A inauguração da Birosca S2, em 2013, causou certo alvoroço à época. Em um bairro dominado por botecos, era o primeiro estabelecimento com proposta de bistrô surgido por ali. Funcionando em uma casa anteriormente residencial, foi neste janeiro que pudemos, finalmente, conhece-lo.
A visita aconteceu em uma terça-feira, dia em que acharíamos mesas disponíveis, e foi exatamente o que encontramos. Era uma noite quente, e sentimos um verdadeiro choque térmico ao transpassarmos o portão. O lugar, de pé direito baixo, não conta sequer com umidificadores, tampouco com ar condicionado ou similares.
Dado ao desconforto causado ao cliente, de cara percebemos que o bar está longe de ser um local romântico. Sorte dos fumantes, que tem à sua disposição mesas altas, daquelas com banquetas, no passeio, única área descoberta.
É notável, desde que se entra no bar, o capricho dos proprietários com os pequenos detalhes, que vão do cardápio à decoração das paredes, e buscam levar ao comensal uma atmosfera retrô.
Assim que se assenta à mesa, o garçom chega com a já conhecida jarra de água fria filtrada, que é cortesia da casa.
A primeira bebida que experimentei foi uma caipirinha de maracujá ($ 15), boa sugestão dada pelo garçom.
Mesmo vindo com um picolé da mesma fruta, a bebida não se tornou doce ou enjoativa, e contribui bastante para que nos refrescássemos.
Mais tarde experimentaríamos também o mojito ($ 15), que é o melhor que já bebi em BH! Veio muito a calhar, pois era ainda mais refrescante que a caipirinha.
Além dos drinques, há cervejas em garrafa de 600 ml ($ 8,5 a Original) e vinho da casa, a preço mais convidativo que os em garrafas fechadas.
Por mais que o garçom tivesse nos sugerido o peixe no papilote, refeição esta que seria preparada pela chef da casa em um programa da Globo, preferimos petiscar. Escolhemos a porção de pastéis de vento com frango e espinafre ($ 32), para começar.
Nela, os pequeninos pastéis são fritos sem recheio. Cabe ao cliente abri-los e recheá-los com o creme, que além de frango e espinafre, leva também castanhas de caju.
Outro quitute que ficamos conhecendo foi o escondidinho de cogumelos ($ 19), descrito no cardápio como entrada, mas que encerra bem a noite daqueles que têm menor apetite. Trata-se de uma porção individual, onde o purê de batatas esconde o fundo de cogumelo paris, funghi e shimeji.
Fizemos este último pedido cinco minutos antes do encerramento da cozinha, que aconteceria às 22:30h. Ocorre que quando o escondidinho chegou, dez minutos após, os garçons já estavam recolhendo as mesas, e isso causou uma tremedeira horrorosa no chão da varanda, o que fez do simples ato de comer uma difícil tarefa. Encerrado o prato, às 22:50h, só nos restou tomar o caminho da roça. Tive muita pena do único casal que ali permaneceu, o qual ainda tinha mais meia garrafa de espumante por degustar. Nada romântico, volto a dizer, e sequer hospitaleiro.
Notas:
Ambiente: 2
Atendimento: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2
Média final: 2,5 estrelas
Birosca s2
Rua Silvianópolis, 483 – Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2551-8310
Pagamento: aceita cartão de débito
Preço médio por pessoa: R$ 70,00*
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.























.jpg)









Quero conhecer o local Pedrão, mas espero ter mais sorte e não presenciar esta desagradável situação narrada no final.
ResponderExcluirGostei da área para fumantes 😃👍
Dede
Meu amigo Dedé, obrigado pela visita ao blog, e espero que você tenha muito boa sorte na sua visita!
ExcluirUm abraço.