Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Bistrô de Crepes - 27/10/2012

O sábado era quente, e depois de termos passado o dia em um churrasco de confraternização, tudo o que desejávamos era um refrescante suco de frutas. Foi quando me lembrei do recém inaugurado Bistrô de Crepes, do qual tive conhecimento por matéria da Revista Veja BH e por indicação de amigos. Acresce-se às indicações o fato da creperia não nos ser longe, o que contou a favor já que a sede era muita.

Chegando ao Buritis, nos deparamos com a difícil missão de estacionar no bairro, tendo esta durado quase uma hora! Depois de percorrer várias ruas e também estacionamentos privativos, os quais apresentam restrito horário de funcionamento, encontramos vaga em uma rua que dista duas quadras do estabelecimento. Fato é que o bairro apresenta um trânsito ainda mais caótico que o encontrado no restante da cidade, cujo excesso de veículos e escassez de gentileza já são nacionalmente conhecidos.

Entrando, uma surpresa quanto ao tamanho da creperia, que ocupa apenas uma pequena loja da Rua Walter Guimarães Figueiredo, já perto da esquina com a Av. Professor Mário Werneck. O passeio por ali é largo, com a galeria recuada, porém não foi disposta qualquer mesa externa. Todas elas – que não são muitas – situam-se no ambiente interno, onde o ar condicionado é quem refresca a clientela.

De início pedimos o suco que desejávamos, sendo um de morango com laranja para a Vivian e outro de pitanga para mim (R$ 5,20). Como não tenho muita experiência nesse ramo, a escolha dela foi mais acertada do que a minha, mas de toda forma a nossa sede foi solucionada.

Terminado o suco, percebi uma torneira de chopp da Kaiser junto ao balcão. Não resisti, e incentivado pelo amigo André Malveira, pedi uma tulipa enquanto escolhíamos o crepe. Geladinho e custando na faixa de R$ 4,50, seria ainda sucedido por mais alguns.

Dentre as dezenas de crepes listados no cardápio, escolhemos um de filé mignon com lascas de parmesão e crisp de alho-poró (R$ 22,90). Sem termos notado nem lascas e nem crisp, em nossa avaliação o consideramos regular, em sabor e em quantidade.

Como fizemos um bom uso do barril de chopp, não tendo nos restringido aos crepes, a casa se torna mais do que uma alternativa para a alimentação, e até por isso figura neste blog. Em meio ao sem número de lanchonetes franquiadas que podem ser vistas nos arredores, faço votos para que o Bistrô de Crepes se afirme como uma opção original dentro do Buritis.


Notas Pedrão:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Notas Vivian:

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3

Média final: 3 estrelas


Bistrô de Crepes
Rua Walter Guimarães Figueiredo, 25 - Loja 8 - Buritis
Tel: 3024-1282
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pinguim - 21/10/2012

Em Belo Horizonte, terra dos botecos e das cervejas em garrafas de 600ml, o chopp é deixando em segundo plano pela maioria dos nativos. Assim sendo, é possível se contar nos dedos das mãos as choperias por aqui estabelecidas, sobretudo quando a variável qualidade é acrescida. Foi ciente das poucas opções deste segmento na cidade que, em 2006, a tradicional choperia Pinguim decidiu abrir a sua única filial fora dos limites de Ribeirão Preto, onde funciona há mais de sete décadas.

A nossa visita se deu com a unidade de BH já consolidada, afinal seis anos de funcionamento não é pouca coisa para o ramo de bares. Antes disso, recebemos as mais distintas opiniões sobre o lugar, e um dos aspectos mais elogiados sempre foi o estacionamento conveniado ao lado, inclusive pela disputada localização do estabelecimento. Por ali se paga, no horário noturno, um valor único pela permanência, que é de R$ 7,00.

