Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Birosca S2 - 13/01/2014

A inauguração da Birosca S2, em 2013, causou certo alvoroço à época. Em um bairro dominado por botecos, era o primeiro estabelecimento com proposta de bistrô surgido por ali. Funcionando em uma casa anteriormente residencial, foi neste janeiro que pudemos, finalmente, conhece-lo.


A visita aconteceu em uma terça-feira, dia em que acharíamos mesas disponíveis, e foi exatamente o que encontramos. Era uma noite quente, e sentimos um verdadeiro choque térmico ao transpassarmos o portão. O lugar, de pé direito baixo, não conta sequer com umidificadores, tampouco com ar condicionado ou similares.


Dado ao desconforto causado ao cliente, de cara percebemos que o bar está longe de ser um local romântico. Sorte dos fumantes, que tem à sua disposição mesas altas, daquelas com banquetas, no passeio, única área descoberta.

É notável, desde que se entra no bar, o capricho dos proprietários com os pequenos detalhes, que vão do cardápio à decoração das paredes, e buscam levar ao comensal uma atmosfera retrô.


Assim que se assenta à mesa, o garçom chega com a já conhecida jarra de água fria filtrada, que é cortesia da casa.


A primeira bebida que experimentei foi uma caipirinha de maracujá ($ 15), boa sugestão dada pelo garçom.


Mesmo vindo com um picolé da mesma fruta, a bebida não se tornou doce ou enjoativa, e contribui bastante para que nos refrescássemos.


Mais tarde experimentaríamos também o mojito ($ 15), que é o melhor que já bebi em BH! Veio muito a calhar, pois era ainda mais refrescante que a caipirinha.


Além dos drinques, há cervejas em garrafa de 600 ml ($ 8,5 a Original) e vinho da casa, a preço mais convidativo que os em garrafas fechadas.

Por mais que o garçom tivesse nos sugerido o peixe no papilote, refeição esta que seria preparada pela chef da casa em um programa da Globo, preferimos petiscar. Escolhemos a porção de pastéis de vento com frango e espinafre ($ 32), para começar.


Nela, os pequeninos pastéis são fritos sem recheio. Cabe ao cliente abri-los e recheá-los com o creme, que além de frango e espinafre, leva também castanhas de caju.




Outro quitute que ficamos conhecendo foi o escondidinho de cogumelos ($ 19), descrito no cardápio como entrada, mas que encerra bem a noite daqueles que têm menor apetite. Trata-se de uma porção individual, onde o purê de batatas esconde o fundo de cogumelo paris, funghi e shimeji.


Fizemos este último pedido cinco minutos antes do encerramento da cozinha, que aconteceria às 22:30h. Ocorre que quando o escondidinho chegou, dez minutos após, os garçons já estavam recolhendo as mesas, e isso causou uma tremedeira horrorosa no chão da varanda, o que fez do simples ato de comer uma difícil tarefa. Encerrado o prato, às 22:50h, só nos restou tomar o caminho da roça. Tive muita pena do único casal que ali permaneceu, o qual ainda tinha mais meia garrafa de espumante por degustar. Nada romântico, volto a dizer, e sequer hospitaleiro.



Notas:

Ambiente: 2
Atendimento: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Birosca s2
Rua Silvianópolis, 483 – Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2551-8310
Pagamento: aceita cartão de débito
Preço médio por pessoa: R$ 70,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Koqueiro's Bar- 10/01/2015

Havia experimentado o prato Três de Minas em uma das caravanas de bares em 2014, e gostei muito do que comi! Nada de muito inventivo, é bem verdade, mas um petisco que convenceu pelo bom tempero e pelas possibilidades de se combinar o doce com o salgado. Aliás, ao incluir no prato as bananas fritas e a geléia de abacaxi, estaria o Koqueiro’s prevendo o tema do Comida di Buteco 2015?




Explicando melhor o tira-gosto, trata-se de um combinado de três das mais mineiras comidas de boteco: carne de panela, língua ao molho e moela ensopada. Escoltando as vasilhas que recebem os petiscos, bananas perfeitamente fritas, e uma geléia de abacaxi picante que, de tão interessante, levamos para a casa (cobram $ 10 por um pote de 300 ml). O prato, por sua vez, atende duas pessoas com fartura, e custa $ 27,9.





