Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mes Amis - 14/02/2012

Se a proposta do Restaurant Week é democratizar o acesso à chamada alta gastronomia, eis que este blog se fez comparecer em um dos cinquenta participantes da primeira edição de 2012, acompanhado para tanto de esposa e amigos. Tendo a não concordar, devo dizer, com a rotulação adotada por muitos chefs e pela própria organização do evento, que divide a gastronomia em alta e baixa. É claro que não sou do meio, mas assim como alguns gastrônomos já vem difundindo, opto por qualificar os produtos desta arte como bons ou ruins, da mesma forma como se classifica qualquer outra coisa. Na mesma linha, permaneço discordando que, para os padrões belo-horizontinos, seja barato dispensar R$ 100,00 por casal em um jantar sem bebidas. Procuro aqui deixar claro esta minha opinião por acreditar que a boa comida, esta sim, deva ser democratizada cada dia mais.

 Isto compartilhado, explico agora os motivos que me levaram a escolher o Mes Amis dentre tantos outros, tendo sido o primeiro deles uma inesperada conversa com o pentacampeão Junior, um dos proprietários do estabelecimento, na Saideira do Comida di Buteco 2011, ou seja, meses antes da sua inauguração. Em seguida a casa levaria o troféu de restaurante revelação pela Revista Veja, o que aumentaria a minha curiosidade pelo lugar. Por fim, achei a sua fachada muito bonita ao passar de frente ao próprio, caminhando rumo ao Albanos certo dia. Assim, quando surgiu a relação dos participantes, entendi que poderia ser a oportunidade que eu aguardava.

Chegando por lá em uma terça-feira para o almoço, horário único em que participou do festival, fomos bem recepcionados e conduzidos a uma das mesas do segundo piso, como era o nosso desejo. Da janela envidraçada pudemos avistar o Trindade Bistrô e o Restaurante Carlotta, outras duas novas empreitadas de Lourdes situadas na contra esquina do Mes Amis. Olhando para o interior do salão, observamos como o local seria tomado pela clientela em questão de minutos.

O garçom chegou para nos atender e, como o tempo era escasso, fomos logo pedindo o menu do Restaurant Week, de modo que não foi possível ter noção das cartas de bebidas ou mesmo de outros pratos da casa. Seja para entrada, prato principal ou sobremesa, Vivian e eu optamos por pratos diferentes, de modo que poderíamos experimentar uma maior diversidade de sabores. Dessa forma, demos início pelo ótimo Escondidinho de maçã de peito com purê de cará gratinado ao Brie, e pela razoável Porqueta com bouquet de folhas verdes e compota de frutas secas, que no meu entendimento poderia ser composto por mais folhas e frutas secas e menos fatias de porqueta. 

Como prato principal fomos de Risoto de linguiça com ervilhas, excelente, e também de Meio galeto grelhado com batata doce e molho Velouté de sálvia, este com a ave servida em temperatura inadequada, além das batatas doces apresentarem uma textura que, definitivamente, não apreciei.

Por fim, foram as sobremesas que apresentaram a menor variação de sabores, pois apesar de alguma superioridade do Sorvete de queijo com calda de goiabada ante o Mousse de chocolate com calda de morangos, ambas as opções são boas e nada mais. Tudo acompanhado por água mineral Ingá Premium (R$ 3,80 a garrafa de 300 ml), que fora o mais condizente com aquele meio de jornada. 

O serviço dos garçons não se destaca, é comum. Já o ambiente é interessante sim, envolto por grandes vidraças e dispondo de uma varanda que, dependendo do clima, permite se aproveitar a circulação natural de ar. Todavia, depois de tê-lo visitado, permaneço considerando o Mes Amis mais atrativo quando visto da rua. Ademais a sua gastronomia não supriu as minhas expectativas, que não escondo, podem sim ter sido exageradas.


Notas Pedrão:

Ambiente: 4
Bebidas: 4
Comida (peso 2): 3
Público: 4
Serviço: 2
Custo-benefício: 2

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebidas: 5
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 2
Custo-benefício: 2

Média Final: 3 estrelas


Mes Amis
Rua Rio de Janeiro, 1973 - Lourdes
Tel: 2526-4888
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Zero Grau - 04/02/2012


A Choperia Zero Grau, que já funcionou durante um bom tempo no endereço que hoje abriga o Mixido Bar, na Avenida do Contorno, é uma velha conhecida na cidade. As carnes na brasa sempre foram a especialidade da cozinha deste bar, que tinha no happy hour a sua especialidade quando na Savassi. Hoje esta opção pareia com os almoços diários servidos na unidade remanescente, do bairro Buritis.

No ano passado estive no Zero Grau em algumas oportunidades, seja para almoçar o bufê a quilo (R$ 22,00) ou para assistir a jogos do Galo em algum dos telões que a casa disponibiliza. Porém da ultima vez, em fevereiro deste ano, estivemos por lá motivados pela propagando de um bom Samba aos sábados à tarde. Ocorre que a especialidade da banda Pega Samba na verdade é o pagode, que infelizmente não foi executado como esperávamos. Vale lembrar que o ingresso no bar custa R$ 10,00 às mulheres e R$ 15,00 aos homens.

