Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Oratório - 15/01/2015

Já tem alguns anos que este quarteirão, com início no Brasil 41 e término no Oratório Bar, é um dos mais disputados do carnaval de BH. Nossa última passada por ali, contudo, aconteceu um pouco antes da festa, ainda em janeiro.

Era um final de tarde da mais encalorada semana que se tem notícia, quando julgamos que o amplo e descoberto passeio do Oratório nos seria uma das mais refrescantes opções. Como chegamos poucos minutos depois da abertura do bar, pudemos escolher a mesa com tranquilidade.


É engraçado observar como a minha noção de tempo se perde vez por outra, pois apesar do Oratório constar em meus registros mentais como um bar novo, o mesmo já caminha para o seu sétimo aniversário.  Pode se dizer, portanto, que o boteco já está mais do que consolidado no cenário gastronômico da cidade.


O casarão onde o mesmo funciona é um capítulo à parte. Com a fachada bem conservada, e situado de frente à igreja de Santa Efigênia dos militares, é capaz de transmitir ao cliente uma sensação de nostalgia que, particularmente, muito aprecio.


No dia desta última visita, bebi cerveja Austria Beer ($ 8,90), mas também experimentei duas de suas “CaipFrutas Smirnoff” (R 11,90). A primeira delas, deliciosa e refrescante, foi preparada com Kiwi.


A outra, igualmente interessante, recebia maracujá. São muito bem feitas e, para quem não deseja consumir álcool, podem ser preparadas sem a adição da vodca, e a preço de suco ($ 4,50).


Para comer, a nossa primeira escolha foi uma porção de frios, porém a mesma não estava disponível. Pedimos então o Mercado Central, que nada mais é do que fígado com jiló, mas também não tinha. Na terceira tentativa, quisemos o Bão pra caramba (R$ 33,90), que é a maçã de peito reservada na lata, acompanhada de mandioca cozida, e novamente recebemos uma negativa, sempre seguida da sugestão de um dos “especiais”, que são mais caros. Já estávamos decididos a pedir a conta e ir para outro bar, quando a garçonete voltou dizendo que era possível servir a nossa última alternativa.


O que ela não disse é que se trata de uma senhora porção, não apenas saborosa, como também generosa. A carne de lata, muito bem temperada, se desmanchava, enquanto a mandioca cozida, bastante macia, leva equilíbrio ao prato.


O nosso veredicto sobre o Oratório, por fim, só não será completamente favorável em razão do serviço. Não falo apenas dos garçons, vez por outra desatentos, mas também da cozinha, que deixou de nos servir duas porções por falta de ingredientes em estoque. Se estiver em um dia de bom humor, com paciência para relevar o que foi relatado, vá e se delicie!


Notas:

Ambiente: 4
Atendimento: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5 estrelas


Oratório
Av. Brasil, 161 – Santa Efigênia - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3241-7112
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 60,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Birosca S2 - 13/01/2014

A inauguração da Birosca S2, em 2013, causou certo alvoroço à época. Em um bairro dominado por botecos, era o primeiro estabelecimento com proposta de bistrô surgido por ali. Funcionando em uma casa anteriormente residencial, foi neste janeiro que pudemos, finalmente, conhece-lo.


A visita aconteceu em uma terça-feira, dia em que acharíamos mesas disponíveis, e foi exatamente o que encontramos. Era uma noite quente, e sentimos um verdadeiro choque térmico ao transpassarmos o portão. O lugar, de pé direito baixo, não conta sequer com umidificadores, tampouco com ar condicionado ou similares.


Dado ao desconforto causado ao cliente, de cara percebemos que o bar está longe de ser um local romântico. Sorte dos fumantes, que tem à sua disposição mesas altas, daquelas com banquetas, no passeio, única área descoberta.

É notável, desde que se entra no bar, o capricho dos proprietários com os pequenos detalhes, que vão do cardápio à decoração das paredes, e buscam levar ao comensal uma atmosfera retrô.


Assim que se assenta à mesa, o garçom chega com a já conhecida jarra de água fria filtrada, que é cortesia da casa.


A primeira bebida que experimentei foi uma caipirinha de maracujá ($ 15), boa sugestão dada pelo garçom.


