Soube do Bar Maria Lelé através da Veja BH, em novembro último. Chegando ao boteco, uma feliz coincidência, já que o proprietário Felipe Mendes, referido na matéria, é um velho amigo. Muitos já sabem, mas repito que, apesar de hoje morar do outro lado da cidade, me fiz butequeiro na Região Leste de BH.
O sábado era chuvoso, em um final de tarde, e o grande movimento ainda não havia iniciado. Dessa forma, pudemos escolher uma boa mesa no passeio, de onde a vista para a rua se manteve obstruída por toldos retráteis durante toda a nossa estada. Nem tanto pela água, que deixou de cair tão logo nos sentamos, mas pela dificuldade do garçom em suspendê-lo. Além deste desconforto, nenhuma outra queixa sobre o atendimento, que se manteve dentro do esperado ao longo da noite.
As garrafas de Brahma, que no Maria Lelé são vendidas a um preço razoável (R$ 5,50), foram levadas à mesa em boa temperatura. Para acompanhá-las, pedimos uma porção de filé ao molho gorgonzola na panhoca, que se destina a duas pessoas, mas que serviu a três como um petisco. Senti falta de um pouco mais do dito queijo, mas o saldo do prato foi positivo, inclusive pelos convidativos R$ 21,00 cobrados pelo mesmo. Aliás, o bom preço parece ser uma marca do bar, que ainda oferece a vantagem do pagamento em cartão.
Em dezembro, na última quinta-feira antes do Natal, voltamos para experimentar a carne de panela com mandioca (R$ 21,00). Infelizmente demos com a cara na porta, pois antes mesmo de desembarcarmos, a proprietária, que é também namorada do Felipe, nos informou que não abririam ao público em função de falta de cerveja. Uma derrapada que acaba por tirar outro ponto do serviço, e que merece uma ligeira atuação, até para não comprometer um bar com cozinha, ambiente e custo-benefício já aprovados.
Falando um pouco mais sobre o interior do bar, chegam a impressionar as boas soluções que os proprietários conseguiram para a falta de espaço. Mas não sem imprimir a sua identidade ao Maria Lelé, observada nos pequenos detalhes.
Permaneço desejoso pela carne de panela, e da próxima vez apenas tomarei o cuidado de ligar antes. Por outro lado, talvez seja justamente esse espírito de informalidade a marca dos botecos, estes cada dia mais escassos em Belo Horizonte. Butequeiros são cheios de manias, e eu sou mais um deles. Caso eu encontrasse, por exemplo, cerveja morna ou um bar sem cozinha, seria mais intolerante. Mas, se não havia cerveja o suficiente, fico é grato por nos terem alertado de início.
Notas:
Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4
Média final: 3,5 estrelas
Maria Lelé
Rua Pouso Alegre, 1824 - Santa Tereza
Tel: 2512-2016
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