Nos sábados de samba também não são comercializadas as tradicionais cervejas em garrafa de 600 ml, mas tão somente Skol em lata ou Chopp Krug bier em copos plásticos de 300 ml, ambos a R$ 4,50. Além destes, há também combinados de vodka com energético, a exemplo do balde com uma garrafa de Orloff acompanhada de seis latas de Red Bull, pelo qual se paga R$ 88,00.

Os quitutes, que até pela dificuldade em comermos foram dispensados naquela ocasião, também são oferecidos em cardápio reduzido. Entretanto os razoáveis preços de sempre permanecem, a exemplo da picanha, pela qual se paga não mais do que R$ 7,00 em cada 100g.

A infraestrutura do Zero Grau, que conta com um amplo salão interno e uma área descoberta com playground, é satisfatória, faltando apenas que os banheiros, de porte razoável, fossem limpos com maior frequência. Já o atendimento se assemelha ao de outras casas com samba, onde os garçons se esforçam para dar conta do recado em meio à lotação característica.

Dentre o público de sábado, observei que a faixa compreendida entre os 18 e os 25 anos predomina, até pelo gênero da apresentação. Seja como for, e até em função das frequentes blitzes de lei seca, a Choperia deve ser levada em conta por ser das poucas que oferece música ao vivo na Região do Buritis.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso dois): 3
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Choperia Zero Grau
Av. Mário Werneck, 1290 – Buritis
Tel: 3378-6858
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Bananeiras Bar - 03/02/2012


No Bananeiras Bar já havíamos comparecido em algumas oportunidades, porém não tantas quanto eu gostaria de ter ido, o que se explica pela recusa do "dinheiro de plástico" naquele botequim até o ano de 2011, aliado ao fato deste blogueiro nem sempre estar provido de cash ou do talão de cheques. Entretanto esta realidade mudou a partir do presente ano, quando o Vianey, simpático proprietário com o qual já tive oportunidade de prosear inclusive sobre este assunto, divulgou a boa nova no site do Bananeiras e nas redes sociais das quais participa.


Quando ali aterrissamos para a primeira visita do ano, eis que pudemos reencontrar aquele que talvez seja o mais agradável "quintal bar" da nossa cidade. De acordo com a descrição encontrada no próprio site do Bananeiras, o lugar é destinado a quem "aprecia um bom petisco, curte a natureza como por exemplo Serra do Cipó, Lavras Novas, Ibitipoca, Cabeça de Boi, Milho Verde, Macacos ou até mesmo sente saudades do quintal da vovó". Por estas palavras é possível imaginar o rústico ambiente que será encontrado, com direito a mesas sobre antigas máquinas de costura e claro, bons exemplares da planta tropical que dá nome à casa.


Depois de termos escolhido a nossa mesa, pedi uma Brahma (R$ 5,20) para apreciar com um grande amigo que nos acompanhava. Já a Vivian foi de limonada, que é preparada como na roça, com limões capeta e utilizando-se tão somente o suco da fruta, diferentemente das hoje pasteurizadas suiças que vemos aos montes por aí. Além de tudo é servida em uma caneca de alumínio, o que logo nos remeteu à nossa infância.


Para petiscar o bar oferece cerca de vinte opções. Em outras ocasiões experimentamos o bolinho de abóbora com carne seca e a Maria Fumaça, prato cuja receita foi compartilhada em uma das edições do Programa Viação Cipó, da TV Altrerosa. Porém da última vez quisemos explorar mais o cardápio, e demos início pela honesta porção de pastéis de angu, pela qual se paga R$ 15,00 em dez unidades, sendo a primeira metade de carne moída e a segunda de frango com catupiry.

Na sequência emendamos uma fumegante panelinha de moelas com mandioca cozida (R$ 22,00), que mesmo não sendo a melhor receita da cidade (lembro-me sempre da moela do Bartiquim e do finado Aconchego da Floresta), também não decepciona, sobretudo porque aquele miúdo formou um casamento perfeito com a brasileiríssima raiz.


O público do Bananeiras varia de turmas a casais, e o atendimento, apesar de eventualmente lento, é sempre cordial. Já os banheiros são limpos e, mesmo individuais, atendem razoavelmente a demanda média do bar.

Caso ainda não conheça o botequim, atente-se à numeração da rua quando for visitá-lo pela primeira vez, e não se assuste quando avistar uma típica casa residencial à frente do mesmo. Entre pelo comprido corredor à esquerda desta, e viva todas as sensações que o Bananeiras Bar pode lhe propiciar.


Notas Pedrão:
Ambiente: 5
Bebida: 5
Comida (peso 2): 4
Público: 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:
Ambiente: 5
Bebida: 5
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média Final: 4 estrelas


Bananeiras Bar
Rua Rubi, 525 – Prado
Tel: 3372-2571
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