Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bar do Júnior - 27/07/2011



A proposta inicial era aproveitar uma tarde de férias no Mercado Central, em companhia de outros dois amigos que também curtiam ócio. Um deles, o Diogo, disse que da última vez esquecera da vida em nosso Mercado maior, e ao final da sua estada pagou mais de R$ 40,00 de estacionamento. A situação me lembrara que o Mercado Central é, cada dia mais, um ponto turístico de nossa cidade. Propus então irmos ao Mercado do Cruzeiro, sugestão prontamente aceita pelos demais. Por lá são outros quinhentos, haja vista a inexistência de vagas rotativas em seu entorno e a primeira hora gratuita no estacionamento próprio.

Dia desses li no jornal que a prefeitura planeja revitalizar este mercado, criando um mundaréu de vagas de estacionamento para atender aos alunos da Fumec, sobretudo. Os críticos do projeto advertem que seria a morte de um dos últimos mercados de bairro da cidade, a exemplo do que já aconteceu aos distritais de Santa Tereza e da Barroca. O certo é que a nova crise de modernização da prefeitura motivou a escolha do local, até para ver a quantas anda o bravo sobrevivente.

Logo na entrada a tal Parrila Del Mercado, cujos carrões importados parados à porta nos espantaram. A proposta era respirar o mercado, de forma que nos acomodamos nas únicas três banquetas do Bar do Júnior, cravado no meio daquele Distrital.

Na quarta-feira não há cardápio, mas somente o seu afamado pernil se exibindo na estufa, junto a pastéis e pães de queijo. Como às 13h ainda não havíamos almoçado, tratamos de pedir logo três sanduíches do pão de queijo com o pernil, que nos permitiriam apreciar as nove Brahmas vindouras sem maiores preocupações. Tudo custou R$ 42,00, mas dos preços de cada item não ficamos sabendo.

Ao longo da nossa permanência um dedinho de prosa com o Júnior, que ao mesmo tempo marinava costelinhas e dessalgava bacalhaus. São as opções que, ao lado do afamado pernil, sustentam a numerosa clientela de sábado. Dando como certo o seu palpite, de que o projeto da prefeitura não sairá do papel, voltarei em breve final de semana para experimentar dos demais pratos.


Serviço:
Bar do Júnior
Rua Ouro Fino, 452 (Mercado do Cruzeiro) - Cruzeiro
Tel: 3223-5822
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Curtas de Julho / 2011





- Têm sido frequentes os nossos almoços de sábado no Bar do Zezé, e dentre todas as boas opções o Trupico Mineiro merece destaque. Passados cinco anos desde que me foi apresentado, o prato continua uma obra prima de boteco. Muito pezinho, costelinha e lingüiça caipira submersos em um suculento e bem temperado feijão carioquinha. Para acompanhar, uma ótima farinha torrada, torresminho crocante e a cereja do bolo: mostarda refogada, que confere ao prato um ardor na medida certa e um sabor indescritível. Só em julho foram três sábados com trupico, e em breve voltarei à noite para uma resenha completa.

- Aos apreciadores de carnes de caça, o Köbes Bar (já blogado por aqui em março) tem oferecido aos clientes a sua “picanha de javali”. Mas vá preparado, pois pelo quilo do corte se paga R$ 150,00, e ao que parece o tamanho da peça reduz bastante depois de passar pela grelha. Os 450 gramas que chegaram à nossa mesa mal seriam suficientes para duas pessoas, e a experiência só vale mesmo aos aficionados por carnes exóticas.

- Como é difícil encontrar boa comida nos serve-serve depois de certa hora. Dia desses cheguei no Chalé Mineiro da Av. Silva Lobo às 13h e a situação já estava precária. De outra vez, quando fui às 14h (em tese servem almoço até às 15h), cheguei a pensar que uma Lasanha congelada da Sadia poderia ser a melhor refeição do mundo, já que as opções que ainda não estavam frias se apresentavam esturricando no bufê ou na churrasqueira. Ah se não fossem os raros PF’s, que nadam heroicamente contra a maré e dão escolha de comida vinda diretamente da panela.

Via Cristina - 16/07/2011


Sabe aquele caminhão de elogios que se ouve falar do torresmo de barriga na brasa do Via Cristina? Pois é, tudo verdade. Mas o bar não se resume ao ótimo petisco.

Com atendimento cordial e eficaz, oferece-nos uma grande variedade de acepipes e cervejas, além de uma enorme carta de cachaças, que conforme os entendidos é das melhores da cidade.

De início nos deliciamos com os ótimos pastéis de mandioca recheados com carne seca e catupiry, o famoso Rauzito, a R$ 12,80 a porção com 8 unidades. Depois pedimos 250 gramas do afamado torresmo, que custa R$ 53,00 o quilo, e ainda uma porção do original jiló da casa para acompanhar. São três unidades do fruto recheadas com tomate, muçarela e orégano, e depois assados na brasa, a R$ 7,00. Como o garçom teimou em comandar 100g a mais do torresmo, nosso petisco se transformou em um jantar para duas pessoas. Tudo regado à Brahma gelada, pela qual pagamos R$ 5,00 em cada garrafa.

O resultado é que saímos do bar com ótima impressão da sua cozinha e da sua bem bolada arquitetura, que conseguiu tornar o ambiente arejado e ao mesmo tempo aconchegante, mesmo com a casa dispondo todas as suas mesas no salão interno.

No BOM Via Cristina eu pretendo voltar outras vezes, mesmo sabendo ser vital a conferência minuciosa da conta, já que além do torresmo a mais, fomos brindados também com a cobrança em duplicidade dos pastéis. O “se colar colou” infelizmente não é raro em Belo Horizonte, e no momento mais inoportuno para tanto é necessário bancar o auditor contábil de boteco.


Serviço:
Via Cristina
Rua Cristina, 1203 - Santo Antônio
Tel: 3296-8343
www.viacristina.com.br

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