Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sábado, 30 de junho de 2012

Baiana do Acarajé - 08/06/2012

Funcionando há 14 anos em ponto privilegiado da Savassi, o Baiana do Acarajé é hoje um bar e restaurante ímpar, não apenas por ser um dos mais procurados nas redondezas, como por abrigar um dos mais ecléticos públicos. Como os demais estabelecimentos cravados por ali, certamente sofreu os efeitos da polêmica revitalização que iria dar vida à "nova" Savassi.
Um mês depois de concluídas as obras, ambas unidades encontravam-se tomadas pela clientela. Apesar disso não foi difícil encontrar uma mesa no calçadão da filial, que é aquela mais próxima à Rua Paraíba.
Consultando à garçonete sobre as opções de cerveja, nos fora informado que tanto Brahma quanto Original, ambas em garrafas de 600 ml, custam R$ 5,80. Optamos pela segunda, e logo já pedi também uma casquinha de siri, para matar uma vontade que já estava fazendo aniversário. O bem executado quitute custa não mais do que R$ 8,00, e chega à mesa em um pratinho, acompanhado de farinha temperada e limão.
Depois de mais algumas geladas, viríamos a pedir também o prato que dá nome à casa, que é servido individualmente, ao preço médio de R$ 7,00, ou em porção com seis unidades, ao custo máximo de R$ 25,00. Fomos pela segunda alternativa, já que éramos quatro, e a verdade é que a convidativa porção durou poucos minutos sobre a mesa. Com os itens do acarajé apresentados em recipientes distintos, é possível optar por camarão defumado ou fresco, que foi a nossa escolha.
Tendo experimentado outros acarajés de Belo Horizonte neste ano, a visita comprovou que no Baiana do Acarajé a iguaria encontra-se um degrau acima da concorrência. Dirigido por baianos do sul daquele estado, que ainda priorizam os conterrâneos na composição do time de garçons, o bar sem dúvida faz por merecer a fama que conquistou. Fica recomendada a visita ao leitor que ainda não esteve por lá, para o qual antecipo também a dificuldade de vagas de estacionamento no entorno, bem como a facilidade do pagamento com cartões de crédito ou débito.


Notas Pedrão

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 4
Público: 4
Serviço: 3
Custo-benefício: 4


Notas Vivian

Ambiente: 4
Bebida: 4
Comida (peso 2): 3
Público: 3
Serviço: 4
Custo-benefício: 3


Média final: 3,5 estrelas


Baiana do Acarajé
Rua Antônio de Albuquerque, 440 - Savassi
Tel: 3223-3635
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sábado, 16 de junho de 2012

Comida di Buteco 2012 - Região Leste

Percorremos os bares da Zona Leste no último domingo, que neste ano tem mais representantes no Horto do que em Santa Tereza. Lamento a inexistência de ao menos um representante no Esplanada, bairro este que tempos atrás já contou com três bares na mesma edição. Fato é que assim quis a produção.

Em Santa Tereza, no Bar Temático, chegamos quando o relógio ainda não apontava o meio dia. Pudemos escolher boas mesas na calçada lateral, para então bebericar uma Brahma em temperatura razoável, mas em preço desproporcional (R$ 6,00 cada garrafa). O atendimento se manteve sossegado, com os garçons certamente prevendo o movimento que lhes aguardaria até o final do dia. Ao visitar o sempre incrementado banheiro, descobri aquela que seria a novidade do ano, qual seja o “puta merda”, instalado para fazer companhia aos apetrechos existentes por ali há mais tempo.







Com a chegada do tira-gosto, cuja base é de quatro panquecas em formato de trouxinhas, até cogitei uma conspiração do Bené com a mamãe, que sempre me receita um almoço antes de qualquer bebedeira. Seja como for, cada um de nós tratou de devorar o seu “amarrado de massa a base de ovos com queijo canastra e carne de sol servido com molho de tomate”, destacando-se o cuidado na escolha dos ingredientes, o zelo no preparo do prato, e claro, o considerável tamanho da porção.Com a chegada do tira-gosto, cuja base é de quatro panquecas em formato de trouxinhas, até cogitei uma conspiração do Bené com a mamãe, que sempre me receita um almoço antes de qualquer bebedeira. Seja como for, cada um de nós tratou de devorar o seu “amarrado de massa a base de ovos com queijo canastra e carne de sol servido com molho de tomate”, destacando-se o cuidado na escolha dos ingredientes, o zelo no preparo do prato, e claro, o considerável tamanho da porção.

