Espaço destinado aos relatos críticos de andanças pelos botecos belo-horizontinos, assim como aos pitacos sobre outros lugares quaisquer.
Traduzir para ChinêsGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Circuito Gastronômico da Pampulha: Feijuada - 06/10/2013

É pelo segundo ano seguido que nos desapontamos com o Circuito Gastronômico da Pampulha, evento este cuja temática tanto admiramos. Desta vez, porém, o problema não se restringiu à execução do prato, como no ano passado. Por mais que a experiência abaixo relatada tenha sido das mais frustrantes, somos insistentes, e tendo em mente o delicioso cordeiro oferecido pelo Parrillero na primeira edição do festival, em 2010, visitaremos pelo menos outro restaurante neste ano.

Em meio à frente fria que estacionou em BH desde setembro, um domingo de sol se mostrava muito convidativo para o almoço em família. Para estrear no Circuito da Pampulha, meus pais já haviam sugerido o FeiJUada, que concordei ao me lembrar da agradável galeria onde o mesmo funciona. Chegando lá, observamos que as quadras de tênis ao lado da galeria cederam lugar a um estacionamento improvisado, e nos utilizamos do mesmo de bom grado. As boas impressões, contudo, se encerram por aí.

Ambiente proibido aos clientes do Circuito Gastronômico da Pampulha

Subindo para o restaurante, um funcionário pergunta se estávamos ali para o circuito. Acenei positivamente, e ele nos indicou uma área mais abaixo, para onde eram direcionados todos os clientes do evento. Isto mesmo, caro leitor, um descarado apartheid. Ocorre que esta área inferior, ao contrário da outra, estava tomada, só restando duas mesas onde o sol incidia fortemente. Solicitei a presença da proprietária, que nos conseguiu uma mesa no restaurante vizinho, no caso o Bistrô Vila Rica, e a partir de então imaginamos que estaria tudo resolvido.

Outros itens que não o prato do circuito, como as bebidas, deveriam ser escolhidos a partir do cardápio do Bistrô, conforme nos orientou o garçom, de forma que sequer tivemos a chance de conhecer o carta do FeiJUada. Estávamos participando do evento, mas não inteiramente, se é que me entendem, e assim nos deparamos com cerveja long neck da AMBEV a R$ 9,90, vinhos partindo de R$ 54,00 a garrafa, e bebidas não alcoólicas, como refrigerante, suco e a água, a R$ 6,50. Optei por uma caipirinha, bem feita, a R$ 12,50, e no mesmo momento pedimos também os pratos.

Transcorrido o absurdo prazo de uma hora, chegaram à mesa quatro porções individuais, que mostraram apuro na apresentação. No quesito sabor, contudo, derraparam feio, a começar pela horripilante, tenebrosa e desrespeitosa batata palha. Chegamos a ter saudades da duvidosa batata palha da Elma Chips, que certamente atenuaria um pouco a baixa qualidade notada inclusive no item principal. Mal temperado e mal encorpado, o cassoulet foi servido em temperatura inadequada, por maior que tenha sido o tempo de aguardo. Não custa lembrar que o prato custa R$ 54,00, valor que exige deste uma qualidade no mínimo razoável.


Ao final fomos questionados pelo garçom do Bistrô Vila Rica sobre a nossa satisfação, e a partir da resposta negativa, o mesmo pediu ao dono do Feijuada que fosse à nossa mesa. Este, muito simpático e cortês, explicou a história da casa, a concepção do prato, mas foi incapaz de nos retirar o gosto ruim da decepção. Pagamos a conta, de quase duzentos reais, com a nítida sensação de termos sido lesados.


Feijuada
Av. Fleming, 880 - Ouro Preto - Belo Horizonte - MG
Tel: (31)3427-1597
.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

815 Botequim - 27/09/2013

É interessante notar como a cidade vem se expandindo, gastronomicamente falando, para além dos seus eixos principais, quais sejam Lourdes e Savassi. Enquanto a Rua Pium-í, a Av. Fleming e as Seis Pistas – já em Nova Lima – reproduziam muito do que é visto nestes, bairros charmosos e tradicionais ao redor do Centro, como Santa Tereza, Prado, Santo Antônio e Serra, abrigavam botequins descolados e gastrobares. Isso sem dizer da renovação do Maletta, que joga luz no Centro da cidade, infelizmente ainda muito esquecido pelo empresariado e pelo poder público.

Ocorre que as boas novas gastronômicas não estão restritas ao Centro-Sul e seu entorno. Corredores mais distantes do Centro, que antes eram ocupados exclusivamente por trailers, botecos, pizzarias e bares com churrasqueira, agora recebem botequins de cozinha mais fecunda e sofisticada. É o caso da Avenida Guarapari, na Pampulha, do entorno da PUC, no Coração Eucarístico, e agora também da Av. Contagem, no bairro Santa Inês, que há duas semanas recebeu o seu primeiro gastrobar.

