Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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domingo, 10 de março de 2013

Dub - 18/01/2013


Ao Edifício Maletta, que é um dos mais lendários e conhecidos de Belo Horizonte, eu muito compareci quando universitário, na primeira metade da última década. Como já comentei na resenha que fiz sobre a Cantina do Lucas, a falta de grana sempre me empurrava para o Xoc Xoc, boteco este vizinho do cinquentenário restaurante. Ao segundo piso eu só subia quando para procurar livros a bom preço, em seus vários sebos, ou para almoçar em algum dos restaurantes baratos que ali existiam. Retornando a este pavimento alguns anos depois, vejo que a sua vocação sofreu algumas mudanças. Hoje, a convidativa varanda que margeia este nível do edifício é ocupada pelas mesas dos bares que ali surgiram. Diferentemente dos estabelecimentos do primeiro andar, onde as pessoas de meia idade e os funcionários públicos são maioria, esta nova leva de bares têm atraído da Zona Sul um público jovem e de classe média.


O último dos três a inaugurar, que é sobre o qual falamos hoje, foi o Dub, em meados de 2012. Como se estivesse pareando com o já consagrado Arcângelo Bar Café, funciona no espaço de frente à do seu vizinho mais velho, e ocupa loja similar, no tamanho e na proposta arquitetônica. A fórmula gastronômica também é a mesma, com criações de petiscos que fogem do comum, um barman preparando drinks inventivos, e a abolição das cervejas de 600 ml. A vista para o histórico prédio do Centro Cultural, que é um dos maiores atrativos do lugar, fecha a lista de semelhanças.


Para a primeira visita, fui em uma sexta-feira e cheguei por volta das 20h, horário em que a fila de espera já atingia a sua primeira dezena de pessoas. Não esperava nada diferente disso, e alguns minutos depois consegui um lugar junto ao balcão. Aliás, como são bons esses balcões, que não só permitem aguardar uma mesa com conforto, mas também conhecer um pouco da intimidade da casa. Falo da atividade de balconistas, barmans e cozinheiros.


Dez ou quinze minutos depois já seríamos chamados para uma das mesas na disputada varanda, e foi lá que tive acesso ao divertido cardápio. Vi que estava pagando R$ 5,00 pela gelada Heineken de 350 ml, e que diferentemente do anunciando neste, não estavam comercializando a Gold (R$ 4,70), que gosto mais. Já a carta de drinks não decepciona, e a razoável variedade destes é vendida a um preço médio de R$ 15,00.


Para petiscar, escolhemos a quesadilla (R$ 16,00), e chamamos a garçonete para maiores explicações. Ela nos disse que há três opções da mesma, quais sejam a de filé, a de frango e a vegetariana, e já enfatizou que a de carne bovina é a campeã de público. Confesso que me surpreendi com essa informação, pois imaginava que o gosto dos habitués fosse menos convencional, porém preferi acatar a sua sugestão. Quando o prato chegou, um desapontamento quanto à temperatura aquém do ideal, que foi neutralizado pela sua boa qualidade. Além de saboroso, o quitute é acompanhado de molho de pimenta chipotle, e também guacamole, esta ótima. Como éramos apenas dois, deixamos para outra oportunidade a porção de mini burguers da casa, que me pareceu bastante atraente.


Quanto ao atendimento, é bem verdade que se mostrou simpático, mas necessita de ajustes que poupem os nossos braços de estarem sempre levantados. Acertado este aspecto, faltaria apenas a inclusão das cervejas de 600 ml em seu cardápio, o que lhe tornaria perfeito aos olhos de um butequeiro. Como não acredito que essa mudança esteja nos planos da casa, passo a entendê-lo como uma nobre alternativa aos botecos dos arredores.


Notas:

Ambiente: 5
Atendimento: 2
Bebida: 3
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 3

Média final: 3,5 estrelas


Dub
Rua da Bahia, 1148 - 2º pavimento - Loja 5 - Centro - Belo Horizonte - MG
Tel: (31)3222-3527
Pagamento: Cartão de crédito ou débito
Preço médio por pessoa*: R$ 45,00

* Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um (preço médio), acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser: duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350ml, dois drinks, duas doses de cachaça ou duas taças de vinho.

sábado, 2 de março de 2013

Clube Mineiro da Cachaça - 17/01/2013


Por meio da presente resenha, dou início às impressões de bares visitados a partir de 2013. Sei bem que existe uma defasagem de mais de um mês entre as visitas e as resenhas, mas espero acertar o passo até abril próximo. Aproveito para agradecer a todos que leram, compartilharam e criticaram este blog em 2012, ano em que passei a incluir as minhas fotos, bem como o quadro avaliativo depois de cada resenha. É sempre bom reforçar que as nossas opiniões são independentes e coletadas a partir de visitas pagas. As – pequenas – novidades para 2013 são a inclusão das “formas de pagamento” na ficha do bar, ao final de cada resenha, que também receberá o preço médio por cabeça, cuja explicação do cálculo será reproduzida em cada nova opinião. O objetivo dessas modificações é separar um pouco mais os aspectos objetivos dos subjetivos, o que contribui para escritos mais soltos, que são da estima do blogueiro e, creio eu, também dos leitores.

