Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Via Geraes - 12/01/01



Até o ano de 2006, ocasião em que me mudei da casa dos meus pais, comparecia ao Via Geraes com alguma frequência. O motivo das constantes visitas, porém, se deve tão somente ao bar me ser vizinho até então, já que não consigo puxar na memória uma única vez que tenha deixado o local satisfeito com o serviço e com a comida.

Decorridos bons anos, eis que me surge um convite para a comemoração de um aniversário por lá. Como passo sempre pela avenida onde o Via Geraes se localiza, observei que o mesmo havia sofrido algum tipo de reforma, aspecto que acabara por me deixar curioso para retornar àquele estabelecimento. A festividade do dia acabara puxando o gatilho que faltava ser acionado, e assim sendo, tratamos de rumar para o bairro Santa Inês.

Não foi possível conhecer o novo ambiente interno tão logo chegamos, já que a aniversariante optou por uma mesa no passeio. Porém de cara observamos que as surradas mesas de PVC da Skol foram substituídas por mesas e cadeiras retráteis de madeira. Vimos também que o Via Geraes passou a comercializar o chopp da Brahma, que por custar R$ 3,99 a tulipa de 300 ml, passaria a me acompanhar ao longo daquela noite. Como opção as clássicas cervejas da AMBEV, tais quais Skol e Brahma, a R$ 5,40 cada garrafa de 600 ml.

Com a chegada do momento de visitar o toalete, aproveitei para avaliar as novidades, que aliás foram bem modestos no meu entendimento. A maior alteração, que foi a troca do antigo cercado de madeira por um novo de blindex, pode ser vista sem que ao menos se entre no bar. Claro que aliado a isso acresceram duas ou três TV’s de LCD, a fim de alçá-lo à tendência das casas do gênero, tais quais o ditado pelo seu concorrente Xico da Carne. Voltando aos banheiros, permanecem básicos como sempre foram.


Tão logo retornei à nossa mesa, decidimos petiscar alguma coisa. Para a entrada fomos pelo caminho óbvio, tendo escolhido um pão de alho, além de outro com recheio de tomate seco, os dois medianos como em minhas visitas de seis ou sete anos atrás. No momento de escolher algo mais substancioso pedimos 300g de picanha, que nos custaram pouco mais do que R$ 20,00, além de uma porção de mandioca cozida na manteiga de garrafa. A primeira não é a melhor das picanhas, mas ainda assim saborosa, característica que não posso atribuir à mandioca (R$ 9,00), cujos pedaços ensoados predominaram.

O atendimento até que se esforçou o quanto pode, porém permanece limitado como antes. As entregas em geral foram demoradas, e para cada novo pedido era necessário explicar ao garçom o que desejávamos no mínimo duas vezes. Apesar de todas as restrições, fico daqui procurando razões para a, cada vez maior, disputa por mesas naquele bar. Concluo que o preço seja o seu maior diferencial, já que no imponente Xico da Carne por certo pagaríamos um bocado a mais pela mesma farra.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida: (peso 2) 2
Público: 2
Serviço: 1
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Via Geraes
Av. Contagem, 567 - Santa Inês
Tel: 3467-2052
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Migliori Pizzaria - 11/01/2012 (Estabelecimento fechado)



Estivemos na Migliori Pizzaria por sugestão dos amigos Leo Koscky e Olga, do Blog Gourmet City BH, que além de indicarem o lugar foram também os companheiros da nossa primeira visita. Trata-se de um restaurante que de fora chama a atenção, pois como foi construído em um terreno íngreme, a sua bela fachada é bem diferente das de outras pizzarias que vemos por aí.

Logo ao passar pela porta o cliente se depara com o playground da criançada, onde o pequeno Mateus, filho da Olga, pôde se divertir por horas a fio. Se por um lado os referidos brinquedos são uma grande opção aos pais que levam as crianças, por outro se destaca em demasia ao ser disposto logo na entrada, colocando as mesas e a modesta decoração do interior em segundo plano. Todavia é coisa que um simples re-arranjo possa solucionar.

O atendimento da casa é bom, tendo cometido apenas um pecado, no momento em que o garçom encheu os copos para além do necessário. Em contrapartida, a entrega dos pedidos se deu de forma ligeira durante toda a nossa estada.

A infraestrutura no geral é muito boa, com banheiros bons e bem estruturados. Há ainda um segundo piso, que conforme o gerente Carlos, é destinado a atender os casais, razão esta que já motivou a presença de velas sobre cada uma das mesas. Naquela quarta-feira de pouco movimento não houve demanda para este novo ambiente, porém quando isto acontecer os clientes terão de descer a considerável escadaria cada vez que desejarem ir ao toalete, pois ao que parece eles inexistem no segundo pavimento.

Para beber fomos de Serramalte, pela qual se paga R$ 5,50 por cada garrafa de 600 ml, mesmo preço das demais cervejas “Premium” da AMBEV. Se o cliente optar por Skol ou Brahma desembolsará R$ 4,90 pela mesma quantidade de cerveja, preço que considero razoável para a atualidade. Há ainda sucos naturais, que não se destacam mas também não comprometem.

Para petiscar não fomos de pizza, que seria o caminho óbvio em uma pizzaria, porém julgamos que não seria o mais conveniente para acompanhar a cerveja. Vivian e eu experimentaríamos as carnes, tão bem recomendadas pelo Leo, mas não sem antes provar o pão de alho e a muçarela na chapa como entrada. O primeiro em pouco lembra os melhores da cidade, tais quais o do Chico do Churrasco, e o segundo ficou interessante quando acrescido de azeite.

