É pelo segundo ano seguido que nos desapontamos com o Circuito Gastronômico da Pampulha, evento este cuja temática tanto admiramos. Desta vez, porém, o problema não se restringiu à execução do prato, como no ano passado. Por mais que a experiência abaixo relatada tenha sido das mais frustrantes, somos insistentes, e tendo em mente o delicioso cordeiro oferecido pelo Parrillero na primeira edição do festival, em 2010, visitaremos pelo menos outro restaurante neste ano.
Em meio à frente fria que estacionou em BH desde setembro, um domingo de sol se mostrava muito convidativo para o almoço em família. Para estrear no Circuito da Pampulha, meus pais já haviam sugerido o FeiJUada, que concordei ao me lembrar da agradável galeria onde o mesmo funciona. Chegando lá, observamos que as quadras de tênis ao lado da galeria cederam lugar a um estacionamento improvisado, e nos utilizamos do mesmo de bom grado. As boas impressões, contudo, se encerram por aí.
Em meio à frente fria que estacionou em BH desde setembro, um domingo de sol se mostrava muito convidativo para o almoço em família. Para estrear no Circuito da Pampulha, meus pais já haviam sugerido o FeiJUada, que concordei ao me lembrar da agradável galeria onde o mesmo funciona. Chegando lá, observamos que as quadras de tênis ao lado da galeria cederam lugar a um estacionamento improvisado, e nos utilizamos do mesmo de bom grado. As boas impressões, contudo, se encerram por aí.
Ambiente proibido aos clientes do Circuito Gastronômico da Pampulha
Subindo para o restaurante, um funcionário pergunta se estávamos ali para o circuito. Acenei positivamente, e ele nos indicou uma área mais abaixo, para onde eram direcionados todos os clientes do evento. Isto mesmo, caro leitor, um descarado apartheid. Ocorre que esta área inferior, ao contrário da outra, estava tomada, só restando duas mesas onde o sol incidia fortemente. Solicitei a presença da proprietária, que nos conseguiu uma mesa no restaurante vizinho, no caso o Bistrô Vila Rica, e a partir de então imaginamos que estaria tudo resolvido.
Outros itens que não o prato do circuito, como as bebidas, deveriam ser escolhidos a partir do cardápio do Bistrô, conforme nos orientou o garçom, de forma que sequer tivemos a chance de conhecer o carta do FeiJUada. Estávamos participando do evento, mas não inteiramente, se é que me entendem, e assim nos deparamos com cerveja long neck da AMBEV a R$ 9,90, vinhos partindo de R$ 54,00 a garrafa, e bebidas não alcoólicas, como refrigerante, suco e a água, a R$ 6,50. Optei por uma caipirinha, bem feita, a R$ 12,50, e no mesmo momento pedimos também os pratos.
Transcorrido o absurdo prazo de uma hora, chegaram à mesa quatro porções individuais, que mostraram apuro na apresentação. No quesito sabor, contudo, derraparam feio, a começar pela horripilante, tenebrosa e desrespeitosa batata palha. Chegamos a ter saudades da duvidosa batata palha da Elma Chips, que certamente atenuaria um pouco a baixa qualidade notada inclusive no item principal. Mal temperado e mal encorpado, o cassoulet foi servido em temperatura inadequada, por maior que tenha sido o tempo de aguardo. Não custa lembrar que o prato custa R$ 54,00, valor que exige deste uma qualidade no mínimo razoável.
Ao final fomos questionados pelo garçom do Bistrô Vila Rica sobre a nossa satisfação, e a partir da resposta negativa, o mesmo pediu ao dono do Feijuada que fosse à nossa mesa. Este, muito simpático e cortês, explicou a história da casa, a concepção do prato, mas foi incapaz de nos retirar o gosto ruim da decepção. Pagamos a conta, de quase duzentos reais, com a nítida sensação de termos sido lesados.
Feijuada
Av. Fleming, 880 - Ouro Preto - Belo Horizonte - MG
Tel: (31)3427-1597
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