Aproveitado o primeiro parágrafo para as “explicações técnicas”, falemos então do Clube Mineiro da Cachaça, cujo nome anterior fora Clube do Porre. Com a troca de donos, acontecida há cerca de cinco anos, o bar seria rebatizado com o nome atual, mais longo e enfatizando sua a sua grande vocação. Nele já havia comparecido em 2010, para o aniversário de um amigo, e retornado durante o carnaval de 2012, feriado quando é um dos poucos a prestigiar a folia. A última visita, da qual falo hoje, aconteceu em uma quarta-feira de janeiro. Fui acompanhado do meu pai, admirador da mais mineira das bebidas, e escolhemos uma mesa no ambiente dos fumantes, que dentre todos, é o único descoberto. Além de atender aos amantes das baforadas, serve de ligação entre os outros dois, quais sejam o interior da casa, que é de fato uma construção residencial, e o quintal. Este último, maior e atualmente coberto, ao que parece só funciona em dias de maior movimento ou em confraternizações. Independente de qual seja o ambiente escolhido, a atmosfera será mineiramente rústica.


Para a apresentação do cardápio, não há anfitrião melhor do que o garçom Jarbas. Se questionado sobre a carta de cachaças então, dará até aulas sobre o assunto, inclusive por ser mais um dos degustadores da dita cuja. Escolhemos apenas o rótulo da cerveja, no caso a Original (R$ 7,20), e deixamos a sugestão da cachaça e do petisco por conta do competente profissional. Meu pai sugeriu apenas que a aguardente fosse envelhecida em amburana, e nós recebemos uma dose da boa Água da Bica (R$ 6,00), de Brumadinho.


Para “tirar o gosto”, uma porção de almôndegas ao molho de tomate e manjericão (R$ 22,00).


São almôndegas, sem qualquer reinvenção gourmet, mas saborosas e reconfortantes, como deveria ser qualquer prato da cozinha mineira.


De outra sorte experimentei a linguiça flambada na cachaça com requeijão, que não repeti dessa vez em função do susto com o seu preço atual, de R$ 37,00. Seja como for, o saboroso prato fica como uma segunda dica do cardápio, que ainda enumera outros vinte e oito petiscos. Acha que são muitas as opções? Pois dentre as cachaças são mais de 1200 rótulos, 65 destes listados na carta de doses, e com o preço variando entre R$ 5,00 e R$ 65,00. Fora os coquetéis à base de aguardente, que homenageiam artistas mineiros como o Lô Borges, que leva maracujá, pimenta biquinho, gengibre e cachaça branca (R$ 12,00). Com tantas reverências, alguém ainda duvida que a cachaça chegou à prateleira de cima?


Notas:

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 5
Comida (peso 2): 4
Custo-benefício: 4

Média final: 4 estrelas


Clube Mineiro da Cachaça
Rua Mármore, 373 - Santa Tereza - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 2515-7149
Pagamento: cartão de crédito ou débito
Preço aproximado por pessoa*: R$ 45,00

* Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um (preço médio), acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser: duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350ml, dois drinks, duas doses de cachaça ou duas taças de vinho.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Papo Legal II - 27/12/2012


O Papo Legal II é um espetinho que funciona na Avenida Silva Lobo, próximo à Faculdade Newton Paiva. A sua primeira unidade, que eu ainda não conheci, fica no bairro Santo Antônio. Para quem não é de Belo Horizonte, ou comparece a bares com pouca frequência, vale explicar que o termo espetinho é aqui utilizado para distinguir os demais bares daqueles que têm neste petisco o carro chefe da casa.

Diferentemente da maior parte das experiências que já compartilhei neste blog, ao Papo Legal II eu não cheguei através da indicação de amigos, e nem impulsionado por minhas próprias pesquisas. Avistei-o desde o primeiro dia que comecei a caminhar na dita Avenida, porém a primeira visita levou mais de dois anos para acontecer. Na verdade, e em meio aos meus exercícios físicos, me sentia um vitorioso em cada recusa àquele convidativo cheirinho que sai das suas churrasqueiras. Em dezembro, mês que tudo se pode, finalmente me sentei em uma das mesas daquele bar que fica à frente da quadra de esportes.


Já de início, alguma dificuldade quanto ao atendimento. Os garçons demoravam a voltar, e não nos forneciam informações precisas sobre os espetinhos disponíveis. Tanto que o espeto de provolone com abacaxi (R$ 5,50), “inexistente” de início, deu o ar da graça um pouco mais tarde. Mais leve do que as carnes, porém não menos saboroso, talvez tenha sido a melhor pedida do dia.


Mais tarde pedi um “brochetinho”, cuja indisponibilidade me empurrou para o churrasquinho de alcatra. Ao preço de R$ 5,00, mostrou-se menos suculento e pior temperado do que o mesmo espeto nos Churrasquinhos do Luizinho, bar este que entendo como referência no assunto.


Para encerrar, um espetinho de muçarela (R$ 5,00). Mal assado, chegou à mesa carbonizado por fora e frio por dentro.

Além dos espetinhos, também carnes no quilo e porções triviais, como batatas fritas e frango a passarinho. Para acompanhar qualquer dos quitutes, o Papo Legal II oferece cervejas, drinks e doses. Dentre as loiras listadas, nada da Antarctica, cujo preço de cardápio é 4,90. Mais uma vez tivemos de fazer nova escolha, e ficamos na Brahma (R$ 5,50). O cardápio ainda lista Original, Bohemia e Brahma Extra (R$ 6,00), Heineken (R$ 6,20) e algumas da cervejaria Krug Bier, como a Austria Weiss (R$ 8,20).

Falando do ambiente, este é típico de boteco, com a maioria das mesas de plástico dispostas no passeio. Fecha aos domingos, e admite pagamento da conta com cartão de crédito ou débito.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Serviço: 1
Custo-benefício: 2

Média final: 2 estrelas


Papo Legal II
Av. Silva Lobo, 1699 - Grajaú
Tel: 3371-0704
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