Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
Traduzir para ChinêsGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Duke'n'Duke - 03/11/2012

O Duke'n'Duke abriu as suas portas há cerca de dois anos, e já no primeiro mês em atividade conquistaria uma legião de fãs. Alguns virariam clientes em função do ambiente da casa, já que um pub intimista como este é coisa rara em BH. Outros se fidelizariam pelos ótimo sanduíches encontrados no bar, que por intenção ou não do dono, acabaram por se tornar uma das maiores referências de hambúrgueres na cidade.

Ciente de todo o renome do Duke'n'Duke, foi em um domingo de novembro que decidimos fazer a nossa primeira visita ao lugar. E esta aconteceu no horário de almoço, já que nem a Vivian e nem eu conseguiríamos vencer tamanha quantidade de comida em um jantar.

Chegamos por volta das 14 horas, e não tivemos qualquer dificuldade para se encontrar uma mesa. Logo que entramos pela porta, o host nos indicou o melhor lugar para nos assentarmos, e eu comecei a brincadeira pedindo um Imperial Dukes Pale Ale, que custa R$ 12,70 o pint com 568 ml. Cremoso e de sabor marcante, mostrou que o pub se esmera também quanto às suas bebidas artesanais.

Terminado o chopp, partimos para o "almoço". Além das nove variedades de hambúrguer listadas no cardápio, uma plaqueta sobre a mesa anunciava o combo de Burguer Getz, com o qual o Duke'n'Duke participou da última edição do BHRW. Essa foi a escolha da Vivian.

Composto por pão francês, hamburguer "dupla face" (metade bovina e metade de linguiça de lombo), queijo canastra, alface e molho de pimenta biquinho, nesta oferta o delicioso sanduíche vai à mesa acompanhado por refrigerante, e a sobremesa é servida na sequência.

Vale ressaltar que todos os sanduíches já recebem o acompanhamento de batatas, que podem ser fries (fritas em pedaços maiores, com casca) ou chips. Para qualquer dos dois tipos deve ser escolhido o tempero. Optamos pelo spicy em uma das batatas, e pelo cítrico na outra.

O outro sanduíche, escolhido por mim a partir de sugestão do garçom, foi o Montgomery's (R$ 26,90). Igualmente saboroso, é composto por hambúrguer de picanha (180 gramas), cebola caramelizada na Guiness e cheddar em pão convencional de hambúrguer.

Ao final a sobremesa do combo, que no dia foi uma taça de creme de goiabada cascão, com pasta de queijo cottage e chantilly. No mesmo padrão dos outros produtos da casa.

Por tudo dispensamos não mais do que R$ 80,00, valor este pago no cartão de crédito, e que considero honesto pelo bom conjunto da obra. Em meio ao agradável ambiente e ao interessante leque de chopes, são os irretocáveis hambúrgueres o maior destaque do pub. Já conhecíamos os sanduíches gourmet de outras casas de BH, a exemplo de Eddie Fine Burguers, Applebee's, Sam's Burguer, Bocca Hamburgueria Gourmet e Burgueria Pampulha. Entretanto, nenhuma das experiências anteriores se aproxima da que tivemos no Duke'n'Duke.


Notas Pedrão:

Ambiente: 5
Bebida: 5
Comida (peso 2): 5
Serviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:


Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 4


Média final: 4,5 estrelas


Duke'n'Duke
Rua Alagoas, 1470 - Savassi
Tel: 3264-9857
.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Maria Lelé - 10/11/2012

Soube do Bar Maria Lelé através da Veja BH, em novembro último. Chegando ao boteco, uma feliz coincidência, já que o proprietário Felipe Mendes, referido na matéria, é um velho amigo. Muitos já sabem, mas repito que, apesar de hoje morar do outro lado da cidade, me fiz butequeiro na Região Leste de BH.

O sábado era chuvoso, em um final de tarde, e o grande movimento ainda não havia iniciado. Dessa forma, pudemos escolher uma boa mesa no passeio, de onde a vista para a rua se manteve obstruída por toldos retráteis durante toda a nossa estada. Nem tanto pela água, que deixou de cair tão logo nos sentamos, mas pela dificuldade do garçom em suspendê-lo. Além deste desconforto, nenhuma outra queixa sobre o atendimento, que se manteve dentro do esperado ao longo da noite.

As garrafas de Brahma, que no Maria Lelé são vendidas a um preço razoável (R$ 5,50), foram levadas à mesa em boa temperatura. Para acompanhá-las, pedimos uma porção de filé ao molho gorgonzola na panhoca, que se destina a duas pessoas, mas que serviu a três como um petisco. Senti falta de um pouco mais do dito queijo, mas o saldo do prato foi positivo, inclusive pelos convidativos R$ 21,00 cobrados pelo mesmo. Aliás, o bom preço parece ser uma marca do bar, que ainda oferece a vantagem do pagamento em cartão.

