Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sábado, 30 de março de 2013

Underground Pub - 27/03/2013

Primeiro vi a indicação do Underground na Veja BH da semana passada. Depois conversei com o meu amigo Diogo, que tem um apartamento na rua do novo bar. Por fim, surgiu um recesso providencial na quinta-feira, que me propiciou uma calma visita em sua véspera.


À primeira vista, um grande estabelecimento situado em local de pouca tradição no segmento, próximo à TV Horizontes e à Mata da PUC. Não escondo ser um admirador dos vanguardistas que se arriscam em lugares ainda inexplorados, de modo que o sucesso da casa tem a minha torcida.


Passando pelo espaçoso e convidativo primeiro ambiente, onde há bons ombrelones na parte descoberta, chega-se ao interior da casa, este de decoração ainda mais encantadora.


Fazendo referência a um pub, nele há um charmoso balcão, além do palco e da mesa de sinuca.


Quase tudo remetendo às quatro rodas, que é a paixão de um dos donos, mas com a devida homenagem ao moto-clube dos outros dois sócios.


Alertados por um dos simpáticos garçons que a Brahma não estava em sua melhor temperatura, fomos de Devassa (R$ 6,00), que foi servida geladíssima do início ao fim da estada.


Para petiscar começamos pelo "Sacanagem e Capetinha" (R$ 15,00), que são duas conservas nos moldes dos botecos de antigamente. Uma com azeitona, salsicha, queijo e pimentão, e a outra de mortadela temperada enrolada em pimentões. Ácido e salgadinho, cumpre bem o papel de primeiro acepipe.


O outro petisco da noite seria uma porção de costelinha em ripa com batata e cebola (R$ 30,00). Nele, a costela é suculenta e coberta por molho barbecue. Entretanto as batatas e cebolas, geladas e também em conserva, deveriam ter sido levadas à mesa em recipiente separado, para não comprometer o sabor e temperatura da carne.


Falando de outro dos trunfos do bar, a música ao vivo acontece quase todo dia, e na quarta-feira da nossa visita o cliente dispensaria R$ 5,00 pela apresentação de uma banda de rock. Se for necessário o estacionamento, há não mais do que meia dúzia de vagas à frente do bar, que abre à noite de terça-feira em diante, e nos sábados e domingos a partir do meio dia.

Notas:

Ambiente: 5
Atendimento: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5 estrelas


Underground Pub
Av. Itaú, 540 - Dom Cabral - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3658-4313
Pagamento: cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 45,oo*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, ou quatro cervejas de 350 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Reza Forte - 23/03/2013 (Estabelecimento fechado)

Funcionando há pouco mais de seis meses, o Reza Forte ocupa uma grande casa de esquina no Prado, bairro este que é hoje sinônimo de boa "butecage". Para entrar no bar, o cliente deve subir por uma rampa antecedida por alguns degraus, que acabam por inviabilizar a acessibilidade ao local. Já dentro dele, são três os ambientes, quais sejam a varanda, o interior e o deck. No primeiro havia música ao vivo em alto volume, e no segundo era ensurdecedora a conversa entre os habitués. Assim, nos decidimos pelo terceiro, que era mais arejado e tranquilo.


Para beber, a casa lista meia dúzia de opções da AMBEV, além de alguns drinks e destilados. Comecei por uma Brahma (R$ 5,90), que tive de substituir pela Original (R$ 6,90) por aquela estar apenas fria. Já a Vivian optou por um suco natural de caju (R$ 3,90), que apesar de ser preparado com a fruta fesca, mostrou-se pouco consistente.

Dentre os 20 petiscos listados no cardápio, demos início por um pão de quatro queijos (R$ 4,90), já que os pães de alho e de azeitona, oferecidos por igual valor, estavam em falta. Bem fraco se comparado ao do Chico do Churrasco, que é a referência deste quitute na cidade.


A batata rosti de carne seca com quatro queijos, que custa R$ 29,90 e serve duas pessoas como refeição ou quatro como petisco, foi a nossa outra pedida. Ela demorou não mais do que 30 minutos para chegar, e foi à mesa perfumada e bem apresentada.


O sabor, por sua vez, não supriu as nossas expectativas. À batata faltou tempero, e dentre os quatro queijos aludidos, notamos a presença de catupiry, muçarela e cheddar. Acredito que a presença de algum queijo curado, ou qualquer outro que fosse mais insinuante, daria solução à ligeira insipidez.


Falando do atendimento, a garçonete Jussara se mostrou esforçada durante toda a nossa estada. O maior pecado da noite seria a inexistência de azeite para regar a rosti, e o mesmo deve ser creditado na conta dos administradores do Reza Forte. Ficamos nos perguntando como um bar que serve refeições executivas de segunda a sábado, ao preço de R$ 10,90, pode não dispor de tempero essencial como este.

