Tem pelota frita para entrada, a R$ 4,50 cada, e também a costelinha com mandioca (R$ 26,00) para uma petiscada mais farta.
Tudo delicioso, é bem verdade, mas ainda assim este palpiteiro ousará elencar três pratos como os destaques da casa: A carne com angu e jiló recheado com bacon, que depois receberia a alcunha de Encontro Marcado (R$ 19,00 para três pessoas); o Bolinho Minas Lusitana (R$ 22,00 na versão com dez bolinhos), criação ímpar preparada com bacalhau e milho ralado no ralo grosso, e servido com geléia de morango; e ainda o magistral Trupico Mineiro (R$ 26,00), sobre o qual já falei outrora, servido em cumbuca que atende três pessoas, e coberto por mostarda refogada e torresmo, no mínimo divino.
Até um ano atrás o bar oferecia Pratos Feitos no almoço de segunda a sexta, que para a tristeza dos trabalhadores e moradores da Região do Barreiro, deixaram de existir. Zezé preferiu, até para manter a excelência de sua cozinha, focar nos petiscos que o público degustará de noite e aos sábados. O resultado definitivamente não decepciona, e se você ainda não conheceu este bar, trate de se programar.
Serviço:
Bar do Zezé
Rua Pinheiro Chagas, 406 - Barreiro de Baixo
Tel: 3384-2444
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Boa Pedrao essa é a verdadeira síntese do Zeze´s Bar.
ResponderExcluirFicou tão bem explicadinho que o único perigo é o leitor achar que já tomou conhecimento de tudo e não querer ir pessoalmente conhecer as delicias preparadas pela Zeze Family (rs). KK
Hehehe, tem este risco mesmo, Cacá.
ResponderExcluirPor outro lado, se o leitor for conferir, correrá um outro risco: o de viciar na sua cerveja gelada e naquele tempero sem igual, não é verdsde?
Grande abraço!
Com grande pesar recebi tempos atrás, a notícia de que não abriria mais para o almoço, e digo com conhecimento de causa, está fazendo muita falta!
ResponderExcluirOutro grande mérito é que apesar de toda a fama conquistada no boca a boca e na participação em eventos do porte do CdB, o Bar do Zezé não perdeu sua simplicidade e nem buscou inflacionar todo o cardápio, aproveitando-se do momento, como tantos fazem por aí.
Pelo conjunto da obra meus parabéns ao Zezé!
Grande Gê!
ResponderExcluirSábias palavras, a simplicidade e a honestidade fazem toda a diferença para o seu duradouro sucesso.
Saudações!
Fiquei na dúvida sobre qual dos dois bares é o do Zezé num dia em que visitamos nessas empreitadas de sábado de Comida di Buteco. Pelo que li deve ser o que nós ficamos esperando mesa por um tempo. Se for esse é bão de vera, e se não for é bão tbm pq todos 2 eram show de bola.
ResponderExcluirVendo aqui numa página paralela a do blog, tow precisando mesmo comprar um GPS pra poder rodar os melhores bares da cidade. Nêgo de interior é osso mesmo, num sabe rodar na capital da nisso mesmo... hehehe