Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Qual o melhor Prato Feito de BH - Parte Final



Depois das minhas seis primeiras experiências com PF’s, já relatadas neste Blog no dia 26 de julho, desbravei outros cinco para então encerrar a saga. São eles: Café Palhares, Bar do Ferreira, Casa Cheia, Pé de Cana e Bolão.

No Café Palhares fui de KAOL, o campeão de vendas da casa. Pedi que não viesse nenhuma das últimas invencionices no prato, como molho, farofa, ou outra carne que não seja a linguiça. O garçom foi desatento, e só não errou com relação à carne, já que o molho de tomate por cima da linguiça e a farofa de feijão se fizeram presentes. Além destas também o torresminho, que devo admitir, caiu bem no KAOL, por conferir-lhe maior crocância.

Mesmo com os incrementos duvidosos, a quase octogenária refeição do Café Palhares, que custa R$ 9,40, permanece uma BOA pedida. Isto se deve à combinação das quatro principais iguarias que dão nome ao prato, destacando-se a linguiça de ótima qualidade. E o serviço em geral é rápido e convidativo, oferecendo ao cliente aconchego em um bar cujo espaço é restrito.

No Bar do Ferreira estive numa quinta-feira, dia em que servem o seu disputado feijão tropeiro. Tão concorrido que levei quinze minutos para conseguir uma mesa e mais uns vinte para que a refeição chegasse, totalizando no mínimo meia hora de espera.

O prato é servido com arroz, feijão tropeiro rico em carnes de porco, couve, ovo frito e um colossal bife de lombo. É bem farto, mas seria melhor se servido em temperatura mais adequada. Apesar do preço razoável (custa em torno de R$ 9,00), se não fosse a boa quantidade a cotação BOM lhe seria exagerada, já que falharam no atendimento e por não servir um PF quentinho.

Julgando ser necessário um representante do Mercado Central nas minhas avaliações, estive no Casa Cheia certa segunda-feira. A qualidade da cozinha é inquestionável, mas o preço de R$ 21,00 foi o mais caro que paguei por um PF, comparando-o inclusive ao prato executivo do Surubim no Espeto.

Na ocasião optei pelo delicioso cozido de cordeiro, que é acompanhado por arroz com brócolis e fritas. Trata-se de um dos tradicionais quitutes da casa adaptado para PF, preparado com o cordeiro marinado ao vinho e cozido junto com costelinha suína, linguiça e legumes. Ao final da montagem as imprescindíveis folhas de hortelã. Sem dúvida um ÓTIMO prato e um dos melhores PF’s da cidade.

Dois dias após fui almoçar naquele que seria eleito o melhor boteco de BH pela Veja, o famoso Pé de Cana. Diariamente há três opções da refeição além do convencional bife com fritas. Às quartas-feiras, a primeira opção é um filé de frango empanado que recebe o nome de Kiev, o qual havia acabado às 13:30h e portanto não pude conhecê-lo. A segunda opção é costelinha de porco com feijão tropeiro, e o terceiro, batizado de Sertanejo, é carne de sol com feijão tropeiro. Aliás, neste dia todas as refeições da casa são acompanhados pelo tropeiro.

Optei pelo Sertanejo, cujas tiras de carne de sol são passadas na manteiga de garrafa, e acompanhadas por arroz, feijão tropeiro, couve crua (que aprecio menos do que a passada na manteiga) e mandioca cozida, acompanhamento este que foi o destaque do prato. Custa R$ 14,00 mais os dez por cento de um serviço que infelizmente é o ponto negativo do Bar do Antônio, e que contribui na avaliação REGULAR do seu PF.

Por fim fui comer aquele que considero o mais famoso e copiado PF da cidade, o Rochedão do Bolão. Entretanto admito que a tradição, por si só, desta vez não sustentou o nome do prato. Foram três visitas recentes, e em nenhuma delas o prato estava bom, o que me permite cotá-lo como REGULAR sem medo de errar.

Arroz comum e feijão razoável, ambos em boa quantidade. As fritas são boas, caseiras, mas o bife é insosso e com exagero de óleo. O ovo frito na verdade é cozido, que nem de longe lembra aqueles passados na gordura quente, com a gema molinha. Coroando a decadência do prato, é o único a não oferecer nem uma mísera rodela de tomate como salada.

Segue abaixo o meu ranking pessoal. Os três primeiros são ótimos pratos, mas o primeiro lugar foi concedido ao prato que custa quatro vezes menos do que o segundo e o terceiro, acredito que não poderia ser diferente. De hoje em diante saberei onde ir quando quiser comer um bom PF, e espero que minhas andanças – e comilanças – tenham de alguma forma contribuído com os amigos e leitores.


