Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 16 de outubro de 2011

Alambique Cachaçaria - 08/10/2011


Não ia ao Alambique há bons anos, e pude ver o quanto a casa cresceu desde a minha última visita. Não sou nenhum expert em bares com música ao vivo, mas tenho visto que a organização é vital para a sobrevivência deste tipo de estabelecimento. Talvez seja este o motivo de tantos anos de sucesso por ali.

Na entrada, a recepção por seguranças com detectores de metal, seguidos de uma breve parada no caixa para o validamento da comanda de papel, depois da devida conferência de identidade. Tudo preparado para que o cliente possa relaxar e desfrutar daquilo que é oferecido pela casa.

Nos sábados há apresentações de cantores sertanejos, estilo este que é marca registrada do lugar, quando homens pagam R$ 36,00 e mulheres R$ 20,00 pela entrada. São vários os ambientes, mas a escolha preferencial da clientela é pela pista de frente ao palco, onde o som é mais alto e a paquera rola solta.

Para beber há Itaipava Fest long neck a R$ 7,00, ou Whisky Red Label custando R$ 12,00 a dose. Só que em terra de Alambique quem reina é a cachaça (no caso a Germana), que é servida em dose, a R$ 5,00, ou compondo algum dos variados drinks e coquetéis, como a Caipirinha da Maracujá, a R$ 7,00.

Se der vontade de petiscar algo em meio à agitação, os bares do Alambique oferecem petiscos custando a partir de R$ 13,00. E com o final das apresentações musicais, os DJ’s assumem o comando das pistas, mandando ver no Funk, Pop Rock e, claro, mais Sertanejo.

Serviço:
Alambique Cachaçaria
Av. Raja Gabaglia, 3200 - Estoril
Tel: 3296-7188
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Bar do Caixote - 07/10/2011 (Estabelecimento fechado)

O Bar do Caixote foi inaugurado em 1991, e em função da sua originalidade foi adquirindo fama ao longo dos vinte anos de existência, recebendo inclusive menção no New York Times em matéria sobre os botecos de BH. Por lá nada de cadeiras, mas somente os seus tradicionais engradados de madeira. Na verdade até introduziram algumas banquetas para quem preferir os balcões próximos à entrada, é bem verdade. Mas são poucos, e os caixotes permanecem hegemônicos.

Em vários dos dias da semana, dentre os quais as sextas-feiras, há apresentações de cantores de bar, que mandam ver no samba, MPB e cia. Neste dia o interior do boteco fica tomado, e o passeio mais ainda. Depois das 23h, quando vence o prazo do cantor, uma jukebox é disponibilizada aos clientes, e daí em diante o repertório varia do pagode ao tecnobrega. Alguns clientes mais animados dançam em meio ao aperto, e os poucos garçons, que parecem também se divertir em meio ao furdunço, se desdobram para dar conta da demanda.

Para beber, o cardápio lista a Antarctica, que como na maioria dos bares inexiste na prática, além de Brahma, Skol (ambas a R$ 4,90), Bohemia e Original (R$ 5,50). Há também refrigerantes e sucos de variadas polpas (R$ 3,00). Tudo servido em temperatura ideal, o que se torna um verdadeiro incentivo a se tomar várias, mas acaba por virar problema quando é chegada a hora de conhecer o banheiro. A estrutura do mesmo não condiz com o tamanho da clientela, e além do mais não há freqüência na limpeza e reposição de sabonete e papel toalha, forçando os clientes a enxugarem as mãos em suas próprias roupas.

Da cozinha saem pratos como o lombo na chapa com fritas ou o fígado com jiló acebolado, ambos a R$ 20,00 em porções que servem de duas a três pessoas. No primeiro petisco o destaque são apenas as batatas, crocantes por serem corretamente fritas depois de cortadas pelas próprias cozinheiras. Já o segundo desaponta pelo exagerado tamanho dos cubos de fígado, que mal cabem à boca se não forem previamente diminuídos com garfo e faca.

Ao final considero que a cotação REGULAR é garantida pelo curiosa atmosfera do boteco. Este é o principal ingrediente da receita de sucesso do Bar do Caixote, e de certa medida compensa tanto a cozinha quanto a higiene, ambas necessitando de ajustes.

Serviço:
Bar do Caixote
Rua Nogueira da Gama, 189 - Bairro João Pinheiro
Tel: 3376-3010
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Atualização: O Bar do Caixote encerrou as suas atividades em 2012.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Diva Gourmet - 03/08/2011



Fui a este bar poucos dias após a sua inauguração, na primeira semana de agosto. No mesmo ponto funcionava antes o Carioca Beer, que não resistiu ao pouco movimento, e então cedeu lugar ao Diva, cuja proposta, a primeira vista, nos pareceu mais original que a do anterior.

De cara o garçom nos informou que não estavam aceitando qualquer tipo de cartão. Entendemos, já que a casa havia sido recém aberta, apesar de que não poderíamos prolongar nossa estada, uma vez que eu estava sem o talão de cheques e com pouco dinheiro em espécie.

Pedimos algumas bebidas, a exemplo do chope Krug Bier, que não custa mais do que R$ 4,00, e também sucos naturais. Depois de conhecermos o cardápio, escolhemos uma das variedades de carne na brasa, opção prontamente rechaçada pelo garçom, o qual alegou que a mesma não demoraria menos do que 50 minutos para ficar pronta.

Partimos então para a seção de peticos, onde encontramos uma porção de fritas em formato chips com molho a bolonhesa e queijo minas ralado, custando algo em torno de R$ 13,00. Uma descarada cópia da famosa e saborosa Fritas 3 em 1 do Silvio's Bar, mas diante das limitações da casa naquele dia, optamos por ela. Alguns minutos depois o garçom deixa em nossa mesa a porção, e para nosso absoluto espanto, a batata é industrializada. E nem ao menos são Ruffles ou Pringles, mas alguma marca inferior.

Ficamos muito desapontados e pedimos a conta tão logo a porção foi experimentada. Manifestamos ao garçom a nossa chateação, mas infelizmente ele não fez nada além de proferir um rosário de desculpas. O detalhe é que o dono (ou dona) estava presente, e portanto a cozinha não serviu o sofrível petisco sem o conhecimento deste.

Após o pagamento, rumamos diretamente para o Silvio's Bar, a fim de me reencontrar com a sua original cozinha, e já aproveitei para desabafar do ocorrido com algum dos garçons que conheço. A cotação REGULAR que atribuo ao Diva serve como um incentivo, pois apesar de tudo quero crer que os lapsos se deram em função da correria dos primeiros dias de funcionamento.

Serviço:
Diva Gourmet
Av. Vicente Risola, 725 - Santa Inês
3309-0600
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