Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Silvio's Bar - 15/12/2012


Vaca atolada às segundas-feiras, canjiquinha com costelinha de porco nas terças, rabada com batatas e agrião nas quartas, polenta nas quintas, dobradinha com feijão branco nas sextas e feijoada aos sábados. O peixe com purê e o espaguete a bolonhesa são diários, e da mesma forma o espetacular feijão tropeiro, que é o melhor da cidade. Na estufa, “quando disponível” (mas quase sempre tem): costelinha frita, chouriço, batatinhas coradas e o “figuinho” (fígado de galinha ao molho), petisco este com o qual sempre inicio cada nova visita ao bar. No cardápio, porções tradicionais de boteco, como almondêgas ao molho, contra filé com fritas, carne de sol com mandioca, moela ao molho, bolinho de bacalhau e fígado com jiló acebolado. E, como se não bastasse, dois dos mais originais petiscos criados para o Comida di Buteco até hoje: o jiló a milanesa, que foi copiado aos baldes tanto na edição de 2010 do evento, ano em que o ingrediente obrigatório foi o jiló, quanto por outros estabelecimentos em momentos diversos; e as fritas três em um, também reproduzidas em toda a cidade, inclusive em barzinhos da moda na Zona Sul. Destacam-se ainda outras interessantes criações da sua cozinha por motivo do referido concurso, como a farofa de jiló e a bisteca com angu e taioba. Por fim, há bons caldos, e ainda o mexidão de tropeiro. Acredite caro leitor, já experimentei todas elas, e mais uma meia dúzia de pratos que não mencionei.



Quem bem conhece os bares de BH logo perceberia, a despeito do título desta resenha, que falo aqui do Silvio’s Bar. Um boteco que mereceria respeito pelo simples fato de ter quatro décadas de existência, mas cuja qualidade ímpar da sua cozinha faz com que continue se destacando, e não tome conhecimento de qualquer concorrência. O motivo para tanto tem nome e sobrenome: Maria Gonçalves, que é a víuva do Silvio, e que permanece conduzindo o bar com a excelência de sempre.

Foi em meados da década de 90, há quase vinte anos, que tive o prazer de conhecer este botequim. Nessa época ainda não existia o Comida di Buteco, que hoje joga luz em bares fora da Região Centro-Sul. Mesmo assim, aquela primorosa cozinha já atraia gente de toda parte da cidade. O Silvio’s Bar que conheci, nesse tempo, funcionava em outro endereço, mas distante poucos metros dali. O seu balcão em U, no melhor estilo puleiro, fazia tanto sucesso que foi reproduzido no novo endereço, este maior e melhor estruturado. Com o tempo eu também me contagiei, e em minhas duas únicas oportunidades de beber cerveja sozinho, foi naquele balcão que o fiz. Aliás, sozinho nada, já que eu estava muito bem acompanhado dos sempre agradáveis garçons.

Última participação do Silvio's Bar no Comida di buteco, em 2009

Tendo dito tudo isso, inicio a avaliação crítica da minha última visita, que aconteceu em um sábado de dezembro. Neste dia o bar abre às 12 horas, e foi pontualmente neste horário que lá cheguei. Estava acompanhado de amigos, e como o céu estava aberto, optamos pelo ambiente externo em detrimento dos outros dois, quais sejam o balcão e o anexo, sendo este último também a garagem dos donos. Como a prefeitura não conhece as nossas tradições de boteco e proibiu a disposição de mesas e cadeiras na calçada de frente, a solução dada foi o improviso de assentos a partir de engradados de cerveja.


Para não fugir da regra, demos início à butecage com meia porção de fígados de galinha ao molho (R$ 6,00). Esta foi acompanhada de Paulistânia Pilsen, rótulo este recém-incorporado ao cardápio, e que por ali custa módicos R$ 7,60. Há a opção de Brahma e Skol (R$ 5,50) e também Bohemia e Original (R$ 6,50). Outras opções de bebidas são os dezoito rótulos de cachaça, os drinks clássicos como a caipirinha e a caipiríssima, e o suco natural de laranja.


Como tínhamos em nossa roda pessoas que debutavam no bar, o jiló empanado e a fritas 3 em 1 também foram pedidas obrigatórias. Estas custam em torno de R$ 20,00, quando inteiras, e entre R$ 12,00 e R$ 15,00 quando meias porções. A primeira se trata do jiló fatiado longitudinalmente, ou “de cumprido”, empanado com ovo e queijo parmesão ralado grosseiramente, e frito.

Já o segundo são batatas chips, chamadas em outros lugares de batatas portuguesas, acompanhadas de uma travessa de queijo ralado e outra travessa de molho a bolonhesa. A mesma deve ser primeiramente regada no molho para depois receber o queijo, de forma que possa ser temperada por ambos. Qualquer das duas pedidas acompanha muito bem uma cervejinha.

Nessa visita preferimos não almoçar, e deixamos para outra oportunidade a feijoada, e também o tradicional tropeiro. Saboroso, foi o primeiro prato a fazer a fama do Silvio’s Bar anos atrás. Nele, o feijão é rico em linguiça, bacon e ovos. Na versão padrão, que custa R$ 25,00 e atende no mínimo duas pessoas, a porção chega à mesa acompanhado de torresmo, bife de lombo, arroz e couve. Se o cliente desejar, poderá pedir ovos fritos à parte.

Falando do ambiente, este é típico de boteco, e recebe reformas com frequência. Na última delas foram acrescidas banquetas e mesas de mármore ao lado direito do balcão, ambas chumbadas à parede, e que permitiram um melhor aproveitamento do espaço interno. O atendimento no balcão, como foi dito, é personalizado, mas os garçons que trabalham nos demais ambientes também seguem essa linha, de acolhimento e informalidade. O Silvio’s Bar fecha aos domingos, e como pagamento recebem cartões de qualquer espécie.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 5

Média final: 4,5 estrelas


Silvio's Bar
Rua Begônia, 199 - Esplanada
Tel: 3482-3001
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2 comentários:

  1. Excelente a descrição deste que é sem dúvida um dos melhores botecos da nossa Beagá ...

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