Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Patorroco - 29/10/2011


Pelo Bar Patorroco eu mantenho considerável estima, e portanto nele compareço com alguma frequência. Entendo que o seu menu ofereça das mais inventivas receitas de boteco, e dentre as quais eu destaco duas obras primas em sabor e criatividade: o acarajé mineiro e o caviar da roça.

O primeiro é uma reconstrução do acarajé baiano, preparado com o bolinho de feijão frito em óleo de soja no lugar de dendê, e recheado com creme de milho no lugar do vatapá e lingüiça desconstruída substituindo os camarões. No ano em que foi elaborado levava ainda mamão verde refogadinho fazendo as vezes do vinagrete, mas não o tenho visto recentemente. É servido em porções de quatro ou oito unidades, em recipiente de madeira especialmente preparado para tal, ou ainda individualmente, custando cerca de R$ 4,00 cada. Já o segundo petisco, o caviar da roça, é uma porção de chouriço desconstruído e retemperado com alho, cebola, cheiro verde e tomate picadinho, acompanhado por torradas com pasta de queijo.

Compartilhei cada uma dessas receitas apenas para que entendam o quanto é difícil preterir os dois “carros chefe” da casa, haja vista que pretendíamos experimentar o prato lançado em 2010 como homenagem ao Comida di buteco, naquele ano em que o bar não participou do evento: o “Tô Fora”. São seis unidades de um quitute composto por ragu de carne, requeijão e jiló desidratado sobre tiras de pastel (mentirinhas), acompanhado pela pimenta da casa. O melhor de tudo é que pela saborosa porção se paga a ninharia de R$ 9,00.

O cardápio, que ainda relaciona várias outras boas opções, é ilustrado por fotos de jipes em meio a trilhas, hobbie do proprietário do bar e de seus primeiros clientes. Para acompanhar qualquer dos acepipes, algumas rodadas do bom chopp da Krug Bier (R$ 3,90), servidos com simpatia pelo garçom por nós apelidado de salsicha, que é uma figuraça.

As mesas do passeio são maioria, e permanecem como as mais disputadas. Entretanto o bar foi todo reformado em 2009, e o diminuto espaço interno comporta alguns clientes a mais. Mesmo com as restrições quanto ao tamanho, o ambiente é bem agradável, com direito a meia luz e teto forrado por tecido de chita.

O banheiro, que em nada desaponta quanto a higiene, também foi agraciado com um novo projeto, bem aproveitando todo o seu espaço. E é por tantas características favoráveis que o Patorroco se mantém, ano após ano, no rol dos melhores botecos da cidade.


Serviço:
Patorroco
Rua Turquesa, 865 – Prado
Tel: 3372-6293
.    

2 comentários:

  1. Aê sim, esse Patorroco é show de bola... boa pedida pra esse fim de semana!
    Valeu meu fiiiilho...

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  2. Faala "meu filho"!

    Cara, enquanto escrevia esta crônica a minha boca não parava de encher d'água, hehehe.

    O dia que quiser ir lá é só falar!!

    Grande abraço!

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