Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Baianeira - 18/02/2012


Curtíamos o Carnaval de bairro em BH quando, depois de algumas horas de pé, resolvemos ocupar uma das mesas externas do Baianeira, a fim de dar uma petiscada enquanto acompanhávamos os “finalmentes” do Bloco “Me empresta 10”. O Restaurante se localiza na mais conhecida esquina do Bairro Santa Teresa, e como o próprio nome diz, a Bahia exerce grande influência por ali.

Funcionando diariamente, inclusive no almoço de segunda a sexta quando trabalha com pratos executivos, a casa não raro participa dos festivais gastronômicos que acontecem na cidade, a exemplo do Restaurant Week. Aliás, era o penúltimo dia da edição 2012, mas em pleno sábado de carnaval um jantar não era o que procurávamos.

Ao pedirmos a primeira cerveja, a garçonete nos informara que a Brahma não estava gelada, empurrando-nos para a Original (R$ 5,50), em boa temperatura. Depois de algum tempo por lá observamos um freezer da Backer no interior do bar, e decidimos trocar para a Pale Ale, cuja garrafa de 600 ml custa R$ 7,00. Uma ótima cerveja, que lastimavelmente chegou pouco gelada à mesa, forçando-nos a voltar para a Original.

Na hora de “beliscar” não arriscamos, e fomos secos na porção de acarajé “meia a meio”, composta por camarões frescos e defumados em igual quantidade. Porém nem assim nos privamos de uma decepção, haja vista o gosto rançoso dos crustáceos frescos, e ainda o sofrível vatapá, cujo pão roubou a cena. E olha que o movimento da casa nem poderia ser usado como desculpa a esse desarranjo da cozinha, haja vista que a maior parte dos clientes apreciava apenas uma saideira depois de um dia de carnaval. Fato é que a sua cozinha baiana definitivamente não nos encantou.

Quisera eu, contudo, que esta tivesse sido a nossa maior decepção, já que a constrangedora sistemática adotada pelo restaurante para espantar os não clientes de seus banheiros conseguira ser ainda mais assustadora. Você vai ao banheiro, o funcionário lhe pede uma ficha, e você diz que não sabe de fichas. Ele lhe orienta a procurar pela garçonete, que por sua vez lhe solicita busca-la no balcão. A essa altura você já está mais do que arrependido de não ter procurado pelo poste mais próximo, mas em prol dos bons costumes segue todo o ritual, tentando compreender por qual motivo a garçonete não lhe explicou todo o fluxo logo que se sentou à mesa. 

Por volta de 21:30 outro garçom lhe pergunta se desejaríamos algo mais, e com espanto recebemos a notícia de que a casa, cravada justamente em uma esquina símbolo da boemia, desce as suas portas às 22h nos sábados. Não há bebum que resista a tanta regra, de sorte que rumamos para o maior curinga de nossa cidade, tomar as nossas saideiras e bater um Rochedão já de madrugada.


Notas Pedrão:
Ambiente: 3 
Bebida: 2 
Comida (peso 2): 2 
Público:3 
Serviço: 2 
Custo-benefício: 2 

Notas Vivian: 
Ambiente:3 
Bebida:2 
Comida (peso 2):1 
Público:3 
Serviço:2 
Custo-benefício:2 

Média Final: 2 estrelas


Baianeira 
Rua Bocaiúva, 3 – Santa Tereza 
Tel: 2552-0660 
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