Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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terça-feira, 26 de julho de 2011

Qual o melhor Prato Feito de BH? - Parte II




No período de uma semana me aventurei com mais cinco PF’s além do primeiro, cuja experiência compartilhei na postagem anterior desta série. E teve prato feito de tudo quanto é tamanho, preço e sabor. Para continuar o circuito, na terça-feira passada, a intenção era almoçar no Bar Pity, que fica no alto do tobogã da Contorno. Como a carne cozida era a opção única por lá e eu não queria repetir o cardápio da véspera, parti rumo à Serra.

Após rodar um pouco no bairro, onde são raras as alternativas aos serve-serve, aterrissei no Quase Nada, que por sinal já foi um ótimo boteco. De 2007 em diante passou a funcionar exclusivamente no almoço, e os petiscos como a carne cozida com abobrinha e a costelinha com jiló restaram apenas em nossas lembranças. Seja como for, por meio dos PF’s é possível crer na qualidade da cozinha.


A refeição é servida em três versões: pequena, média ou grande. É composta por arroz, feijão, macarrão ao molho, carne moída e ovo frito. Nas terças-feiras há três opções de carne além do "boi ralado": carne cozida, frango ensopado e estrogonofe. Da mesma forma, pode-se optar por fritas ao invés do macarrão. A salada fica em um bufê à parte, e pode ser servida a vontade, como nos serve-serve. Há alface, tomate, cenoura crua e cozida, beterraba, abóbora, chuchu, repolho e pepino.

Apesar do molho industrializado do macarrão e do óleo composto no lugar do azeite, o arroz é do dia, o feijão além de novinho é muito bem temperado, a carne é de primeira (isso mesmo, carne moída de primeira), e o ovo tem gema mole e é frito na gordura, uma delícia. É um almoço com muito sabor e ótimo preço, pois pelo prato GRANDE desembolsei – pasmem – R$ 5,50. Pela boa qualidade e ótimo custo benefício, é um forte candidato ao pódio. Sorte de quem trabalha ou mora na Serra.

No dia seguinte estive no Clube de Quem Bebe, na Gameleira, bairro não muito distante da minha casa. A refeição, que custa R$ 8,00, é servida em quantidade padrão, e o cliente que come pouco acabará desperdiçando parte da comida. É composta por arroz, feijão, rabada ensopada com batatas, angu de fubá, além da salada de agrião, alface e tomate. Além do prato do dia, há opções de bife de boi, frango, porco e fígado todos os dias.


No geral é bom o PF, mas a falta de um arroz mais bem feito, de um feijão mais encorpado e de um angu mais quentinho acabam por fazê-lo menos saboroso do que poderia ser. A cotação REGULAR é justa por lhe colocar no meio do caminho.

Na quinta-feira voltei à Cidade Nova, para experimentar o prato executivo do Surubim no Espeto. São várias opções dentre carnes, aves e peixes, e eu escolhi o prato que dá nome à casa. O suculento naco de surubim é servido pelo garçom no próprio espeto onde foi assado com meia cebola. Acompanha arroz, batata sauté e uma ótima salada com palmitos, legumes cozidos, tomate e folhas, além do molho de ervas da casa. Ótima pedida, que apesar de destoar dos demais quando o assunto é preço (R$ 17,90), não deixa de ser honesto. Sua cotação é BOM, e talvez só não fature o primeiro lugar porque há PF’s ainda superiores no quesito custo-benefício.

Entrando na presente semana, almocei ontem na Cantina da Ana, na Av. Silviano Brandão (Horto), que de segunda a sexta oferece três opções de carne e duas de tamanho de prato. Pedi um do grande, que foi à mesa com arroz, feijão, canjiquinha com carne de porco, um ótimo quiabo com chuchu, couve bem refogada e ainda salada de cenoura e beterraba. Caiu muito bem no dia em que a frente fria acabara de chegar. A canjiquinha em si mal sujou o prato, mas em compensação há latas de azeite Galo em todas as mesas. Paguei R$ 9,00 pela BOA refeição, e poderia ter escolhido carne cozida ou frango ensopado no lugar da carne de porco, ou ainda ter acrescido angu e alface, que dispensei.

Encerrando o primeiro tempo das andanças, fui hoje ao Chope da Fábrica, onde comi o PF que por lá é batizado como Laricão. Se inspira no famoso Rochedão do Restaurante Bolão, até por também ter um nome. Entretanto, o que há de diferenciado no restaurante da Avenida do Contorno é mesmo o ótimo mexidão, já que o macarrão e a polenta, apesar de melhores que o Laricão, são apenas regulares.

O prato feito é composto por arroz, feijão, bife de boi acebolado, batata frita, ovo frito, alface e tomate. Nele nada em temperatura adequada, nem mesmo o feijão, que é servido em cumbuca a parte. Ao comê-lo entendi que pior ainda do que fritas processadas são as mesmas já frias. E o preguiçoso tempero do bife, de puro Sazon, acabou por enterrar qualquer chance de salvação.

De bom no prato só o seu tamanho, já que ao preço de R$ 13,40 ainda acrescentam 10% de serviços em pleno horário do almoço. E além de tudo não aceitam cartões de crédito e nem tíquetes de espécie alguma. Isso tudo explica o fraco movimento para as 13h, e justifica a cotação RUIM para o seu PF.

Continuo desvendando os pratos feitos da cidade, e na semana que vem compartilho novas experiências.

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