Chegando de fronte ao casarão tombado onde o Pinguim funciona, uma ótima primeira impressão quanto às instalações da choperia, que oferece variadas atmosferas de acordo com a preferência do cliente. Escolhemos uma mesa no ambiente ao fundo, que é aberto e conforme a hostess se destina aos fumantes, os quais não compareceram ao bar naquele dia. Refrescado por uma cascata artificial, seria ainda mais interessante não fosse o sem número de televisões espalhadas ao redor, que apesar de tudo não incomodaram por estar em volume razoável.

Sentados, pedi um chopp ferrugem para dar início, migrando para o chopp claro a partir do segundo, todos eles a R$ 5,90 cada tulipa de 300 ml. Bem tirado como poucos, torna-se ainda melhor por ser da marca Antarctica, uma absoluta raridade em Belo Horizonte.

Como o bom chopp sempre pede um tira-gosto para acompanhar, tratamos de escolher algo no cardápio. Dentre algumas opções de petiscos, outras de pizzas, mais algumas de sanduíches e ainda outras de refeições completas, preferimos a porção de costelinha defumada com mandioca frita (R$ 42,00). Esta levou cerca de quarenta minutos para chegar à mesa, e não se mostrou satisfatória como esperávamos. A carne não estava saborosa, e a mandioca apresentou um nítido gosto de óleo, impossibilitando-nos de comer toda a porção, por mais que estivéssemos com fome.

Falando do atendimento, a má impressão causada pela demora de 10 minutos até a primeira abordagem melhorou ao longo da estada, e a minha avaliação é que este seja razoável. Quanto ao pagamento, admitem cartões de crédito e débito, inclusive para o estacionamento.


Notas Pedrão

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 1
Serviço: 2
Custo-benefício: 2


Notas Vivian

Ambiente: 5
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Serviço: 3
Custo-benefício: 3


Pinguim
Rua Grão Mogol, 157 - Carmo
Tel: 3282-2007
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Bar Urca - Rio - 15/11/2012


Bar Urca é tradicional no Rio de Janeiro, e ao longo dos anos de fama já faturou alguns prêmios da Veja, tendo recebido em 2011 o caneco pelo "melhor visual do Rio". Muito bem situado e com uma vista realmente encantadora, naturalmente apresenta algumas outras qualidades.

Falando da nossa experiência, foi em um dia não muito ensolarado que lá estivemos. O vento que batia literalmente "esfriou" os presentes, e a nossa permanência junto à mureta foi mais breve que o desejado. A intenção era subir para o ambiente restaurante e nele almoçar, porém uma mesa para seis pessoas se mostrou impraticável para aquele feriado de 15 de novembro.

Durante a nossa estada no ambiente boteco, bebemos cerveja Original (R$ 8,00) e experimentamos saborosos quitutes, a exemplo do bolinho de bacalhau e do pastel de camarão (na faixa dos R$ 2,50 cada), além de empadas de carne seca e de palmito (em torno de R$ 4,50 cada). Além das refeições, deixamos para outra oportunidade também o famoso caldinho de frutos do mar.

A atenção dos balconistas é disputada pelos clientes, e da mesma forma são concorridos cada um dos raros metros quadrados ao redor do balcão. Ao visitar o toalete, tenha cuidado para não pisar no pé dos butequeiros que preferem bebericar sua cerveja no estreito corredor que lhe dá acesso.

Para o consumo de qualquer item do bar, o pagamento deve ser realizado previamente, podendo este ser feito inclusive com o cartão de crédito. Para chegar, vá de táxi e pague R$ 18,00 em bandeira 2 partindo de Copacabana, ou de ônibus, sendo a linha 512 a opção para o mesmo trajeto (R$ 2,85).


Notas Pedrão

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Seviço: 3
Custo-benefício: 4

Notas Vivian:

Ambiente: 5
Bebida: 4
Comida (peso 2): 5
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Média final: 4 estrelas


Bar Urca
Rua Cândido Gaffrée, 205 - Urca - Rio de Janeiro - RJ
Tel: 21.2295-8744
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