Em dezembro, na última quinta-feira antes do Natal, voltamos para experimentar a carne de panela com mandioca (R$ 21,00). Infelizmente demos com a cara na porta, pois antes mesmo de desembarcarmos, a proprietária, que é também namorada do Felipe, nos informou que não abririam ao público em função de falta de cerveja. Uma derrapada que acaba por tirar outro ponto do serviço, e que merece uma ligeira atuação, até para não comprometer um bar com cozinha, ambiente e custo-benefício já aprovados.

Falando um pouco mais sobre o interior do bar, chegam a impressionar as boas soluções que os proprietários conseguiram para a falta de espaço. Mas não sem imprimir a sua identidade ao Maria Lelé, observada nos pequenos detalhes.

Permaneço desejoso pela carne de panela, e da próxima vez apenas tomarei o cuidado de ligar antes. Por outro lado, talvez seja justamente esse espírito de informalidade a marca dos botecos, estes cada dia mais escassos em Belo Horizonte. Butequeiros são cheios de manias, e eu sou mais um deles. Caso eu encontrasse, por exemplo, cerveja morna ou um bar sem cozinha, seria mais intolerante. Mas, se não havia cerveja o suficiente, fico é grato por nos terem alertado de início.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4


Média final: 3,5 estrelas


Maria Lelé
Rua Pouso Alegre, 1824 - Santa Tereza
Tel: 2512-2016
.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Petisqueira do Jacaré - 02/11/2012

Soube do novo bar através do amigo Dedé, que é vizinho do mesmo, e já nas primeiras semanas de funcionamento o desvendaria. Alguns meses depois, seguindo de uma visita frustrada a outro bar da região, fui então bebericar a minha primeira cerveja por ali. Na ocasião influenciado por outro amigo que também já conhecia o boteco, no caso o Gê.

Chegando, uma surpresa quanto à incomum disposição do bar, que ocupa uma porção não muito grande do amplo lote onde funciona. Situada ao fundo deste espaço, o restante da área serve como estacionamento, que fica à frente do mesmo e costuma suportar toda a clientela. Nele, porém, o chão é britado, o que pode causar algum desconforto ao público feminino.

Falando do ambiente onde são dispostas as mesas, este comporta quantidade razoável de mesas sob o telhado colonial, e também algumas ao ar livre. Como fiz duas visitas, até para que pudesse fazer uma avaliação mais justa, observei na última delas que a área coberta foi ampliada em torno de 50%, o que poderá garantir um bom movimento inclusive nos dias chuvosos.

Para beber, o bar oferece cervejas clássicas como Skol e Brahma, ao razoável preço de R$ 5,60. Dentre os rótulos premium, somente a Original, que por sua vez é vendida a preço de Zona Sul (R$ 6,80). Mais em conta, a Devassa custa R$ 4,80. Quanto à temperatura da bebida, esta é variável. Se mostrou interessante na primeira visita, dia de pouco movimento, porém decaiu bastante no meu retorno, quando a casa estava completamente tomada.

Além das cervejas, há drinks como a caipivodka (R$ 9,90) e meia dúzia de rótulos de cachaça, além de opções não alcólicas como o suco de laranja (R$ 4,00) e a limonada suiça (R$ 5,00).

Sobre os petiscos, estes são, ao lado do agradável ambiente, o maior tesouro do bar. Sugiro a porção de bolinhos de picanha ao molho barbacue, que ao convidativo preço de R$ 16,50, é composta por 8 saborosos e substanciosos bolinhos recheados com queijo minas.


Outra pedida de bom custo-benefício é a maçã de peito (R$ 13,90), que recebe o acompanhamento de batatas e é servida em uma panelinha de alumínio batido.

Experimentei ainda uma porção de linguiça defumada acebolada (R$ 17,90), que já estava pronta por ter sido comandada equivocadamente para outra mesa. Quebramos o galho do garçom, porém a linguiça, apenas razoável, fica aquém dos petiscos anteriores.

Falando mais do atendimento, considero que este seja, ao lado da temperatura da cerveja, o outro calcanhar de Aquiles da Petisqueira do Jacaré. Não que existam garçons pouco dispostos, mas simplesmente pelo mau dimensionamento da quantidade destes. Em meio à lotação encontrada da minha segunda visita, observei apenas dois empregados com a função de atender o público, número este mais do que insuficiente.

Voltando à cozinha, vale destacar que além da boa quantidade de porções, trabalham também com refeições completas para duas pessoas, servidas a qualquer horário. Aos sábados e domingos a Petisqueira do Jacaré abre mais cedo, às 11h, e como pagamento admitem cartões de crédito e débito.


Notas:

Ambiente: 4
Bebida: 2
Comida (peso 2): 4
Serviço: 2
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Petisqueira do Jacaré
Av. Francisco Negrão de Lima, 61 - Garças (Pampulha)
Tel: 3497-2669
.