Chegara o momento de conhecermos a aguardada porção, que no caso seriam os 500 gramas de baby beef solicitados pelo Leo, ao preço de R$ 38,00 (ou R$ 76,00 o quilo, como queiram). Trata-se de uma boa carne, preparada à chapa com manteiga, porém entendo que poderia ser levada à mesa em algum recipiente que dê conta de conservar o seu calor, os quais são por demais úteis sobretudo nos dias frios.

Ao final ainda experimentaríamos a porção de frango com catupiry na chapa (R$ 18,00 por 300 gramas), que não se põe em evidência tal qual o prato servido no Bar do Dedinho, expert neste petisco, e também as Batatas da casa (R$ 10,00 a porção), estas sim diferenciadas e, no meu entendimento, o grande destaque da noite. Temperadas com pimenta calabresa e ervas tais quais o alecrim, são capazes de acompanhar quaisquer das carnes, ou ainda fazer as vezes de uma boa entrada. Da farta porção sequer vestígios sobraram.

Pelo bom happy hour cada casal morreu em oitenta pratas, valor que posiciona a Migliori Pizzaria dentro do aceitável quanto ao custo-benefício. Aliando este aspecto a algumas comodidades, tais quais a facilidade em se estacionar nos arredores e as amplas portas corrediças de vidro, ideiais para dias quentes, o tranquilo lugar torna-se uma das opções do Castelo para aquela boa butecage.


Notas Pedrão:
Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5


Migliori PizzariaAv. Miguel Perrela, 259 – Castelo
Tel: 3473-8000
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Família Paulista - 07/01/2012



Conheço o Bar Família Paulista há bons anos, e não foram uma ou duas vezes que por lá estive. Quando comparado a outros da região, seus preços sempre se mantiveram acima da média, e emparelham mais com os valores praticados na Zona Sul. Entretanto inauguraria o segmento “bar bistrô” naquelas bandas, já que além de ter recebido um projeto de ambientação diferenciada, os seus donos sempre estiveram à frente do negócio, destacando-se a simpática figura do Nicola, que é anfitrião pra ninguém botar defeito.

O banheiro masculino aproveita muito bem o seu pequeno espaço, de modo que atende a demanda do local, além do que está sempre limpo e perfumado. E a existência de quatro ambientes distintos, cada um destinado a certo tipo e quantidade de público, foi o que nos permitiu transferir a mesa para uma ala mais silenciosa quando alguns vizinhos de mesa gritavam literalmente. Novo ponto para a ambientação da casa, que não canso de dizer, aprecio sobremaneira.

Desta última vez que lá estive foi para que meus pais conhecessem o bar, e na ocasião tomamos uma Original (R$ 6,40) gelada como de praxe. Além deste rótulo, comercializam Bohemia e Brahma Extra pelo mesmo preço, e agora também Skol e Brahma por R$ 5,90. Outro ponto que sempre deixou o Família Paulista a frente dos demais bares são os seu sucos naturais, vendidos em diversos sabores por cerca de R$ 4,00, mas que desta vez estavam menos consistentes do que o usual.

Apesar do atendimento nem sempre conseguir manter o “padrão Nicola”, também não costuma comprometer. Todavia nesta visita foi a cozinha quem cometeu dois graves pecados, tendo sido o primeiro a grande demora em nos servir duas porções de Rota do Sol (R$ 29,00 cada), espera esta que chegou a uma hora. E o segundo foi o petisco propriamente dito, que diferentemente do Comida di Buteco 2011, quando foi elaborado, chegou à mesa com o charque desfiado sem tempero, faltando-lhe as ervas de outrora, e com o creme de abóbora absolutamente insosso, que com o perdão da palavra, nos remeteu a papa de neném. Só não foi uma barrigada perdida em função dos bolinhos, que estavam quentinhos e saborosos.

Antes disso beliscamos duas porções mistas de pasteizinhos (R$ 15,00 com dez), cujos recheios de carne, queijo e frango permanecem bons. Porém a massa em pouco lembra aquela que anos atrás cheguei a propagar como a melhor da cidade, artesanalmente preparada pela esposa do Nicola, a Marisa.

Dando algumas folheadas no cardápio, observei que três das porções elaboradas para as suas sete participações no Comida di buteco não têm sido servidas. Pode ser em função de alguma dificuldade da casa em manter sua qualidade original, ou de conciliar tantos pratos ricos em detalhes, mas o certo é que são raros os bares que sustentam suas invenções por mais de um ou dois anos.

Ao final, quando passei a tomar sozinho o chopp da Brahma (R$ 4,50 cada tulipa de 300 ml), observei que os donos não se fizeram presentes em nenhum momento daquela noite de sábado, situação jamais vista por mim até então. Pensando em como as minhas últimas visitas contrastaram com tantas outras bem sucedidas, sobretudo até 2009, vejo que se o Família Paulista não retomar a sua conhecida excelência, terá de rever seus preços. E eu, por toda a estima que mantenho pelo bar, torço para que se decidam pela primeira alternativa, mesmo sendo a segunda mais conveniente ao bolso.


Notas Pedrão:
Ambiente: 4
Bebida : 4
Comida (peso 2): 2
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 2

Notas Vivian:
Ambiente: 5
Bebida: 2
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 2

Média final: 3


Família Paulista
Rua Luther King, 242 - Cidade Nova
Tel: 3484-4598
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