Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 11 de março de 2012

Outback - 19/02/2012

Depois de um bom tempo sem comparecer ao Outback, resolvemos voltar ao restaurante em meio ao carnaval belo-horizontino, na franca expectativa de não encontrar as costumeiras filas de espera. E foi exatamente o que nos aconteceu, pois apesar da casa quase tomada, ainda havia uma ou outra mesa a nos aguardar.


Na ocasião chegamos por volta das 21h, e logo após sermos conduzidos à mesa pela hostess, um dos garçons levou-nos a carta de bebidas. Foi um grande susto, devo dizer, me deparar com o Chopp Brahma de 300 ml por R$ 8,25. De outras vezes que estive por lá fora agraciado com uma rodada dupla de bebidas, a qual inexiste neste dia e/ou horário. Com o preço das cervejas long neck orbitando neste mesmo patamar, embarquei nas tais “canecas congeladas" de chopp Brahma, enquanto Vivian bebeu um delicioso suco natural de laranja com morango, que custa R$ 7,00.


Tão logo pedimos as bebidas chegou à mesa um ótimo pão australiano da casa, este quentinho e com o sabor do mel em evidência. Servido em uma tábua e acompanhado de manteiga, trata-se do couvert cortesia da casa.


Dentre chopps e sucos, pediríamos minutos após a Bloomin Onion (R$ 30,00), que é a famosa cebola empanada do Outback. Depois de cortada, temperada e frita inteira, seu aspecto lembra o de uma flor, da qual se retiram as "pétalas" para serem submersas em um ótimo molho que acompanha, por sua vez composto de maionese, catchup e especiarias. Sem dúvidas, uma original e apetitosa entrada, que deve ser inteiramente apreciada quando ainda quente.


Também na escolha do prato principal não inventamos, tendo sido novamente as Ribs on The Barbie (R$ 44,00) nossa escolha. As tais costelas de porco defumadas e grelhadas, regadas ao barbecue e servidas com fritas, constituem hoje um adorado petiscos, sendo encontrado inclusive em vários dos nossos butiquins. Entretanto, reconheço que a receita do Outback, onde recebe ainda a escolta de Cinnamon Apples (espécie de maçã em calda), esteja um pouco à frente das demais.


Para dar conta do batidão frenético a que se propõe o restaurante, uma turma de jovens garçons, bem ao estilo das demais casas do gênero. Apesar do tamanho esforço daquela moçada, fico ainda com o atendimento clássico, em que garçons se impõem com elegância, mostrando um bom conhecimento do seu produto.
 

O ambiente é agradável, com luz baixa sobre as mesas, muitas das quais redondas e apropriadas aos grupos maiores. Todavia estranhei a madeira rescendendo no salão, visto que o restaurante ainda não soprou a sua quarta velinha. O cheiro forte me lembrou, em dados momentos, do quase trintão Canapé Kneipe.


Ao final da brincadeira, cento e duas pratas para o casal, ante os trinta e poucos dispensados pelo amigo que nos acompanhava, o qual não consome bebidas alcóolicas e optou pelo refil de refrigerante (em torno de R$ 7,00). Assim sendo, julgo que o BOM Outback torna-se ainda mais vantajoso aos cocólatras (amantes de coca-cola), pois a este perfil de cliente destaca-se inclusive no quesito custo-benefício.


Notas Pedrão:

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Média final: 4 estrelas


 
Outback
Av. Do Contorno, 6061 - Loja 148 - Nível 1 (Pátio Savassi) - São Pedro - Belo Horizonte - MG
Tel: 3288-3763

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Atualizações:
1. Em 2013 os pratos tiveram os seguintes reajustes de preço: a Bloomin Onion foi para R$ 33,50, enquanto as Ribs on the barbie passaram a custar R$ 45,90.

2. Também em 2013, o bar Canapé Kneipe, citado nesta resenha, fechou as portas.
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Baianeira - 18/02/2012


Curtíamos o Carnaval de bairro em BH quando, depois de algumas horas de pé, resolvemos ocupar uma das mesas externas do Baianeira, a fim de dar uma petiscada enquanto acompanhávamos os “finalmentes” do Bloco “Me empresta 10”. O Restaurante se localiza na mais conhecida esquina do Bairro Santa Teresa, e como o próprio nome diz, a Bahia exerce grande influência por ali.

Funcionando diariamente, inclusive no almoço de segunda a sexta quando trabalha com pratos executivos, a casa não raro participa dos festivais gastronômicos que acontecem na cidade, a exemplo do Restaurant Week. Aliás, era o penúltimo dia da edição 2012, mas em pleno sábado de carnaval um jantar não era o que procurávamos.

Ao pedirmos a primeira cerveja, a garçonete nos informara que a Brahma não estava gelada, empurrando-nos para a Original (R$ 5,50), em boa temperatura. Depois de algum tempo por lá observamos um freezer da Backer no interior do bar, e decidimos trocar para a Pale Ale, cuja garrafa de 600 ml custa R$ 7,00. Uma ótima cerveja, que lastimavelmente chegou pouco gelada à mesa, forçando-nos a voltar para a Original.

