Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 17 de julho de 2011

Curin Bar - 08/07/2011


Aos desavisados o Curin Bar aparenta ser apenas mais um boteco de bairro, mas a diferença é percebida tão logo se prove qualquer dos quitutes, todos preparados à vista da clientela. Do balcão ou das próprias mesas é possível acompanhar cada passo das cozinheiras, o que nos faz parecer vira-latas defronte às televisões de cachorro.

No currículo do bar nove participações no festival Comida di buteco. Três das receitas que concorreram não são mais oferecidos pela casa, mas é possível desfrutar da maioria deles, tais como a Rabada, o Omelete de Macarrão, o “Cosa Nostra”, os Anéis de Lagarto, a “Teta de Galinha Taiobeira”, e o “Tagarela” (R$ 21,90), que em 2011 levou o troféu pela quarta colocação. Trata-se de língua defumada servida na chapa, acompanhada por purê de batatas, molho picante de pequi e molho de rapadura. O desencontro do prato com a sua descrição, que afirma existir batatas cozidas com carnel de sol no lugar do purê, não lhe faz indigno de palmas.

O cardápio lista ainda porções triviais, como as iscas de peixe ou o contra-filé com fritas, que custam em torno de R$ 25,00 cada. Mas é pelo Cosa Nostra que sempre dou início à minha comilança, petisco de berinjela frita à milanesa, coberta por carne moída, queijo muçarela e cebolinha (R$ 6,00). Talvez aprecie ainda mais por ter sido essa louvável criação que me levou ao Curin pela primeira vez, há cinco ou seis anos atrás. Campeão de pedidos, cai bem ao acompanhar aquela Brahma gelada, vendida na garrafa de 600ml a R$ 4,50.

Não suficiente os predicados da cozinha, o ambiente do boteco também merece destaque. A sonora gargalhada do Curin (apelido do dono) é proferida aos montes pela sua simpática figura, e se transformou na marca registrada do atendimento. Isto junto ao sem número de bons acepipes confere ao Bar a cotação BOM, e incentiva que clientes do outro lado da cidade percorram bons quilômetros até chegaram ao Bairro Santa Mônica, depois da Lagoa da Pampulha. Em tempos de gasolina inflacionada e proliferação das blitzes de lei seca, sorte ainda maior a dos que habitam as redondezas.


Serviço:
Curin Bar
Rua Érico Veríssimo, 2722 - Santa Mônica
Tel: 3452-7101
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