Pelo Bar Patorroco eu
mantenho considerável estima, e portanto nele compareço com alguma frequência.
Entendo que o seu menu ofereça das mais inventivas receitas de boteco, e dentre
as quais eu destaco duas obras primas em sabor e criatividade: o acarajé mineiro
e o caviar da roça.
O primeiro é uma
reconstrução do acarajé baiano, preparado com o bolinho de feijão frito em óleo
de soja no lugar de dendê, e recheado com creme de milho no lugar do vatapá e
lingüiça desconstruída substituindo os camarões. No ano em que foi elaborado
levava ainda mamão verde refogadinho fazendo as vezes do vinagrete, mas não o
tenho visto recentemente. É servido em porções de quatro ou oito unidades, em
recipiente de madeira especialmente preparado para tal, ou ainda
individualmente, custando cerca de R$ 4,00 cada. Já o segundo petisco, o caviar
da roça, é uma porção de chouriço desconstruído e retemperado com alho, cebola,
cheiro verde e tomate picadinho, acompanhado por torradas com pasta de queijo.
Compartilhei cada uma
dessas receitas apenas para que entendam o quanto é difícil preterir os dois
“carros chefe” da casa, haja vista que pretendíamos experimentar o prato
lançado em 2010 como homenagem ao Comida di buteco, naquele ano em que o bar
não participou do evento: o “Tô Fora”. São seis unidades de um quitute composto
por ragu de carne, requeijão e jiló desidratado sobre tiras de pastel
(mentirinhas), acompanhado pela pimenta da casa. O melhor de tudo é que pela
saborosa porção se paga a ninharia de R$ 9,00.
O cardápio, que ainda
relaciona várias outras boas opções, é ilustrado por fotos de jipes em meio a
trilhas, hobbie do proprietário do bar e de seus primeiros clientes. Para
acompanhar qualquer dos acepipes, algumas rodadas do bom chopp da Krug Bier (R$
3,90), servidos com simpatia pelo garçom por nós apelidado de salsicha, que é
uma figuraça.
As mesas do passeio são
maioria, e permanecem como as mais disputadas. Entretanto o bar foi todo
reformado em 2009, e o diminuto espaço interno comporta alguns clientes a mais.
Mesmo com as restrições quanto ao tamanho, o ambiente é bem agradável, com
direito a meia luz e teto forrado por tecido de chita.
O banheiro, que em nada
desaponta quanto a higiene, também foi agraciado com um novo projeto, bem
aproveitando todo o seu espaço. E é por tantas características favoráveis que o
Patorroco se mantém, ano após ano, no rol dos melhores botecos da cidade.
Serviço:
Patorroco
Rua Turquesa, 865 – Prado
Tel: 3372-6293
.






















Aê sim, esse Patorroco é show de bola... boa pedida pra esse fim de semana!
ResponderExcluirValeu meu fiiiilho...
Faala "meu filho"!
ResponderExcluirCara, enquanto escrevia esta crônica a minha boca não parava de encher d'água, hehehe.
O dia que quiser ir lá é só falar!!
Grande abraço!