Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Comida di Buteco 2012 - Região Norte e Venda Nova

Na tarde do domingo dia 15/04, o Bar da Cida não estava tão cheio como de costume. Já o ambiente permanece agradável como sempre, e nós ficamos em uma das mesas da calçada. O prato é criativo e bom, com as frituras muito bem executadas. Porém entendo que nos medalhões o bacon, de sabor insinuante, camufla o gosto da tilápia.


Atendimento bom, porém insistindo demais para que consumíssemos as quinquilharias que patrocinam o evento (prato com Doritos, cerveja Bohemia, doce de colher e etc). Aliás, me causou estranhamento o fato de não existirem por ali as cervejas mais populares, como Brahma, Antarctica, e Skol. Porém admito que Original a R$ 5,00 e Bohemia a R$ 4,70 é coisa rara de se ver em BH.
 
O Escritório da Cerveja,  segundo representante da Zona Norte, repetiu a fórmula do ano passado, quando chegou ao Top 10 por ter oferecido um petisco farto e saboroso. Em 2012 concorreu com o Galeto de Minas, cujo tempero do item principal se mostrou correto, tendo ainda a escolta de quiabo crocante, angu molinho com queijo e uma espécie de melaço, todos jogando a favor.
 


O atendimento foi muito bom, e a cerveja servida em temperatura que não desagradou, porém vendida a “preços de Lourdes” (R$ 6,50 a mais barata delas). De toda forma, vejo que este bar vem amadurecendo ao longo dos anos, e mesmo não tendo figurado entre os cinco primeiros, certamente manterá o ótimo prato no cardápio.
 
Partindo para a Região de Venda Nova, foi pelo então quarto colocado no Comida di Buteco, Curin Bar, que demos início. Pratos ousados são a sua característica, e para o presente ano nos brindou com uma saborosa canjiquinha com pescoço de peru (R$ 22,90), que constitui aquilo que entendo como a verdadeira comida de boteco. Todavia faço uma ressalva quanto ao modesto tamanho, sobretudo considerando que os seus ingredientes não são caros. Já com relação à escolta das “torradas de queijo”, ao que parece buscaram tão somente apresentar um novo formato para as bruschettas.
 
 
 
Cerveja estupidamente gelada, mas sem acatarem a também estúpida imposição dos rótulos premium vista em outros botecos (R$ 5,00 a Brahma). Sinal de absoluto respeito do Curin para com os seus clientes do dia a dia. Serviço atencioso, higiene de acordo e ambiente dos mais agradáveis.
 
Para encerrar o dia de butecage e em nossa segunda tentativa, chegamos ao Bar do João por volta das 21h daquele domingo, horário em que as enormes filas já haviam se desfeito. Seja como for, ainda não seria possível escolher uma mesa ao nosso gosto, no passeio, e assim nos acomodamos em mesas internas.



Na ocasião a Brahma (R$ 5,25) não se encontrava na ótima temperatura de costume, o que não chegou a comprometer a sua avaliação. Pedimos o prato e em pouco mais de vinte minutos nos seria servido o interessante Trem Bão, composto por uma criativa língua empanada no queijo acompanhada por batatas cozidas temperadas com alho triturado e frito, e ainda um molho que seria de vinho e conhaque, mas cujo sabor de caldo Knorr fora evidente.

Faz-se uma ressalva quanto ao preço do petisco, que no dia da visita extrapolava o limite máximo determinado pela produção, tendo sido registrado no cardápio e na conta por R$ 23,00. O atendimento foi razoável, a higiene era regular, o público estava animado como sempre, e o pagamento facilitado pelo cartão de crédito dentre as modalidades. No meu entendimento, pela ousadia e pelo sabor do prato, fora a mais injusta desclassificação de 2012.

domingo, 3 de junho de 2012

Bolão Coração Eucarístico - 30/05/2012

O Bolão funciona em BH desde 1961, e dentre unidades na Praça Duque de Caxias e na Rua Mármore, jamais havia ultrapassado as fronteiras de Santa Tereza. Caminhando para o lado oposto à região que lhe fez a fama, a qual pouco a pouco se firma como um dos polos gastronômicos da cidade, o Bolão foi parar em um bairro onde os universitários apitam muito, tanto que até apelido já lhe deram: Coréu.

Na nova unidade nada de casarão antigo, com relógios e discos do Sepultura na parede. Funcionando em um ponto que até outro dia abrigava um “churrasquinho”, o Rei do Espaguete acabou incluindo algumas de suas variedades em seu cardápio, a exemplo dos espetinhos de alcatra, lombo, coração e medalhão. Custando R$ 9,90 cada um, chegam à mesa acompanhados de tomate, pimentão e cebola, além de farinha temperada e vinagrete a parte. Dentre as opções herdadas da matriz, além dos tradicionais Rochedão e mexidão, ambos a partir de R$ 13,00, também petiscos como o Rock’n Rio, que por ali recebem o sobrenome Santê ou Coréu, quando de boi ou frango. Trata-se de uma porção de dez enroladinhos empanados de carne (ou frango) com queijo e presunto, que pelo preço R$ 16,00 apresenta um ótimo custo-benefício.


