Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 28 de julho de 2013

5 Novos Pratos Executivos em BH

Em momento anterior falamos do prato feito, o famoso PF, e compartilhamos a nossa experiência em quase 20 bares e restaurantes de BH que, para a alegria dos butequeiros, ainda trabalham com este formato de refeição. Transcorridos dois anos desde a primeira postagem sobre o assunto, raríssimos foram os estabelecimentos, novos e antigos, que introduziram o PF em seu almoço diário. Por outro lado, nos últimos meses alguns bares e botequins passaram a oferecer pratos executivos durante a semana, refeição essa que se traduz, ao menos na capital mineira, em um PF mais elaborado.

A inclusão do almoços nestes bares se explica, dentre outros motivos, pelo enrijecimento da lei seca, que obriga o empresariado do setor a buscar outras fatias de público além da clientela usual de bares. Assim, estes asseguram a ocupação de seus espaços durante maior período do dia, pelos quais pagam aluguéis geralmente caros. Certo é que o prato executivo não deixa de ser opção interessante aos formatos mais comuns, como o "serve-serve". Se não para todo dia, ao menos para algumas visitas em cada mês.

1. O primeiro dos cinco pratos executivos que experimentamos foi o da Mercearia 130. Chegando lá, o quadro no passeio avisava sobre o prato do dia.



Logo me veio à cabeça o filé à Oswaldo Aranha, tão amado na cidade maravilhosa. Este aqui, contudo, é contra filé com alho confitado acompanhado de farofa de ovos e batata portuguesa.



Com a carne no ponto certo e tempero suave, recebe o ótimo toque dos dentes de alho, em formato bem menos insinuante que o alho frito encontrado na versão tradicional. O bife pecou, entretanto, por não ter sido bem limpo. Já a farofa de ovos, preparada com farinha temperada na manteiga, apresenta fartura do seu ingrediente principal, e é deliciosa. As batatas portuguesas, por fim, acompanham bem, mas ganharia mais pontos se fossem fritas na hora. Além destes, um molho à base de mostarda, interessante.



Antes do prato, a entrada, que foi uma salada composta por alface lisa e roxa, tomate, pepino e croutons, em pedaços maiores e mais duros que o usual. Vai à mesa regada com molho de iogurte.



Para todos os pratos o garçom oferece arroz e feijão, este do tipo roxinho e com pequenos pedaços de linguiça calabresa. Uma perdição!



Pelo prato do dia se paga 21 reais, mas dentre carnes, peixes e aves, existem outras 9 opções, partindo do galeto, a 18 pratas, e chegando ao bacalhau, que custa 45 reais. O atendimento foi razoável, mas definitivamente não concordo com a cobrança da taxa de serviço no horário do almoço.

Apesar do cheiro ruim que vinha da rua, causado por estouro da rede da COPASA e sobre qual o bar não tem qualquer responsabilidade, o ambiente da Mercearia 130 é dos mais interessantes. Já estive ali outra vez em meio à minha quaresma, acompanhando o amigo e blogueiro Augusto Borges, e pretendo voltar para uma butecage completa.

2. O segundo bar onde almoçamos foi o Arantes Botequim, que fica na rua Marília de Dirceu, 177, em Lourdes. Mesmo sem termos subido ao segundo pavimento, considero que seu ambiente seja muito agradável. O atendimento, simpático, também não decepcionou, e o chopp da Stela Artois (6 reais) estava cremoso e geladinho.



Para compor o seu prato executivo, o cliente deve escolher uma carne (há picanha, filé, chorizo, linguiça, bisteca, salmão e filé de frango, dentre outras), dois acompanhamentos (a exemplo de arroz, risoto, batatas fritas, lasanha, farofa de ovos e legumes no azeite) e um molho (parrillero ou chimichurri, dentre outros). Os preços do prato partem de R$ 18,90 (linguiça) e vão até R$ 31,90, no caso da picanha.

De entrada, uma pequena salada, que no dia foi preparada com alface roxa e crespa, tomate cereja e lascas de parmesão. À parte, um molho de iogurte.


Guarneci o meu prato com risoto de parma com tomate seco, no ponto certo, e também legumes no azeite, estes igualmente interessantes. Como fui de chorizo, escolhi o molho chimichurri, que estava dentro do esperado.


O único pecado observado foi justamente onde não poderia ter havido: no bife. Uma casa que se diz especialista em carnes não pode levar ao cliente um chorizo bem passado sem o consentimento deste.


Também neste bar nos foi cobrado os 10% de gorjeta durante o almoço e, como dito, não concordo.

3. O terceiro bar onde estivemos para experimentar o almoço executivo foi o CCCP, que funciona no espaço onde antes havia o Cineclube Savassi, e em poucos meses conquistou uma legião de fãs.


O seu ambiente é dos mais interessantes para o horário noturno, mas considero que a escuridão seja incompatível com o horário de almoço. O atendimento é bom, e a carta de chopes é sensacional. Experimentei um half pint de Colorado Indica, a R$ 9,50.


O prato do dia era costela suína ao molho barbecue (R$ 26,90), acompanhada de mandioca frita temperada e arroz. O feijão, que pedi somente para avaliar sua qualidade, é dispensável.