O Bartiquim foi a nossa segunda – e mais saborosa – parada da Zona Leste. Resgatando o formato de prato que lhe fez a fama, com porções em panelinhas de pedra acompanhadas de “pãozinho pra moiá”, o Bolinha competiu em 2012 com um delicioso “bolinho de carne recheado de tomate seco e queijo minas, cozido no molho de tomate, finalizado com queijo minas e manjericão”. Destoa quanto aos concorrentes no que tange ao tamanho, já que atende a duas pessoas sem muita fome. Porém destaca-se quanto ao sabor, tendo a polpeta harmonizado muito bem com o ótimo molho de tomates frescos coberto por queijo minas.







O petisco foi acompanhado por cerveja Brahma, que pelo preço de R$ 5,20 foi servida ao estilo “canela de pedreiro”. O banheiro estava limpo como de praxe, e o atendimento foi ágil até demais, tendo o garçom aberto três garrafas simultaneamente em um dado momento. Em meio a tanta vagareza que tenho encontrado ao longo do circuito, fiquei me perguntando se deveria ou não condenar os raros casos de excesso de serviço. O ambiente, com praticamente todas as mesas na calçada, é bem agradável, e no pagamento da conta aceitam cartões de crédito e débito.

Dando sequência à rota do segundo domingo de evento, estivemos no Chef Tulio, a fim de experimentarmos o seu “Pachá do Cerrado Mineiro” (R$ 22,90). Fui com uma expectativa boa, motivada por alguns comentários de pessoas próximas, porém admito que a mesma não foi completamente suprida. O queijo é deveras bom, bem preparado, e o pão de escolta, que conforme o Túlio trata-se de receita trazida de Baltimore, é irretocável. Entretanto o molho, responsável por fazer o meio de campo entre os dois, não evidenciou o sabor das frutas vermelhas e se mostrou quase nada picante, aspectos estes prometidos na descrição do prato. Na minha concepção, a ousadia que sobrou na criação da receita faltou na execução do molho, e fico satisfeito pela oportunidade de ter dito isso pessoalmente ao Chef. No que tange à apresentação e à criatividade, a nota é 10.





Quanto aos itens secundários, falo antes de tudo do ambiente, que aprecio sobremaneira. Aprovei também a higiene e o atendimento do Paulinho, que conhecemos de outros carnavais, mas considerei desproporcional o valor de R$ 6,00 cobrados pela Brahma, que apesar disso foi servida na temperatura adequada. Este antigo participante do Festival, que já na edição de 2001 faturaria o segundo lugar, recebe cartão como pagamento, nas modalidades crédito ou débito.

Assim como o Chef Tulio, a Cantina da Ana é outro bar que conheço desde a sua origem. Costumava devorar a sua feijoada de sábado quando este funcionava ainda na pracinha de frente, antes de se transferir para a localização atual. Além de atender aos butequeiros nas noites de terça a sábado, serve pratos feitos durante a semana. No ano passado não me foi possível experimentar o seu quitute de estréia no Comida di Buteco, mas em 2012 lá estivemos para conhecer o seu “Mineirim e Chiquerézima”, que é servido em três panelinhas que aludem às de um fogão de lenha, e de cara mostra o cuidado quanto à apresentação.




Já no que tange ao sabor e à criatividade, considero que tenham sido medianos. Carne de panela razoável, acompanhada de um molho branco que eu particularmente não gostei, e de uma geleia de pimenta com abacaxi que é sim saborosa, mas não harmoniza com os demais itens. O tamanho da porção é bem modesto pelos R$ 22,90 dispensados, porém o preço da cerveja (R$ 5,30 a Brahma) é razoável. Cada garrafa foi servida em boa temperatura e com simpatia pela equipe do casal Geraldo e Ana, mesmo com o bar desfalcada do simpático garçom Carlinhos naquele dia. Higiene dentro do esperado e o aceite de cartões de crédito como pagamento.