Dentre as cervejas o Bolão Coréu trabalha com as irmãs Antarctica, Brahma e Skol, todas a R$ 5,00, e também com a Heineken, a R$ 5,80. Como a mais nova filial recebeu, dentre sombrinhas e mesas, um aporte da Cervejaria Schincariol, oferece ainda a Cerveja Devassa 600 ml pelo bom preço de R$ 4,00, e também o chopp da mesma marca por R$ 3,50 a tulipa de 300 ml. No dia da visita fomos de Brahma, que levou boas horas para chegar à mesa em temperatura ideal.

O atendimento, sobretudo quando orquestrado pelo experiente garçom Arnaldo, não desaponta. Da mesma forma as instalações sanitárias, que são amplas, e ainda o bom ambiente de bar. Para os aficionados pelos jogos de futebol, a nova unidade oferece televisões no interior e até um telão na varanda. Pela relativa distância da entrada da PUC, as vagas para estacionamento na rua não se mostram difíceis, e dali a poucos quarteirões são encontrados ponto de táxi e a Estação Gameleira do metrô.


Notas:

Ambiente: 3
Bebida: 2
Comida (peso 2): 3
Público: 4
Serviço: 4
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


Bolão - Coração Eucarístico
Rua Dom José Gaspar, 145 – Coração Eucarístico
Tel: 3375-6381

sábado, 2 de junho de 2012

Comida di Buteco 2012 - Buritis e Nova Suiça

Ainda no segundo dia de Comida di Buteco, depois de percorrermos os bares do Barreiro, estivemos também em alguns dos vários bares da Zona Oeste, no caso os representantes do Buritis e do Nova Suiça. O primeiro deles foi o Autêntico’s Bar, que vinha de um ótimo segundo lugar em 2011, e que para o ano do queijo não fez feio. O único pecado do prato “Caipira da Gema”, que viria a faturar o quarto lugar algumas semanas depois, seria a diminuta quantidade da porção. Contudo o chapéu de queijo se mostrou dos mais criativos, e o creme de abóbora uma verdadeira perdição. Abaixo duas fotos do prato, sendo a primeira da forma como é apresentado, e a segunda quando já descoberto.

Em seguida tomamos o rumo do estreante Bar da Claudinha, onde nenhum de nós havia estado até então. Nele fomos bem atendidos pelos garçons Marcos e Maurício (não, eles não compõem uma dupla sertaneja), e nos surpreendemos com o petisco Divina Tentação. Tanto que voltamos a comparecer dentro do festival, ocasião em que a carne estava ligeiramente salgada, e ainda fizemos uma terceira visita depois de recolhidas as urnas, momento em que o petisco alcançaria o seu ápice. Por ali se paga R$ 4,70 em cada garrafa de Brahma, e R$ 5,20 caso a escolhida seja a Bohemia.
Há exatos dois quarteirões do Bar da Claudinha se localiza o já veterano Pé de Goiaba, e como estávamos tão próximos resolvemos conhecer o seu prato para fecharmos aquele dia. E eis que, despretensiosamente, chegamos ao bar que viria a apresentar um dos melhores petiscos de 2012. Depois de enfrentarmos não menos do que quarenta minutos de fila, sentamos em uma das mesas da nova área do bar, e bebericamos cervejas Brahma a R$ 5,40 cada, as quais foram servidas com alguma lentidão pelos garçons. Porém, como fizemos com o vizinho Bar da Claudinha, nele também retornaríamos para uma segunda visita, ocasião em que seríamos muito melhor atendidos, apesar de termos nos deparado com a imposição de cervejas Bohemia e Original (R$ 5,90 cada).
Falando do ótimo prato, trata-se de mais uma roupagem para a infalível combinação de carne suína com goiaba agridoce. Nele o lombo é assado e coberto por molho de goiabada e queijo salpicado, que vai à mesa escoltado por uma bela farofa de abobrinha picante, a qual se mostrou um interessante acompanhamento mesmo depois da ligeira queda sofrida na segunda visita. Um petisco que desagradou a raríssimos paladares, mas cuja ausência no pódio do Comida di Buteco espantou a muitos. Seja como for, o prato “Romeu e Julieta” retrata a evolução da cozinha do Pé de Goiaba, e certamente será mantido no cardápio da casa para o deleite dos butequeiros de plantão.