Funcionando em pequena loja, o bar dispõe a totalidade de suas mesas no passeio, e comporta não mais do que 25 pessoas sob o toldo. Para noites de vento frio, como a da nossa visita, extensões laterais deste toldo seriam ótima solução. O interior do bar, que é igualmente simples, abriga cozinha e balcão, além dos pequenos toaletes ao fundo.


Para beber, o 815 Botequim oferece cinco variedades de cerveja, todas em 600 ml. Skol e Brahma custam R$ 6,00, enquanto Brahma Extra, Budweiser e Original valem R$ 7,00, esta última geladinha. Falando de sua cozinha, que é o destaque do bar, alguém aí já ouviu falar em poutine? Pois é este sedutor petisco, que me fez delirar com batatas fritas como poucas vezes em minha vida, o carro chefe da casa. De origem canadense, é oferecido em quatro versões: Mexicano, Vegetariano, Bacon e Smoked Poutine. Embarcamos neste último, cujas fatias grossas de batata frita são cobertas por pernil de porco defumado, molho demi-glace, cebola caramelizada e queijo canastra. Uma verdadeira delícia, que ao preço camarada de R$ 19,90 fica ainda melhor!

 

Mais tarde experimentaríamos também a moela à moda do chef (R$ 11,90) que, por não ser uma exclusividade da casa, foge do padrão da poutine.
 

 Salivamos pelo frango frito crocante, oferecido em três tamanhos diferentes, e pela costelinha assada ao molho barbecue (R$ 37,90), onde o cliente pode escolher entre três versões do molho: banana barbecue, goiaba barbecue ou barbecue tradicional. Confiante na qualidade de suas criações, o dono afirmou que sequer as famosas costeletas do Outback batem na sua receita. Mau por não termos tido o suficiente apetite para prová-las, bom pela grande expectativa para a segunda visita. 


Notas: 

Ambiente: 3
Atendimento: 4
Bebida: 3
Comida  (peso 2):3
Custo-benefício: 4

Média final: 3,5 estrelas


815 Botequim
Av. Contagem, 815 - Santa Inês – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 9587-9592 / (31) 9259-0204
Pagamento: cartão de crédito ou débito 
Preço médio por pessoa: R$ 40,00 

*Consumo individual, em rateio ou não, de uma porção para dois, ou duas porções para um, de preço médio, acrescida(s) de duas bebidas, serviço e couvert/entrada, quando houver. As bebidas podem ser duas cervejas de 600 ml, quatro cervejas de 350 ml, dois drinks, ou duas doses de cachaça, dependendo da especialidade do bar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Porteño Central - 27/09/2013

E não é que agora podemos almoçar comida argentina, a preço razoável, diariamente? Falo do recém-inaugurado Porteño Central, que funciona na Rua Guajajaras, de frente a uma das portas do Minascentro.


Logo ao chegar, uma folha junto à vidraça do “Resto-Bar” avisa quais as opções do Menu Mediodia. Revelado também pelo Facebook da casa, o menu é modificado semanalmente.


De instalações pequenas, porém aconchegantes, o Porteño Central estampa em suas paredes quadros e flâmulas que fazem menção ao país dos donos.


Na semana quando lá estivemos, eram duas as opções, ambas a R$ 18,00: cação a la panela, que foi a minha escolha, e frango assado ao forno, optada pela Vivian. Há também refeições, como o guisado de lentilha com carnes, indisponível naquele dia, e o bife de chorizo (R$ 35,00), cuja fartura foi notada na mesa vizinha, onde duas comensais dividiam um prato.
Pensamos em pedir empanadas como entrada (R$ 5,00 cada), disponíveis na estufa sobre o balcão, mas fizemos bem em preteri-las, haja vista o bom tamanho de nossas refeições.


Acompanhado de arroz branco temperado com alho, que não sei dizer se existe na Argentina, o cozido de cação com legumes leva especiarias como a páprica, e é delicioso. Caso você goste de comidas ligeiramente apimentadas, apreciará ainda mais!


O frango assado ao forno, por sua vez, vai à mesa guarnecido por batatas fritas e pelo mesmo arroz branco. Aparentemente não marinado e com o tempero mais suave, o frango também agradou, apesar dos acompanhamentos triviais.


Para a sobremesa escolhemos o alfajor caseiro (R$ 5,00), mas há também flan (R$ 7,00) e torta do dia (R$ 6,50), cujo recheio de goiabada dá a impressão de um abrasileiramento.


O atendimento é feito por um dos donos, que tem todo o cuidado em explicar cada item oferecido. Costumo não retornar a estabelecimentos que cobram gorjeta em almoços executivos sem bebidas, porém pretendo abrir ao menos uma exceção, a fim de experimentar o bife de chorizo da casa.

Porteño Central
Rua Guajajaras, 1021 – Centro – Belo Horizonte – MG
Tel: (31) 3273-0658
.