Finalizando as atividades do dia, estivemos no Köbes Bar, que apresenta uma das mais regulares cozinhas dentre os participantes do Comida di Buteco. Por essa razão, o Mineiríssimo, que chama a atenção pela foto, fora um dos mais aguardados desta edição. Entretanto na primeira garfada percebemos um quê de Chic Ló, o excelente prato que viria a faturar o terceiro lugar em 2010, certamente pela repetição do purê de batatas. Dessa vez reforçado no queijo e combinado com cubos de peito de frango refogados, considero que o seu maior destaque tenha ficado por conta dos inventivos palitinhos de goiabada à parte. Nestes o doce é envolto por massa de pastel, e acabam por contribuir tanto na apresentação quanto com o sabor.




O atendimento, que contou com o notável suporte dos irmãos Gustavo e Lígia, se manteve dentro do esperado, e a cerveja Original (R$ 6,00 a garrafa) foi servida em boa temperatura. A higiene também não decepcionou, e aos amigos e seguidores vale o alerta quanto ao pagamento, que só pode ser realizado com dinheiro ou cheque. Àqueles que ainda não conhecem a casa, recomendo conhecerem a carta de cachaças e os pratos inspirados pela culinária germânica.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Bar Ideal - 08/06/2012

Voltei ao Bar Ideal em uma sexta-feira dessas, dia que para mim fora recesso de feriado religioso. Com a cidade relativamente vazia, imaginei que seria fácil estacionar ali na Rua Sergipe, o que acabou se concretizando, e que conseguiria uma mesa na varanda do bar, tarefa esta um pouco mais difícil que a primeira. Sito em uma das mais badaladas vias da Savassi, o seu chamativo deck já se via tomado aos vinte minutos depois de aberto, forçando-nos a permanecer em mesa interna até que surgissem as primeiras vagas por ali. Na ocasião chegamos cedo para aproveitar o happy hour com rodada dupla de chopp, que acontece de segunda a sexta conforme critérios divulgados no Site Oficial. Aos sábados abrem cedo para a “feijoada na cumbuca”, emendando com um tradicional samba de raiz ao final da tarde. Recentemente passaram a oferecer almoço também nos domingos.


Para petiscar demos início pela porção mista de pastéis (queijo e carne), servida com oito unidades e custando R$ 14,90. Mais tarde, já com a composição completa da mesa, fomos de “Ribs on the Barbie” (R$ 38,00), que são “800 gramas de costela suína defumadas por 24 horas, grelhada e acompanhada por fritas”. Prato interessante, porém com o molho ligeiramente salgado, o que foi resolvido, claro, com mais Chopp da Brahma. Sobre a bebida, que é o carro chefe da casa, é disponibilizada em duas versões: caldereta de 300 ml (R$ 5,05) ou “caneca congelada” de 350 ml (R$ 6,10). Aí entra a preferência do cliente, já que a quantidade pouco varia, mas vale destacar que às quintas e sextas-feiras a promoção do happy hour compreende apenas o primeiro formato. Para quem não consome bebidas alcóolicas, há sucos naturais, refrigerantes e água Ingá. Todos servidos com gelo, como manda a tradição Yankee.

Falando do atendimento, não é dos mais próximos, mas definitivamente não compromete. Os banheiros são compatíveis à dimensão do bar, e a sua higiene é razoável. Já o ambiente varia entre o barulhento interior, de pé direito alto, e a agradável – porém diminuta – varanda. Aceita reservas e pagamentos com cartões de crédito e débito. Não fosse a dificuldade cotidiana de transitar e estacionar na Savassi, certamente o visitaria com maior frequência.


Notas Pedro

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 3
Público: 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 3

Notas Vivian

Ambiente: 3
Bebida: 3
Comida (peso 2): 2
Público: 3
Serviço: 3
Custo-benefício: 3


Média Final: 3 estrelas

Bar Ideal
Rua Sergipe, 1187 - Savassi
Tel: 3889-1187
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