Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Bar do Salomão - 14/03/2014

O Bar do Salomão é assumidamente atleticano e, de fato, lá não se vê cor além do preto e do branco, sobretudo nos dias de jogo. Ainda que alvinegro de coração, presumo que todo e qualquer cliente seja bem vindo ali, até porque o boteco funciona em outros dias e horários além de quando o Galo entra em campo.

 


Cravado na esquina de Rua do Ouro com Amapá há 60 anos, o botequim costuma oferecer pratos feitos durante a semana, que ainda não experimentei. Além do almoço, há apresentações musicais, como as de chorinho que acontecem às quintas-feiras, e o samba de sábado à tarde.

 


Na minha última visita, justamente em um sábado, pudemos apreciar o samba de Lucas Fainblat e sua banda. Melhor ainda é ficar na roda que se forma em torno dos músicos, deixando a mesa como ponto de apoio para a garrafa de Antarctica (R$ 6,50), cujos casos ficam esbranquiçados de tão gelados.

 


Para beliscar, a primeira pedida foi uma porção de bolinhos de mandioca com carne seca (R$ 18,00), que bem poderiam ser mais avolumados.

 



Mais tarde, na saideira do samba e com grande parte de mesas e cadeiras já recolhidas, comemos também meia porção de língua ao molho (R$ 16,00). Bem temperado e desmanchando-se na boca, o petisco vai à mesa submerso em um espesso molho, que torna o pãozinho indispensável à sua completa degustação. Uma enorme pena que eu tenha tido problemas com a foto desta porção, que será incluída tão logo eu volte ao Salomão.

Para quem gosta de botecos em sua essência, trata-se de visita obrigatória, afinal poucos são os que ultrapassam meio século de vida mantendo boa qualidade, e ainda grande parte de suas característica originais.



Notas: 

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 4 
Comida (peso 2): 3
Custo-benefício: 3


Média final: 3 estrelas


Bar do Salomão
Rua do Ouro, 895 – Serra – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3221-5677
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 40,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Bar da Cida - 23/02/2014

Belo Horizonte, em sua considerável extensão territorial, apresenta características peculiares em cada uma das suas Regionais, o que é observado também nos bares. Nas Zonas Leste e Oeste, é mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que um boteco aberto em um domingo à noite. O mesmo não acontece na Zona Norte e na Pampulha, onde os frequentadores, que não dão a mínima para o Fantástico, ocupam os botecos até mais tarde, forçando os comerciantes a transferirem o dia de descanso para as segundas-feiras.
 


Legítimo representante do segundo grupo, e apresentando filas em pleno domingo, o Bar da Cida é um boteco em sua essência, e hoje se encontra dentre os melhores da cidade. Tendo recebido algumas reformas ao longo de sua existência, que lhe permitiram ter dois ambientes internos além do disputado passeio, oferece à clientela banheiros mais amplos que no passado, estes sempre limpos e bem cuidados.
 


O atendimento é outro destaque da casa, muito mais pela simpatia e despojamento das garçonetes do que pelo formalismo que eventualmente exigimos. No Bar da Cida não há funcionários homens, e as suas meninas conseguem fazer a clientela se sentir à vontade, como deve ser em todo boteco de verdade.
 
Geladíssima, a cerveja é vendida a preços honestos, com as garrafas de 600 ml custando entre R$ 5,70 (Brahma) e R$ 6,50 (Serramalte). Há também meia dúzia de rótulos de cachaça, a exemplo da Boazinha (R$ 4,50), de Salinas, e drinks como caipirinha (R$ 6,50) e caipiríssima (R$ 7,00).
 
Não fugindo das demais características da casa, a cozinha também é clássica de boteco, tendo fisgado a clientela primeiramente pelo caldo, há mais de 20 anos atrás. Atualmente, tem feito muito sucesso a porção de tilápia a dorê acompanhada de molho tártaro (R$ 27,00). Optamos, porém, por meia-porção de rabada com batatas (R$ 19,00), que é servida com um pãozinho de sal.
 