1º lugar: Quase Nada
Rua Caraça, 402 - Serra

2º lugar: Surubim no Espeto
Rua Alberto Cintra, 265 – União (outras duas unidades)

3º lugar: Casa Cheia
Av. Augusto de Lima, 744/loja 167 (Mercado Central) - Centro

4º lugar: Café Palhares
Rua Tupinambás, 638 - Centro

5º lugar: Cantina da Ana
Av. Silviano Brandão, 2109 - Horto

6º lugar: Bar do Ferreira
Rua Pinheiro Chagas, 473 - Barreiro

7º lugar: Pé de Cana
Rua Flórida, 15 - Sion

8º lugar: Clube de Quem Bebe
Rua Castro Alves, 216 - Gameleira

9º lugar: Bolão
Praça Duque de Caxias, 288 – Santa Tereza

10º lugar: Chopp da Fábrica
Av. do Contorno, 2736 – Santa Efigênia

11º lugar: Dona Pimenta
Av. Cristiano Machado, 1896/2º andar (Feira dos Produtores) – Cidade Nova

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Clube de Quem Bebe - 29/07/2011




O Clube de Quem Bebe faz jus ao seu nome, visto que a clientela aparenta ser profissional na arte de bebericar. Como é frequentado por casais de variadas idades e turmas de velhos amigos, acaba por realmente compor um Clube.

Para petiscar fomos de espeto de alcatra com bacon, que é composto por quatro generosos cubos da carne e mais um do bacon, assados à brasa e acompanhado por ótimos vinagrete e farinha temperada. Pelo quitute se paga R$ 13,90, e o mesmo serve com fartura duas pessoas. A cerveja é igualmente barata, já que por cada garrafa de Brahma foram desembolsados R$ 3,90. O suco de laranja a R$ 2,50 não foge à regra.

O bar abre mais cedo, por volta das 11h, a fim de servir o seu tradicional PF e dar abrigo aos seus “sócios” mais impetuosos. De atendimento simpático e interessado, o Clube de Quem Bebe representa bem a nossa legítima cultura de boteco, e constitui ÓTIMA opção para o happy hour de cada dia. É daqueles que oferece, além das carnes da churrasqueira, também as opções do dia, como rabada, dobradinha, etc. E ao final recebe cartões de crédito e débito como pagamento.


Serviço:
Clube de Quem Bebe
Rua Castro Alves, 216 – Gameleira
Tel: 3334-1426

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sobre a Butecage





Era março de 2004, quando em uma butecage no Pé de cana Pablo e eu tivemos a idéia de criar um site sobre os botecos de BH. Dias depois sugeri o nome Butekage (assim mesmo, com K), prontamente aceito pelo amigo. E passamos a convocar outros companheiros para que também participassem do projeto, cada um contribuindo naquilo que fosse melhor.

Foram quatro os que responderam à convocação, mas dentre idas e vindas, a condução do projeto ficou por conta dos amigos Pablo, Sólon e eu. O primeiro seria o responsável pelo marketing e contatos junto aos bares; o segundo, técnico em informática, responsável pela estrutura do site; e sob a minha batuta ficariam as resenhas e o restante do conteúdo escrito. Em momentos diferentes também participaram dessa estória o Fred, a Joana, o André e o Gustavo.

Definidos os papéis, em abril de 2004 estava no ar o site Butekage. Dois meses depois conseguiríamos a logomarca do Site junto ao grande chargista Son Salvador. Criamos comunidade no Orkut e em outras redes sociais, e assim, com a torcida de vários amigos, o projeto foi sendo tocado até o final do ano, quando por interesses distintos dos membros, o site foi encerrado.

A marca informal Butekage foi cedida ao Pablo, que anos depois criaria o Blog http://www.butekage.blogspot.com/ . Eu, em contrapartida, me mudaria para Paracatu em 2006, onde permaneci até 2009. Fiquei três anos fora da cidade, vindo apenas para rápidas visitas, e quando retornei em definitivo senti a necessidade de voltar a escrever sobre os bares que percorria. Na ocasião o Pablo me oferecera o Blog Butekage, que vinha sendo pouco alimentado por ele. Contudo, naquele momento eu entendi que um nome mais abrasileirado cairia melhor, e lhe agradeci pela oferta.

E eis que em agosto de 2009 foi criado, por meio da plataforma Blogspot, o Blog Butecage. Foram dois anos “chocando” a idéia até entender se me seria possível levá-la em frente, lendo cadernos gastronômicos de jornais e Blogs do gênero, além de participar da comunidade Comida di Buteco no Orkut. Fato é que no momento tenho gostado de escrever para este espaço, que é informal e tocado adiante por puro prazer. E para que alcance vida longa, conto desde sempre com as críticas de todos os amigos e leitores.