Solicitada a conta, mais um deslize que deve ser aqui alertado, este referente à cobrança de couvert artístico (R$ 5,00 por pessoa) sem o prévio aviso, o que vai inclusive contra a lei que regula o assunto.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Atendimento: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 2

Notas Vivian:

Ambiente: 4
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Custo-benefício: 2

Média final: 2,5 estrelas


Reza Forte
Rua Brumadinho, 210-B - Prado - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3373-3023
Pagamento: recusa cartão de crédito, e aceita cartão de débito.
Preço médio por pessoa: R$ 55,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, ou quatro cervejas de 350 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.


segunda-feira, 18 de março de 2013

Obardô - 19/01/2013


Santa Tereza é um bairro muito conhecido pela sua tradição boêmia, apesar de não ser tão noturno quanto se propaga. Ainda assim, e por mais que sejam raras as opções para depois da meia noite, é inegável a grande quantidade de botecos que ali existem, daqueles que fecham cedo e não têm na cozinha o seu ponto forte. E foi recentemente, de dois ou três anos pra cá, que essa realidade começou a se transformar. Hoje há bares devidamente planejados para funcionarem como tal, muitos dos quais dispondo de carta própria de cervejas, barman e chef de cozinha. É este o caso do Obardô, um simpático botequim que abriu as suas portas há pouco mais de um ano.


Por eu ser um filho daquela região, me lembro de que na mesma loja funcionava qualquer comércio diurno. Quando me refiro ao seu espaço como um loja, é justamente por esta ter dimensões restritas, onde as paredes históricas jogam por terra qualquer plano de expansão dos donos. Avaliando pela ótica do cliente, é exatamente aí que reside a melhor notícia, visto que uma ampliação poderia por fim ao aconchego e à pessoalidade hoje viventes neste bar.

Para a nossa primeira visita, que aconteceu em um sábado de janeiro, fizemos reserva na véspera, até porque seria um grande grupo. Optamos pela mesa maior, que mesmo se destinando a dez pessoas, comportou doze numa boa. E isso sem prejudicar o bate papo entre os presentes, já que o seu formato, próximo ao de um quadrado, contribui com esta interação. Outro aspecto favorável à boa prosa foi o ótimo som vindo das pick ups, que aos sábados são comandas por Beto Haddad, dono do restaurante Bangkok. Aliado ao bom projeto acústico, o volume do som é adequado, e embala a noite sem incomodar os ouvidos mais sensíveis.

Ao explorar a carta de cervejas, pedi de início uma Backer Pilsen (R$ 9,00), que não existia. A segunda tentativa, que foi uma Austria Pilsen (R$ 8,00), também se frustrou. Na terceira, pedi uma Duff e finalmente consegui molhar a garganta, mas o alto preço de R$ 10,00 pela long neck me empurrou para cervejas convencionais como a Heineken e a Budweiser, ambas a R$ 5,00 no casco de 350 ml. Afora as geladas, experimentei  o delicioso drink cosmopolitan (R$ 15,00), pedido por minha irmã, através de quem provei também a Austria Golden Ale (R$ 12,00).


Para comer, foi o petisco Guacamole Obardô com Nachos (R$ 12,00) que abriu a porteira. Condimentado, acompanha bem a cerveja, mas irá afugentar os paladares menos resistentes à comida picante.

As iscas de frango ao molho de espinafre (R$ 21,00), mesmo tendo sido a mais conservadora pedida da noite, foi a que mais me agradou. Porém as bruschettas de tomate, muçarela de búfala e manjericão (R$ 17,00) também não decepcionaram.


Outra porção condimentada é a de bolinhos de arroz com um toque de curry e recheio de muçarela de búfala (R$ 14,00). Já as berinjelas assadas com passas, castanhas e cebolas (R$ 15,00) vão à mesa acompanhadas por mini pães sírios.


Os mais famintos também têm vez no Obardô, e podem ir tanto de sanduíche de filé mignon (R$ 15,00) quando de mexidão (R$ 18,00), que atende a uma pessoa somente, mas se mostra saboroso. No fim das contas, dentre “entradas”, petiscos, lanches e pratos, são quase trinta opções oferecidas. Junto da boa qualidade dos itens secundários, o cardápio de personalidade faz do agradável e climatizado bar um dos recomendáveis destinos da nova safra de botequins. A última dica é sobre a possibilidade de comandas separadas, coisa rara de se ver em BH.

Notas Pedrão

Ambiente: 5
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Atendimento: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 3


Média final: 3,5 estrelas


Obardô
Rua Mármore, 313 – Santa Tereza – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3654-1933
Pagamento: cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa: R$ 50,00*

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cerveja de 600 ml, ou quatro cervejas de 350 ml, ou dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.