Quanto ao sabor da comida, entendo que o molho barbacue tenha bastante personalidade. A costela achei razoável, porém em quantidade que considero insuficiente. As mandiocas, fritas na hora e com um toque do chimichurri, são ótimas e me deixaram satisfeito, por mais que eu tenha ido com a expectativa de comer batatas parrilleras.



Também no CCCP é oferecida uma salada de entrada, esta elaborada com mix de folhas, palmitos, azeitonas e molho de iogurte com hortelã. Mediana, poderia ser melhor com a substituição das azeitonas por mais palmitos ou por tomate.



Além do prato do dia, há também uma opção vegetariana, que na ocasião era nhoque de abóbora (R$ 22,90) Cobra-se 10% a título de gorjeta, o que, volto a dizer, não entendo como razoável para o horário de almoço.

4. O quarto bar visitado por razão do almoço executivo foi a Borracharia Gastropub, onde tive a felicidade de comparecer no dia da moqueca baiana, que é de lamber os dedos! Preparada com dourada, recebe o divino acompanhamento de um pirão muito bem temperado, e à mesa uma pimenta malagueta para deixar a refeição ainda mais picante.



O arroz e a boa saladinha, que no dia era composta de repolho, cenoura e temperos, chegam em panelinhas separadas, o que é ótimo por permitir ao cliente servir-se da forma que desejar. O preço de R$ 15,50 pelo prato é mais do que razoável, e a casa deve ser parabenizada por não cobrar os 10% de garçom durante almoço executivo.



O atendimento foi muito bom neste dia, e a localização inusitada do botequim, nos fundos de um posto de gasolina, faz da atmosfera no mínimo curiosa. A long neck de Heineken, que pedi para acompanhar o prato, era geladíssima.



Gostei tanto deste almoço executivo que voltei para experimentar o tropeiro com costelinha pururucada, recomendada pelo jornalista Eduardo Girão em seu blog. Porém chegamos depois das 13h, e já não havia mais esta opção, restando bifes, que acabei não topando.

5. O quinto e último bar que visitei existe há muitos anos, mas o almoço com pratos executivos só surgiu por ali no mês passado. No Peixe Frito o ambiente, de boteco, é simples, e o atendimento é tão bom como no horário de happy hour, quando se destaca perante a maior parte da concorrência. No almoço de segunda a sexta não há comércio de bebidas alcoólicas, mas a limonada suíça é oferecida a um precinho camarada (R$ 1,50).



Vários foram os pratos "do dia" (R$ 13,90) que experimentei por ali, como o bife a parmegiana de quinta-feira, e a feijoada de sexta-feira, sendo todos foram aprovados. O que mais me agradou, no entanto, foi a tilápia grelhada (R$ 15,90), que é servida diariamente, e vai à mesa acompanhada de arroz com brócolis e purê de batatas. 



Muito bem executada, recebe o acompanhamento de um molho de alcaparras (à parte), e só derrapou na quantidade do peixe, que é pouco farto. Como entrada uma salada, composta por alface, tomate, cenoura e beterraba. Como o botequim anterior, também se revela razoável ao não cobrar a taxa de serviço no horário de almoço, o que é digno de palmas.

De todos os pratos executivos, foi o da Borracharia Gastropub que mais me encantou. O tempero é muito bom, o preço é justo e o serviço honesto. Isso não desqualifica os demais, todos interessantes à clientela que reside ou trabalha nos arredores de cada um. Como já tivemos notícias de outros bares e restaurantes com almoço executivo, em breve traremos novos palpites!


Endereços

1. Mercearia 130: Rua Ivaí, 130 - Serra - Belo Horizonte - MG - Tel: (31)3658-3395
2. Arantes Botequim: Rua Marília de Dirceu, 177 - Lourdes - Belo Horizonte - MG - Tel: (31) 3337-3764
3. CCCP: Rua Levindo Lopes, 358 - Savassi - Belo Horizonte - MG - Tel: (31) 3582 - 5628
4. Borracharia Gastropub: Av. Afonso Pena - 4321 - Serra - Belo Horizonte - MG - Tel: (31) 2127-4321
5. Peixe Frito Bar: Rua Juiz de Fora, 1242 - Santo Agostinho - Belo Horizonte - MG - Tel (31) 3291-1046
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4 comentários:

  1. Muito boa matéria. Também sou fã da Borracharia Gastropub, Tanto o almoço quanto os tira gostos são ótimos. Experimenta o espaguete com ragu de costela que tem lá, é muito bom!

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    1. Legal que tenha gostado do post, Karina. Infelizmente ainda não estive na Borracharia Gastropub para uma happy hour, mas pretendo voltar lá em breve.
      Valeu a dica do espaguete com ragu!

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  2. Belo texto! Mas faltou uma recomendação importantíssima no início: "não leia se estiver com fome", sob o risco de abandonar a leitura e correr para o restaurante mais próximo, rsrs..
    Parabéns meu velho!

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  3. Opa, fico satisfeito pela resenha ter causado alvoroço em estômago alheio, hahaha.

    Obrigado, meu amigo, e um abraço!

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