Na hora de “beliscar” não arriscamos, e fomos secos na porção de acarajé “meia a meio”, composta por camarões frescos e defumados em igual quantidade. Porém nem assim nos privamos de uma decepção, haja vista o gosto rançoso dos crustáceos frescos, e ainda o sofrível vatapá, cujo pão roubou a cena. E olha que o movimento da casa nem poderia ser usado como desculpa a esse desarranjo da cozinha, haja vista que a maior parte dos clientes apreciava apenas uma saideira depois de um dia de carnaval. Fato é que a sua cozinha baiana definitivamente não nos encantou.

Quisera eu, contudo, que esta tivesse sido a nossa maior decepção, já que a constrangedora sistemática adotada pelo restaurante para espantar os não clientes de seus banheiros conseguira ser ainda mais assustadora. Você vai ao banheiro, o funcionário lhe pede uma ficha, e você diz que não sabe de fichas. Ele lhe orienta a procurar pela garçonete, que por sua vez lhe solicita busca-la no balcão. A essa altura você já está mais do que arrependido de não ter procurado pelo poste mais próximo, mas em prol dos bons costumes segue todo o ritual, tentando compreender por qual motivo a garçonete não lhe explicou todo o fluxo logo que se sentou à mesa. 

Por volta de 21:30 outro garçom lhe pergunta se desejaríamos algo mais, e com espanto recebemos a notícia de que a casa, cravada justamente em uma esquina símbolo da boemia, desce as suas portas às 22h nos sábados. Não há bebum que resista a tanta regra, de sorte que rumamos para o maior curinga de nossa cidade, tomar as nossas saideiras e bater um Rochedão já de madrugada.


Notas Pedrão:
Ambiente: 3 
Bebida: 2 
Comida (peso 2): 2 
Público:3 
Serviço: 2 
Custo-benefício: 2 

Notas Vivian: 
Ambiente:3 
Bebida:2 
Comida (peso 2):1 
Público:3 
Serviço:2 
Custo-benefício:2 

Média Final: 2 estrelas


Baianeira 
Rua Bocaiúva, 3 – Santa Tereza 
Tel: 2552-0660 
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Café Requinte - 18/02/2012


Ciente da fama do Café Requinte e do seu Feijão Tropeiro, voltei recentemente para experimentar o quitute deste bar e restaurante, onde em outras oportunidades já estive para almoçar. Situado dentro do Mercado Central, compõe o seleto grupo de três ou quatro casas que oferecem mesas e cadeira – no caso banquetas – aos clientes.Torna-se assim alvo fácil dos turistas que por ali circulam, os quais estranham o formato da maior parte dos botecos de corredor, onde se bebe e se come de pé.

Chegando por lá, em uma manhã de sábado, o lugar tomado como de praxe, tornando-nos praticamente penetras da boa prosa dos clientes mais próximos. Conhecendo bem este traço do nosso mercado maior, tratamos de pedir uma Heineken (R$ 7,00) para entrar naquele clima que nos é motivo de orgulho, que por sinal chegaria à mesa “vestida de noiva”.


Como já estávamos em nosso segundo bar daquela manhã, tendo sido a primeira parada motivada para que o chopp de trigo da Backer me fosse apresentado, tratamos de pedir o cardápio para uma petiscada, naturalmente dando início pelo tradicionalíssimo fígado com jiló (R$ 19,00), porção esta que honrou a importância do prato para o Mercado.

A clientela chegava e saia das mesas do Café Requinte, e a nossa turma firme no propósito de tomar boas rodadas da afamada cerveja holandesa da garrafa verde. Até que julgamos ter chegado o momento de experimentar o bem falado tropeiro do Café Requinte, que chega à mesa coberto por um ovo frito e escoltado por torresmo de barriga (R$ 21,00). E é justamente a honesta panceta o maior destaque do prato, deveras bom, mas não supera o Tropeiro do Silvio’s Bar como o melhor da cidade, seja no sabor ou pelo custo-benefício. Talvez o seu maior pecado seja a ausência de uma mineiríssima couve refogada a reboque, que particularmente considero indispensável aos tropeiros e às feijoadas.


O atendimento, diferentemente do encontrado em outros bares por ali, não é mais do que razoável. Porém nunca é demais lembrar que a tal taxa de serviço fica dispensada em qualquer dos bares do Mercado. Outro alerta que julgo pertinente, sobretudo aos que não tem o hábito de botecar por ali, é que se esteja preparado para ir embora cheirando a comida.

De segunda a sexta o Café Requinte oferece um bufê com o melhor da comida mineira, que alem do tropeiro inclui outros pratos da culinária mineira, tais quais o tutu de feijão e o leitão a pururuca. Na hora de pagar, um grande diferencial deste BOM boteco mediante aos seus pares, que é o recebimento de cartões de crédito e débito.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 5
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média Final: 3,5


Café Requinte
Av. Augusto de Lima, 744 – Mercado Central – Centro
Tel: 3213-8479
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