Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sábado, 9 de julho de 2011

Bar do Veio – 03/07/11


Primeiro bar com ar condicionado de que tive notícia, há uns oito anos atrás. Por certo não era assim na sua origem, mas tenho observado desde a minha primeira visita, em 2005, que não se trata de um boteco na sua essência, pois além do ambiente climatizado, o seu interior é mais trabalhado, seus banheiros são modernos e limpos, os garçons se trajam como tal, e há presença de chope no cardápio. Se estivéssemos no Leblon ou em Copacabana ele poderia ser apenas mais um. Mas em meio a terra dos botequins de esquina, categoria a qual ele pertenceu até a última reforma, é uma rara exceção.

O serviço é hábil, com garçons experientes, faltando-lhes apenas um pouco mais de simpatia no atendimento. A cerveja (R$ 5,00) é muito gelada, mesmo as latas (R$ 3,00). E o aconchego do ambiente já foi melhor tempos atrás, quando ainda era possível avistar das mesas do passeio uma frondosa árvore que resistia bem no meio da rua. A sua localização exigia dos motoristas de ônibus habilidade descomunal, e mais parecia uma resposta à condição que lhe foi imposta, espécie de vingança da natureza. Com a árvore se foi o encanto de uma mesa na calçada do Bar do Veio. Saudosismo, talvez.

No geral atribuo ao bar a cotação bom, apesar de uma ligeira queda na qualidade da cozinha. No presente, o Veio me atrai mais pelo tradicionalismo e extenso cardápio do que pela inventividade e regularidade. Chego a esta sentença não apenas pelo sem número de petiscos experimentados, mas também por meio do Frango inteiro recheado (R$ 36,00), provado na ocasião de um almoço de domingo. Como o prato só leva acompanhamento de farofa e tomate, o arroz a grega (R$ 12,00), que aliás não atende a mais de duas pessoas, foi pedido a parte.

Creio que o arroz branco se acertaria melhor com o frango, já que tanto o arroz a grega como o arroz ao alho tornaram a mistura pesada. A ave, que antes de ser recheada é desossada e moída, foi servida com a casca ressecada, talvez em virtude de alguns minutos a mais na fritura. E o seu recheio seria melhor se preparado com o legítimo catupiry no lugar do requeijão barato.

A conta do almoço ficou no limite do aceitável, a R$87,00 para 3 pessoas. Entretanto o bar que antes reinava soberano no Caiçara hoje é mantido pela boa fama e ótima estrutura, aspectos estes que fazem o contraponto à sua cozinha, apenas regular.


Serviço:
Bar do Véio
Rua Itaguaí, 406 – Bairro Caiçara
Tel: 3415-8455
www.bardoveio.com.br

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