Mesmo vindo com um picolé da mesma fruta, a bebida não se tornou doce ou enjoativa, e contribui bastante para que nos refrescássemos.


Mais tarde experimentaríamos também o mojito ($ 15), que é o melhor que já bebi em BH! Veio muito a calhar, pois era ainda mais refrescante que a caipirinha.


Além dos drinques, há cervejas em garrafa de 600 ml ($ 8,5 a Original) e vinho da casa, a preço mais convidativo que os em garrafas fechadas.

Por mais que o garçom tivesse nos sugerido o peixe no papilote, refeição esta que seria preparada pela chef da casa em um programa da Globo, preferimos petiscar. Escolhemos a porção de pastéis de vento com frango e espinafre ($ 32), para começar.


Nela, os pequeninos pastéis são fritos sem recheio. Cabe ao cliente abri-los e recheá-los com o creme, que além de frango e espinafre, leva também castanhas de caju.




Outro quitute que ficamos conhecendo foi o escondidinho de cogumelos ($ 19), descrito no cardápio como entrada, mas que encerra bem a noite daqueles que têm menor apetite. Trata-se de uma porção individual, onde o purê de batatas esconde o fundo de cogumelo paris, funghi e shimeji.


Fizemos este último pedido cinco minutos antes do encerramento da cozinha, que aconteceria às 22:30h. Ocorre que quando o escondidinho chegou, dez minutos após, os garçons já estavam recolhendo as mesas, e isso causou uma tremedeira horrorosa no chão da varanda, o que fez do simples ato de comer uma difícil tarefa. Encerrado o prato, às 22:50h, só nos restou tomar o caminho da roça. Tive muita pena do único casal que ali permaneceu, o qual ainda tinha mais meia garrafa de espumante por degustar. Nada romântico, volto a dizer, e sequer hospitaleiro.



Notas:

Ambiente: 2
Atendimento: 2
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Birosca s2
Rua Silvianópolis, 483 – Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2551-8310
Pagamento: aceita cartão de débito
Preço médio por pessoa: R$ 70,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Koqueiro's Bar- 10/01/2015

Havia experimentado o prato Três de Minas em uma das caravanas de bares em 2014, e gostei muito do que comi! Nada de muito inventivo, é bem verdade, mas um petisco que convenceu pelo bom tempero e pelas possibilidades de se combinar o doce com o salgado. Aliás, ao incluir no prato as bananas fritas e a geléia de abacaxi, estaria o Koqueiro’s prevendo o tema do Comida di Buteco 2015?




Explicando melhor o tira-gosto, trata-se de um combinado de três das mais mineiras comidas de boteco: carne de panela, língua ao molho e moela ensopada. Escoltando as vasilhas que recebem os petiscos, bananas perfeitamente fritas, e uma geléia de abacaxi picante que, de tão interessante, levamos para a casa (cobram $ 10 por um pote de 300 ml). O prato, por sua vez, atende duas pessoas com fartura, e custa $ 27,9.





Uma nota triste, informada pelo prestativo garçom, é que o Três de Minas não mais será servido a partir de maio. Contudo, cada um dos três itens será oferecido individualmente, como já acontece hoje, com “pãozinho pra moiá” e a preços razoáveis, que vão de treze a dezenove pratas.

Para ajudar na comilança, o freguês deve pedir uma Original bem gelada ($ 8) ou alguma das cachaças em dose (a partir de $ 4). O bar, simples e pequeno, costuma reproduzir DVD’s de Pop-Rock na TV. Exceção feita aos dias de jogos de futebol, ou às datas em que há um samba ao vivo, quando fica muito cheio e, portanto, menos recomendável aos que buscam aconchego.


Uma última dica é a dos pratos do dia, tal qual nos bares mais tradicionais da cidade. De terça a sexta são encontrados petiscos exclusivos, a exemplo do joelho de porco com feijão tropeiro, feito às quintas-feiras. Ótima desculpa para voltar lá qualquer dia destes.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


Koqueiro’s Bar
Av. Silviano Brandão, 1293 - Sagrada Família - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2510-7025
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 45,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.