Em quantidade que atende duas pessoas, a rabada é bem temperada e bem cozida, desmanchando-se na boca. Coberto por cebola fatiada e cebolinha picada, é um dos petiscos que tem a cara do bar.
 


Não poderíamos deixar o famoso botequim, campeão do Comida di Buteco em 2008, sem degustar novamente o seu ótimo caldo. Custando R$ 6,00 cada um, pode ser de mandioca, de feijão ou misto, que foi a nossa escolha.
 


Espesso e saboroso, é coberto por torresmos e cebolinha picada, e fecha bem qualquer butecada.
 
 
Notas:
 
Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 5
 
Média final: 4 estrelas
 
 
Bar da Cida
Rua Numa Nogueira, 287 – Floramar - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3434-8715
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 35,00*
 
*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pavão Azul - Rio de Janeiro - 25/01/2014

O Rio de Janeiro continua lindo e, além disso, uma verdadeira perdição aos butequeiros de plantão. Prova disso é a existência de bares como o Pavão Azul, em Copacabana, que além de excelente "pós-praia", é atualmente o melhor boteco da cidade pelo juri da Veja Rio, escolha esta mais do que justa.


Situado na Rua Hilário de Gouveia, 71, quase esquina com Barata Ribeiro, o botequim alcançou tamanho sucesso que foi necessário abrir um anexo, logo em frente à matriz, apelidado pela clientela de Pavãozinho. Nesta nossa primeira visita permanecemos no ponto original e, logo ao chegar, encontramos duas banquetas disponíveis, estas utilizadas como mesas improvisadas até que surgissem vagas no movimentado bar.


Para beber, cerveja Original a R$ 7,50, ou o tradicional chopp da Brahma, que é vendido a preço bem honesto, custando R$ 4,50 cada tulipa de 300 ml. Tirado por um funcionário especializado no assunto, que trabalha dentro do balcão, a bebida chega cremosa e refrescante para o cliente.


É bom dizer que não apenas este empregado se destaca, mas também os ágeis e simpáticos garçons, e ainda a proprietária do bar, que está sempre atenta ao que acontece no Pavão Azul. Impossível não falar também das cozinheiras, que preparam belos pratos - inclusive refeições executivas de segunda a sexta - e os excelentes quitutes que fizeram a fama do bar.


Falando em petiscar, já demos início pelas recomendadíssimas pataniscas de bacalhau, que custam R$ 2,30 a unidade, e são servidas em quantidade mínima de quatro unidades. Explicando, são bolinhos de bacalhau sem a batata, mas com muito, muito sabor!


Sendo fritos na hora, chegam à mesa quetinhos. Sua casquinha é crocante, mas o interior é macio e suculento. Neles é possível notar que o bacalhau desfiado é temperado com cebola e cebolinha, tornando cada mordida um enorme prazer!


Além das maravilhosas pataniscas, experimentamos também pastéis de queijo com tomate seco, a R$ 2,00 cada unidade, e também a porção de bolinhos de feijoada, que vai com 5 unidades e custa R$ 10,00.



Todos as opções de tira-gosto, pelo que notamos, são muito bem executadas. De um lado um cliente sugeria um belíssimo bife a milanesa e, um pouco mais à frente, um gringo destrinchava uma rabada com agrião e batatas pra lá de convidativa!


Encerro esta resenha expressando a minha satisfação por ter conhecido este bar, que é lugar de gente boa, preços honestos, e uma cozinha de dar inveja! Cada boa recomendação que recebi foi confirmada, e que o mesmo aconteça com os nossos leitores.


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Custo-benefício: 5

Média final: 4,5 estrelas


Pavão Azul
Rua Hilário de Gouveia, 71 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2236-2381
Pagamento: aceita cartão de crédito e débito
Preço médio por pessoa: R$ 40,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas e, quando houver, serviço e couvert/entrada. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.