Uma nota triste, informada pelo prestativo garçom, é que o Três de Minas não mais será servido a partir de maio. Contudo, cada um dos três itens será oferecido individualmente, como já acontece hoje, com “pãozinho pra moiá” e a preços razoáveis, que vão de treze a dezenove pratas.

Para ajudar na comilança, o freguês deve pedir uma Original bem gelada ($ 8) ou alguma das cachaças em dose (a partir de $ 4). O bar, simples e pequeno, costuma reproduzir DVD’s de Pop-Rock na TV. Exceção feita aos dias de jogos de futebol, ou às datas em que há um samba ao vivo, quando fica muito cheio e, portanto, menos recomendável aos que buscam aconchego.


Uma última dica é a dos pratos do dia, tal qual nos bares mais tradicionais da cidade. De terça a sexta são encontrados petiscos exclusivos, a exemplo do joelho de porco com feijão tropeiro, feito às quintas-feiras. Ótima desculpa para voltar lá qualquer dia destes.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


Koqueiro’s Bar
Av. Silviano Brandão, 1293 - Sagrada Família - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2510-7025
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 45,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Expresso 500 - 11/12/2014

A curiosidade em conhecer o Expresso 500, aberto no início do ano, se deu por este funcionar somente às quintas-feiras, particularidade que eu jamais havia visto. Outro aspecto singular do mesmo, notada ao se chegar á casa, é a porta fechada, sendo preciso anunciar a sua presença pelo interfone do local.

Ao subir o primeiro lance de escadas, o dono do estabelecimento recebe pessoalmente os clientes, fazendo uma breve explicação sobre o conceito do bar, que pretende ser uma empresa sustentável, e apresentando ao cliente a horta, cuja produção é aproveitada na cozinha. Para se chegar ao botequim propriamente dito, é necessário subir mais um lance de escadas, e finalmente poder desfrutar de seu belíssimo e aconchegante ambiente.


Outras duas características anunciadas pelo anfitrião, que bem poderiam ser copiadas por outros estabelecimentos, são a oferta gratuita de água filtrada, e a não cobrança dos 10% de serviço, seja na conta ou verbalmente.


Entrando na parte alcoólica, é com as cervejas mineiras que o bar abastece seus congeladores. Dela saem rótulos da Backer, da Wäls e da Cervejaria Inconfidentes, como a Grimor 21, que é uma herb beer desta última. Outra bebida muito presente no Expresso 500 é a cachaça, exposta em coleção invejável nas prateleiras da casa, mas com oferta de doses restrita a algumas dezenas delas, uma das quais de fabricação própria.


Ainda que o botequim não tenha pares no quesito ambiente e ofereça um bom atendimento – exagerando no serviço vez por outra -  o mesmo não foi observado em relação à cozinha, aspecto este de maior importância nas nossas avaliações. A porção de bolinhos de carne seca com requeijão de raspa, que pedimos como entrada, é saborosa, mas nada que chegue perto dos melhores bolinhos da cidade maravilhosa, por exemplo. Custando R$ 35,00 e com os quitutes em tamanho pra lá de acanhado, não conseguiu reduzir a ansiedade dos presentes à mesa – éramos três.




Antes de escolhermos a próxima iguaria, decidimos consultar o garçom, para que nos fosse servido um prato de fato, se é que me entendem. Como é de praxe em 99% dos estabelecimentos, ele indicou a mais cara das porções, no caso a carne de sol com mandioca (R$ 53,00), garantindo que desta vez seríamos bem servidos.


Quando esta chegou à mesa, vimos um prato realmente maior, porém longe de ser caprichado. O desapontamento se tornou maior pelo ponto de cozimento da mandioca, cuja textura se aproximava a de um purê. Reclamamos, e nos foi levada uma porção à parte de mandioca no ponto correto, quando já não mais havia carne de sol. Sobre esta, que é produzida pelo próprio chef, entendo que poderia ter sido mais bem dessalgada. É bom dizer, aliás, que a presença de um chef de cozinha foi o que aumentou a nossa expectativa e exigência. De toda forma, a atmosfera e a vista, irretocáveis, fazem valer no mínimo uma visita ao Expresso 500. Vai depender do que se busca em um bar.




Notas:

Ambiente: 5
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Expresso 500
Rua Frei Orlando, 500 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 8847-0804
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 75,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.