Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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terça-feira, 16 de julho de 2013

Boi Fleming - 10/07/2013

O assunto de hoje é o Boi Fleming, mas antes de dividir as impressões sobre o botequim, preciso compartilhar uma certa dificuldade que temos tido para visitar novos bares. Não que sejamos obcecados por inaugurações, na verdade sequer somos novidadeiros como a maior parte do público belo-horizontino, característica esta que certamente causa estranheza aos leitores que acompanham outros blogs mais antenados na "cena gastronômica". Preferimos aguardar por alguns meses ou até por um ano, simplesmente para sermos dispensados das necessárias contemporizações sobre um atendimento em fase da ajustes ou sobre uma cozinha que ainda busca a sua regularidade. Com isso, sequer chegamos a conhecer a maioria dos bares que não completam o seu primeiro aniversário, e cá entre nós, isso nos poupa o tempo e as impressões negativas.


Por outro lado, há momentos de maior efervecência, como o compreendido entre o final do ano passado e o início deste. Quando finalmente resolvemos desbravar o boteco aberto há seis meses, esbarramos sim em um empilhamento de novos bares, assim como em preços cada dia mais salgados, e ainda e na nossa falta de tempo. Contudo, tem sido a mobilidade urbana o nosso maior dificultador, pois para darmos sequência à proposta de percorrer as nove Regionais da cidade, precisamos de transporte para chegarmos a elas. Por não achar interessante uma avaliação que ignore as bebidas, nem se pudéssemos pagar táxis diariamente conseguiríamos chegar aos locais pretendidos, haja a vista a completa deficiência desta modalidade, para não falarmos sobre ônibus e metrô. De modo que continuamos estudando, já sem muitas esperanças, de que maneira este blog continuará pertencendo à toda BH, e não à uma região da cidade apenas.



E foi em um destes nossos esforços que chegamos ao Boi Fleming, sobre o qual tivemos notícia na Veja BH de quatro semanas atrás. Ocupando o mesmo espaço que antes abrigava o Butiquim Ouro Preto, fechado no início do ano, a única mudança percebida no ambiente, além da placa, foi a criação de um pequeno lounge ao lado do espaço reservado para o DJ. A permissão para que se fume nos ambientes cobertos, por sua vez, infelizmente permanece, e até mesmo um profissional da casa foi visto com um cigarro aceso.





Além do responsável pelo som mecânico, na nova equipe do bar foi incluido também um porteiro, ainda com pouco trato junto à clientela. Nos horários e dias em que não há programação musical, as 3 LCD's se encarregam de transmitir jogos de futebol ou videoclipes diversos.


No cardápio, porém, a mudança foi notável. As carnes grelhadas e os petiscos típicos de boteco vistos no empreendimento anterior, como a porção de língua ao molho madeira, foram substituídas por espetos assados na brasa e seus tradicionais acompanhamentos, a exemplo de batatas fritas (R$ 13,90) ou cebola assada (R$ 2,15 a unidade). Foi com um pão de alho picante (R$ 4,50) e um pão de frango com requeijão (R$ 5,90), ambos em um patamar inferior aos dos melhores da cidade, que fizemos a entrada.


Entre o primeiro petisco e a carne que experimentaríamos ao final, conhecemos a caipivodka do Boi Fleming. Ao preço de R$ 10,40, chegou à mesa com pouca vodka, mas o garçom se disponibilizou a contribuir com uma dose extra do destilado. Fechando a enxuta carta de drinks, também a Caipirinha e a Cuba Libre.


Igualmente compacta é a carta de cervejas, que lista meia dúzia de rótulos da AMBEV. Começamos pela Original (R$ 6,90), que em função da inadequada temperatura, teve de ser substituída pela Brahma (R$ 6,30), mais razoável.

Voltando aos comes, foi o suculento espeto de picanha suína (R$ 31,20 por 400 gramas) a nossa última pedida. Bem executado e honesto na quantidade prometida, é acompanhado por ótimo vinagrete, farofa e mandioca cozida, que apesar de macia estava fria, tendo sido este o único pecado do prato.


No fechamento da conta, a estranha inclusão de uma cerveja Original a mais, que foi prontamente retirada pelo garçom, mas que nos deixa em estado de alerta para as visitas posteriores.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 2
Bebida: 1
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Boi Fleming
Av. Fleming, 480 – Ouro Preto – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 2523-6893
Pagamento: cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 55,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, ou quatro cervejas de 350 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

2 comentários:

  1. Ou seja, o Boi Fleming é tão ruim quanto o seu antecessor Butiquim Ouro Preto.

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  2. Nessa visita, saí de lá satisfeito com o ótimo espeto de picanha suína. Infelizmente, com nada mais além disso.

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